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JBS de Diamantino seria paralisado ainda este mês, após suspensão

O fechamento do frigorífico de Diamantino geraria um impacto negativo na economia do município. O frigorífico é uma das maiores empresas instalada na cidade, gerando 1.200 empregos diretos e pelo menos 800 indiretos na unidade que pertence a JBS/Friboi.
A proibição de exportar carne ao exterior se deu após atestada irregularidade sanitária, técnica ou legal das instalações e etapas do processo de produção, assim o registro do estabelecimento foi suspenso pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Após a notícia de que a produção da JBS estaria suspensa, e que a planta localizada em Diamantino não poderia mais exportar carne para todos os países dos quais ela estava habilitada, o prefeito de Diamantino entrou em contato com o Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, e relatou sobre a possibilidade da paralização dos trabalhos da JBS em Diamantino.
O Ministro se mostrou solidário, mas estava em viagem no exterior, e informou ao prefeito da necessidade de tempo hábil para solucionar o problema da suspensão. Diante disso, Maggi teria sugerido que as lideranças de Diamantino falassem diretamente com o secretário do Ministério.
O prefeito municipal, Eduardo Capistrano, o presidente da câmara de vereadores Jozenil Costa Lube (Bodão), o gerente da unidade Fabion de Almeida e outros responsáveis pela empresa foram a cidade de Lucas do Rio Verde falar pessoalmente com o secretário de política agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller.
“Com muita tristeza na semana passada recebemos a notícia de que o frigorífico da JBS estaria impedido de funcionar em suas plenas atividades em sua planta de Diamantino, e com certeza isso pra empresa é muito ruim, porque inviabiliza a produção, uma vez que a unidade aqui de Diamantino é uma das melhores da América Latina. Nós entramos em contato com o senador Cidinho, o Ministro Blairo Maggi e fomos a Lucas do Rio Verde falar com o ex-ministro Neri Gueller. Nosso frigorífico gera mais de 1200 empregos e a nossa ideia é de que ele aumente as contratações e não que diminua”, explicou o prefeito.

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O presidente da Câmara de Vereadores, Jozenil Costa Lube diz que a preocupação foi grande, mas a ação rápida das lideranças de Diamantino em buscar soluções para a suspensão da JBS teve êxito. “Após os diretores da JBS Fabion e o Willian falarem com o prefeito, ele entrou em contato comigo e decidimos sair para Lucas após adiantar o assunto com o Neri Geller, e eu sempre falo, a JBS é a empresa mais importante no quesito geração de emprego dentro da nossa cidade. O Neri entrou em contato com o Cidinho e Blairo que estava na Inglaterra, e já na segunda uma equipe de inspeção esteve na JBS e na terça-feira já foi liberado o selo para a exportação da carne para a Europa. Quero agradecer e parabenizar o Neri Geller pela humildade, empenho e o respeito com o nosso povo de Diamantino”, disse o presidente da Câmara.

O secretário do Ministério da Agricultura, Neri Geller, falou da importância de estar em Brasília. “Nós conseguimos resolver o problema com relação a JBS de Diamantino e viabilizar novamente a sua produção. Quero dizer da importância do Ministro Blairo Maggi e eu estarmos ligados ao setor produtivo do Brasil, sou produtor em Lucas do Rio Verde desde 1984, portanto, nós estamos muito motivados lá no Ministério da Agricultura. Minha vinda a Diamantino se deve ao convite do prefeito, da Câmara dos vereadores e do Sindicato Rural que sempre estão em contato comigo pra trazer melhorias para esta região”, falou o secretário.
Terça-feira (09), a JBS de Diamantino teve a autorização para retornar a produção, com certificação sanitária de exportação para todos os mercados habilitados.

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Agro Notícias

Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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