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MT é pioneiro em uso prático de hidrogênio como fonte de energia

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Estudado no Brasil a partir de meados de 2006 na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o método de utilização do hidrogênio como fonte de geração de energia elétrica teve como pioneiro no Brasil o estado de Mato Grosso. A comunidade Pico do Amor, localizada a 80 quilômetros deCuiabá, fez uso dessa alternativa de energia limpa entre 2008 e 2011. O método, segundo o professor Ivo Leandro Dorileo, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), pode ser o futuro da geração de energia.

As cerca de 50 pessoas da comunidade – que não tem fornecimento de energia elétrica – receberam em 2008 a chance de se utilizar o novo método no “Projeto Hidrogênico”. No local foi instalada uma usina que gerava 5 quilowatts de energia elétrica dentro de uma casa de 120 m². Além do maquinário e de uma cabine de comando, o ambiente contava com um tanque de etanol, onde o processo químico era realizado e a energia produzida num modelo que pode ser considerado de vanguarda no Brasil. Desativado, o projeto deverá ser retomado.

O processo todo era responsável por ligar os postes que iluminavam as áreas livres da comunidade e um centro comunitário, além de fazer funcionar o bombeamento de água para as casas.

A ação foi desenvolvida com um parceria entre a Unicamp, a UFMT e entidades privadas. O pesquisador Ivo Dorileo, coordenador do Núcleo Interdisciplinar de Estudos em Planejamento Energético (Niepe) da UFMT, contou que o projeto só não continuou por causa dos altos gastos envolvidos, mas informou que uma nova fase está sendo desenvolvida.

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Nesta nova fase, a usina que gerava 5 quilowatts de energia deverá triplicar a produção. Com maior capacidade de geração energética, desta vez também fará parte do projeto a instalação de fábricas de farinha de mandioca e de rapadura que, sustentadas pelo método limpo de geração de energia, produzirão renda para os moradores da comunidade.

Energia limpa
O professor explica que o processo, que se utiliza das chamadas “células a combustível”, consiste na retirada dos íons de hidrogênio do etanol para a geração de energia elétrica. A metodologia é relativamente recente no mundo acadêmico e, segundo o pesquisador da UFMT, “Mato Grosso foi o primeiro lugar no mundo a utilizar de maneira prática o método. É um método limpo e que gera energia sem causar danos ao meio ambiente”.

Além da produção de energia elétrica, um dos resultados do processo é a produção água. Por meio de reações químicas, as células a combustível podem chegar a uma eficiência de aproveitamento de 100% da energia produzida. Em comparação, motores de combustão podem chegar a apenas 20% de aproveitamento.

Uma das desvantagens do processo, diz Ivo Dorileo, é o custo. “A metodologia apesar de ser limpa, é muito cara e custosa”, afirma. Foi por causa disso, lembra, que a utilização na comunidade em Cuiabá foi interrompida. O acadêmico ainda aponta que a “energia elétrica é um motores do mundo moderno” e que é preciso reverter o conhecimento científico para o benefício da sociedade.

O hidrogênio é uma já conhecida fonte energética. A mais potente arma nuclear já utilizada – a Tsar Bomba, desenvolvida pela União Soviética na década de 1960 – teve como origem a fissão nuclear do elemento. Apesar de não ter sido usada em guerra, a arma foi testada na ilha de Nova Zembla, no Círculo Polar Ártico, e alcançou o poder explosivo de 50 megatons. Em comparação, a “Little Boy” – usada pelos Estados Unidos na Segunda Guerra contra o Japão – alcançou apenas 15 quilotons. Seriam necessárias mais de 30 mil bombas Little Boy para se alcançar a destruição da Tsar Bomba.

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Fontes alternativas em MT
Apesar do avanço representado pelas células a combustível e o hidrogênio, Mato Grosso ainda deixa a desejar quando o assunto é a variação de matrizes energéticas.

Em 2009, o estado divulgou pela última vez o “Balanço Energético de Mato Grosso e Messoregiões”, análise sistemática da produção, importação, transformação e consumo de energia no Estado.

Desenvolvido pela antiga Secretaria Estadual de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme) e o Niepe, da UFMT, o estudo foi interrompido com a justificativa de contenção de gastos segundo o professor Ivo Dorileo, um dos responsáveis. “Mas o balanço é imprescindível para se planejar e conhecer a produção energética do Estado”, defende.

O professor anuncia, porém, que o estudo voltará esse ano. O balanço referente a 2015 deverá avaliar o uso de matrizes energéticas diferentes em Mato Grosso entre os anos de 2011 a 2014 e deverá demorar até oito meses para ficar pronto. Enquanto isso, o acadêmico lembra que o Mato Grosso está “sem planejamento energético nenhum”.

G1 MT

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Cidades

“Gilmarmendelândia” : Cúpula política de MT lança novo distrito que pode se tornar cidade

Um evento de “grosso calibre” político marcou a manhã deste sábado (21) no interior de Mato Grosso. Autoridades de diversas esferas se reuniram para o lançamento oficial do distrito de “Gilmarlândia”, batizado em homenagem ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, este natural de Diamantino (a 182 km de Cuiabá).

O lançamento atendeu a um chamado direto do megaempresário do agronegócio Eraí Maggi. Através de um áudio, divulgado via WhatsApp, Eraí convocou as principais lideranças do estado para prestigiar o empreendimento, que já conta com planejamento e mapa definidos.

A lista de autoridades presentes no evento reflete a influência do homenageado e do organizador,. O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o secretário-chefe da Casa Civil, Fabio Garcia (União), e o deputado estadual Max Russi (PSB) já estavam no local do lançamento pela manhã. E aguardavam as chegadas do próprio ministro Gilmar Mendes e do governador Mauro Mendes (União).

ONDE FICA?

O novo distrito será situado após o Trevo da Libra, entre os municípios de Diamantino e Campo Novo do Parecis. O território é estratégico para o setor produtivo, sendo habitado em grande parte por funcionários dos grupos de Eraí e Blairo Maggi, que possuem extensas propriedades rurais na localidade.

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