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Alunos de MT desenvolvem projeto de bengala ultrassônica para cegos

dsc_0429Alunos do ensino técnico do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) de Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, criaram uma bengala ultrassônica para cegos. O equipamento, que deve virar um protótipo, irá alertar os deficientes visuais sobre obstáculos na rua.

A ideia foi apresentada na 13ª Semana Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCTI), que foi realizada na Arena Pantanal, em Cuiabá. Além da bengala, uma jovem da mesma unidade de ensino levou até o evento o projeto de uma pulseira médica de baixo custo que mede os batimentos cardíacos.

A bengala ultrassônica – que funciona com o auxílio de um celular e um fone de ouvido – foi desenvolvida pelos alunos do curso técnico de eletrotécnica Cleiton Amaro dos Santos, Felipe Dias e João Paulo Francisco de Oliveira e pela aluna de logística Mariana Cristina Bispo da Silva.

A ideia dos jovens foi concebida em um evento interno da escola. A missão dos alunos era pensar em uma alguma inovação que pudesse melhorar a vida de pessoas deficientes ou com algum tipo de problema médico.

Felipe Dias explicou que o projeto consiste em equipar uma bengala comum com um sensor ultrassônico, que captura a distância entre objetos, um ardoino, que irá processar a informação do objeto se aproximando e mandará um sinal de vibração para o aparelho celular utilizado pelo cego. Com o fone de ouvido, ele saberá a distância que está do obstáculo.

De acordo com Felipe, o próximo passo é construir esse protótipo e realizar testes para que os pontos fracos do projeto sejam observados. Ele ainda defendeu que tudo isso surgiu por que para os alunos a ideia é uma forma de “tentar ajudar as pessoas que têm algum tipo de dificuldade de locomoção. Eu já vi deficiente caindo na rua porque o movimento da bengala falhou. Nada mais justo do que tentar de alguma forma melhorar a vida dessas pessoas”.

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Pulseira médica
A pulseira médica está sendo desenvolvido por Bruna Tavares Francisco, que é aluna do curso técnico de manutenção e suporte técnico em informática no Senai. A jovem contou que a intenção é “diminuir o número de pessoas com ataque do coração que ficam sem socorro”.

A pulseira funcionaria junto com um aplicativo de celular e ficaria medindo os batimentos cardíacos do usuário. Assim que os batimentos estivessem em um número considerado crítico, o aplicativo mandaria automaticamente uma mensagem para o serviço de saúde.

Além dos benefícios práticos da ideia, outro aspecto do objeto seria o baixo custo e a segurança da portabilidade do equipamento. Bruna argumentou que já existem dispositivos parecidos no mercado, mas disse que eles custam em média R$ 1 mil e que por isso são muito visados por assaltantes. A versão da jovem está programada para ser constituída de silicone e o preço deverá ficar por volta dos R$ 200.

Parte da concepção do projeto teve um aspecto pessoal, relatou a aluna. “Eu penso que esse pode ser um negócio que pode melhorar e mexer muito com a vida das pessoas. Meu avô morreu de um ataque fulminante do coração. Essa pulseira de baixo custo poderia ter salvado a vida dele, acredito eu”, disse.

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Bruna disse que a experiência de expor o equipamento ao público lhe trouxe muitos benefícios. Essa é a primeira vez que ela realizou atividade parecida e o medo inicial das críticas se tornou em  crença de que ela seria uma boa oportunidade de testes para o futuro da pulseira.

“Eu comecei a enxergar isso [a exposição da ideia para o público] como uma coisa extremamente positiva. A sugestão de algumas pessoas, que às vezes nem são da área, te ajudam muito a melhorar a ideia. Já me sugeriram, por exemplo, uma funcionalidade offline para a minha pulseira, que hoje é uma negócio que ela não tem. A partir de agora vou começar a pensar nessa possibilidade”, defendeu.

A professora de eletrotécnica, mecatrônica e automação Jenifeer Duarte, coordenadora dos dois projetos, ressaltou a importância dos jovens participarem de experimentos práticos e científicos. Para ela, esse tipo de vivência gera aos alunos um incontável legado.

“A gente e até eles próprios descobrem uma capacidade de pensamento analítico e de proatividade que nem eles imaginavam que tinham. Os que seguem com o projeto em frente, ficam tão motivados a aprender mais, a se informar mais que acabam melhorando em todos os aspectos”, defendeu.

G1 MT

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Cidades

Vereador apresenta projeto para proibir competições de “Farmar Aura” em espaços públicos

Foi lido oficialmente durante a 69ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Cáceres, realizada nesta segunda-feira (3), o Projeto de Lei nº 01/2026, de autoria do vice-presidente da Casa, vereador Isaías Bezerra (Republicanos). A proposta pretende proibir a realização de campeonatos, disputas e eventos competitivos da prática conhecida como “aura farming” (“farmar aura”) em praças, parques, ginásios e demais espaços públicos do município.

Segundo o texto, a restrição tem como foco principal eventos que envolvam a participação, a presença ou a exposição de crianças e adolescentes.

De acordo com o projeto, considera-se “aura farming” a prática popularizada nas redes sociais em que pessoas realizam poses, gestos ou atitudes encenadas para ganhar prestígio e repercussão na internet, especialmente quando organizadas em formato de competição.

A proposta também proíbe a concessão de alvarás, autorizações, patrocínios e a cessão de espaços públicos para esse tipo de evento. No entanto, o projeto deixa claro que a vedação não se aplica a manifestações culturais, religiosas, artísticas ou esportivas tradicionais, nem a condutas individuais espontâneas que não tenham caráter competitivo.

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Penalidades

Caso a lei seja aprovada, os organizadores que descumprirem as regras poderão sofrer penalidades que incluem desde advertência por escrito, multa de 10 Unidades Fiscais de Cáceres (UFICs/MT) cerca R$ 717,20, dobrada em caso de reincidência ou quando houver envolvimento de menores. Além da possível suspensão ou cassação do alvará de funcionamento de estabelecimentos envolvidos.

O projeto também determina que, sempre que forem constatadas crianças ou adolescentes em eventos proibidos, os órgãos de fiscalização comuniquem imediatamente o Conselho Tutelar e o Ministério Público de Mato Grosso (MPE) para adoção das medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Incentivo a atividades educativas

Como alternativa, a proposta autoriza o Poder Executivo a desenvolver campanhas de conscientização sobre os riscos de modismos virais e a ampliar projetos voltados ao contraturno escolar.

Entre as ações previstas estão a expansão de escolinhas esportivas nos bairros, oficinas de música, dança e teatro com valorização da cultura pantaneira, além de cursos de tecnologia e qualificação profissional.

Na justificativa do projeto, Isaías Bezerra cita um episódio ocorrido em Cuiabá, onde um encontro relacionado à prática foi proibido administrativamente no Parque das Águas. Segundo o parlamentar, a intenção é fazer de Cáceres um dos primeiros municípios a estabelecer uma legislação específica sobre o tema.

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Após a leitura em plenário, o Projeto de Lei nº 01/2026 segue para análise das comissões permanentes da Câmara antes de ser votado pelos vereadores.

O que é “aura farming”?

O termo “aura farming” ganhou popularidade nas redes sociais e refere-se à prática de realizar ações, poses, desafios ou comportamentos com o objetivo de ganhar popularidade, admiração ou repercussão na internet. Em alguns locais, essas práticas passaram a ser organizadas em disputas e competições, especialmente entre jovens, com gravações para plataformas digitais. O projeto de lei não proíbe a prática individual, mas busca impedir a realização de eventos competitivos em espaços públicos municipais, sobretudo quando envolvam crianças e adolescentes.

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