Agro Notícias
Mato Grosso é responsável por 95% da produção nacional de madeira Teca

Mato Grosso é o maior produtor de madeira Teca do país, o Estado representa 95% do cenário nacional que soma 67 mil hectares. Com pouco mais de 64 mil hectares plantados em todo o Estado, a região Centro-Sul mantém maior produção, com aproximadamente 31 mil hectares. Mesmo sendo grande produtor em madeira Teca, Mato Grosso representa somente 4% da área nacional de eucalipto. O país tem uma área de 5,1 milhões de hectares e o Estado apenas 187 mil.Os dados são da Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadaa (Abraflor) e foram apresentados pelo Instituto Mato-grossense de
Economia e Agropecuária (Imea) na manhã desta sexta-feira (07). Para chegar aos dados foram montadas 5 equipes com 2 pesquisadores que aplicaram questionários aos produtores. No total foram visitados 106 mil hectares de área plantada, o que representa 42% da área de Mato Grosso.Com a apresentação dos dados, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Rui Prado, vê uma grande oportunidade para Mato Grosso entrar no cenário nacional. “O reflorestamento pode se tornar mais uma modalidade de investimento. Será difícil, mas com investimento político e empresarial conseguimos”.
Superintendente Imea, Otávio Celidonio, confirma que a falta de mão de obra qualificada é um dos gargalos do setor. Para ele a madeira Teca é o grande destaque de Mato Grosso devido ao clima predominante no Estado. “Já para o eucalipto falta a vinda de grandes indústrias eu uma logística melhor para que a atividade se consolide no Estado”.
Para os produtores a logística do Estado é o grande impasse, mesmo havendo uma alta demanda do mercado internacional ainda existem alguns entraves. No Mato Grosso há 20 anos plantando a madeira Teca, Fausto Takizawa diz que atualmente o principal mercado da madeira é o Sudeste asiático. “Mato Grosso precisa entender como funciona o processo da madeira que não é algo anual. Precisamos nos estabelecer, estamos precisando de incentivos para isso, já que nos estabelecendo o cenário irá melhorar”.
Fonte: Gazeta Digital
Agro Notícias
União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.
Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).
Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.
Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.
As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.
A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.
A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.
Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.
A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.
Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.
Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.
Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.
Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.
Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.
A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.
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