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Mato Grosso tem 158 mil pessoas desocupadas, diz pesquisa do IBGE

carteiMato Grosso encerrou o ano de 2016 com 158 mil pessoas em situação de desemprego, segundo apontou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada nesta quinta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa foi realizada  no último trimestre do ano passado.

Conforme a pesquisa, o número de desempregados apontados pelo IBGE é 72,6% maior do que o mesmo período em 2015, quando 91 mil pessoas estavam desocupadas no estado, mas não mostrou variação significativa em relação ao trimestre anterior. A nível nacional, a taxa de desocupação no Brasil foi estimada em 12%, segundo a pesquisa.

Ao todo, segundo o PNAD, o estado possui uma população estimada de 1,5 milhão de pessoas empregadas, que correspondem a 58,3% da população total em idade de trabalhar (com 14 anos ou mais), que totalizam 2,5 milhões de pessoas.

A força de trabalho, aliás, aumentou em 62 mil pessoas em relação ao mesmo período de 2015, porém, conforme o IBGE, ainda que tenham a idade para serem inseridas no mercado de trabalho, isso não significa que todas essas pessoas procuram por emprego.

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Setor privado
De acordo com a pesquisa, do total de pessoas empregadas no setor privado, cerca de 510 mil apenas possuem carteira de trabalho assinada, contra 165 mil que atuam sem esse direito assegurado. Ambos os dados permanecem estáveis quando comparados com o mesmo período do ano anterior.

Já quanto à remuneração média no estado, segundo o IBGE, está estimada em R$ 1.961, não muito diferente da média apresentada pelo PNAD no final de 2015, quando o salário média de todas as atividades era de R$ 1.974.

G1 MT

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Cidades

Vereador apresenta projeto para proibir competições de “Farmar Aura” em espaços públicos

Foi lido oficialmente durante a 69ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Cáceres, realizada nesta segunda-feira (3), o Projeto de Lei nº 01/2026, de autoria do vice-presidente da Casa, vereador Isaías Bezerra (Republicanos). A proposta pretende proibir a realização de campeonatos, disputas e eventos competitivos da prática conhecida como “aura farming” (“farmar aura”) em praças, parques, ginásios e demais espaços públicos do município.

Segundo o texto, a restrição tem como foco principal eventos que envolvam a participação, a presença ou a exposição de crianças e adolescentes.

De acordo com o projeto, considera-se “aura farming” a prática popularizada nas redes sociais em que pessoas realizam poses, gestos ou atitudes encenadas para ganhar prestígio e repercussão na internet, especialmente quando organizadas em formato de competição.

A proposta também proíbe a concessão de alvarás, autorizações, patrocínios e a cessão de espaços públicos para esse tipo de evento. No entanto, o projeto deixa claro que a vedação não se aplica a manifestações culturais, religiosas, artísticas ou esportivas tradicionais, nem a condutas individuais espontâneas que não tenham caráter competitivo.

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Penalidades

Caso a lei seja aprovada, os organizadores que descumprirem as regras poderão sofrer penalidades que incluem desde advertência por escrito, multa de 10 Unidades Fiscais de Cáceres (UFICs/MT) cerca R$ 717,20, dobrada em caso de reincidência ou quando houver envolvimento de menores. Além da possível suspensão ou cassação do alvará de funcionamento de estabelecimentos envolvidos.

O projeto também determina que, sempre que forem constatadas crianças ou adolescentes em eventos proibidos, os órgãos de fiscalização comuniquem imediatamente o Conselho Tutelar e o Ministério Público de Mato Grosso (MPE) para adoção das medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Incentivo a atividades educativas

Como alternativa, a proposta autoriza o Poder Executivo a desenvolver campanhas de conscientização sobre os riscos de modismos virais e a ampliar projetos voltados ao contraturno escolar.

Entre as ações previstas estão a expansão de escolinhas esportivas nos bairros, oficinas de música, dança e teatro com valorização da cultura pantaneira, além de cursos de tecnologia e qualificação profissional.

Na justificativa do projeto, Isaías Bezerra cita um episódio ocorrido em Cuiabá, onde um encontro relacionado à prática foi proibido administrativamente no Parque das Águas. Segundo o parlamentar, a intenção é fazer de Cáceres um dos primeiros municípios a estabelecer uma legislação específica sobre o tema.

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Após a leitura em plenário, o Projeto de Lei nº 01/2026 segue para análise das comissões permanentes da Câmara antes de ser votado pelos vereadores.

O que é “aura farming”?

O termo “aura farming” ganhou popularidade nas redes sociais e refere-se à prática de realizar ações, poses, desafios ou comportamentos com o objetivo de ganhar popularidade, admiração ou repercussão na internet. Em alguns locais, essas práticas passaram a ser organizadas em disputas e competições, especialmente entre jovens, com gravações para plataformas digitais. O projeto de lei não proíbe a prática individual, mas busca impedir a realização de eventos competitivos em espaços públicos municipais, sobretudo quando envolvam crianças e adolescentes.

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