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Juiz federal de MT abandona cargo após 19 anos: ‘Não é fácil ser juiz’

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Depois de 19 anos na magistratura, o juiz federal da 1ª Vara Federal de Mato Grosso, Julier Sebastião da Silva, decidiu abandonar o cargo. Ele pediu exoneração e desde essa quarta-feira (2) não atua mais como juiz, função esta que ele disse ser muito difícil de ser exercida. “Deixo tudo, prestígio, motoristas e carros à disposição. Faço tudo isso sem nenhum pudor”, declarou. A intenção dele é disputar um cargo público na eleição deste ano e alegou não saber o rumo que irá tomar caso não seja eleito, já que com o pedido de exoneração não poderá retornar ao cargo.

“Não é fácil ser juiz, porque muitas vezes o juiz é colocado em situações difíceis. Avalia, julga e depois sofre, como qualquer ser humano”, afirmou. Ele avalia que a profissão de juiz se limita praticamente à análise do magistrado, enquanto no Executivo as decisões são executadas por várias pessoas. “Não julgo mais ninguém e agora quero ser julgado pela população”, enfatizou Julier, nesta quinta-feira (3). Ele se filiou ao PMDB nesta terça-feira (2) e disse que pretende disputar vaga de governador do estado.

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Ele contou que não teve o apoio da família quando decidiu deixar a função de juiz. “Minha filha não gostou”, comentou. Mas, independentemente disso, o ex-magistrado disse que quis arriscar. Enquanto juiz, julgou ações contra esquemas de corrupção no estado e, quando perguntado se sentia algum tipo de constrangimento por ter se aliado a pessoas as quais havia julgado anteriormente, respondeu que não e que ‘a democracia funciona assim’.

Um dos casos mais recentes em que ele atuou foi o do ‘escândalo dos maquinários”, como ficou conhecido o esquema que desviou R$ 44 milhões do governo do estado, na gestão do ex-governador Blairo Maggi (PR), por meio do programa ‘MT 100% Integrado”. No mês passado, ele condenou dois ex-secretários e Infraestrutura e de Administração do Estado a pagar multa de R$ 15 mil pelo desvio de dinheiro dos cofres públicos através da compra de 705 máquinas agrícolas para atender os municípios do interior do estado.

Natural de Chapada dos Guimarães, a 65 km da capital, ele disse ter vindo de uma família pobre e que só foi registrado no cartório da cidade quando já estava com dois anos por causa da dificuldade em sair da comunidade Rio da Casca, onde morava. Antes de passar no concurso de juiz federal, ele disse ter defendido os interesses dos trabalhadores sem-terra, quando trabalhava como advogado. “Sou a favor dos pobres e tenho lado”, afirmou.
Questionado sobre o que faria de diferente caso fosse eleito governador, vaga a qual pretende pleitear, Julier destacou que investiria mais em educação e tentaria melhorar a distribuição de renda, avaliando que Mato Grosso é um estado rico, mas os seus municípios são pobres. “Oitenta e quatro por cento dos municípios do estado são pobres, sendo que temos uma atividade que praticamente sustenta a balança comercial brasileira”, pontuou, se referindo ao setor do agronegócio, no qual o estado se destaca nacionalmente e internacionalmente.

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G1

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“Gilmarmendelândia” : Cúpula política de MT lança novo distrito que pode se tornar cidade

Um evento de “grosso calibre” político marcou a manhã deste sábado (21) no interior de Mato Grosso. Autoridades de diversas esferas se reuniram para o lançamento oficial do distrito de “Gilmarlândia”, batizado em homenagem ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, este natural de Diamantino (a 182 km de Cuiabá).

O lançamento atendeu a um chamado direto do megaempresário do agronegócio Eraí Maggi. Através de um áudio, divulgado via WhatsApp, Eraí convocou as principais lideranças do estado para prestigiar o empreendimento, que já conta com planejamento e mapa definidos.

A lista de autoridades presentes no evento reflete a influência do homenageado e do organizador,. O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o secretário-chefe da Casa Civil, Fabio Garcia (União), e o deputado estadual Max Russi (PSB) já estavam no local do lançamento pela manhã. E aguardavam as chegadas do próprio ministro Gilmar Mendes e do governador Mauro Mendes (União).

ONDE FICA?

O novo distrito será situado após o Trevo da Libra, entre os municípios de Diamantino e Campo Novo do Parecis. O território é estratégico para o setor produtivo, sendo habitado em grande parte por funcionários dos grupos de Eraí e Blairo Maggi, que possuem extensas propriedades rurais na localidade.

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