Destaque
Índios interditam rodovia de MT e cobram pedágio de R$ 100, diz PM
Cerca de 100 índios da etnia Enawenê-nawê bloquearam a ponte sobre o Rio Juruena, na rodovia MT-170, que liga os municípios de Juína a Brasnorte, distante 737 km e 580 km de Cuiabá, respectivamente.
De acordo com a Polícia Militar, os indígenas alegam que a interdição é como forma de protesto pelo não cumprimento de um acordo com o governo para a pavimentação da estrada que dá acesso à aldeia. Dessa forma, o motorista que trafega pelo trecho tem que pagar pedágio no valor de R$ 100 para os índios.
A assessoria da Fundação Nacional do Índio (Funai) foi procurada, entretanto, informou que não é responsável pela ação dos índios.
O major da Polícia Militar de Juína, Anderson Luiz da Silva, disse que o bloqueio na estrada teve início na última quarta-feira (1º) e que teve acesso ao documento elaborado pelos índios, onde costa a reivindicação da pavimentação da rodovia. Conforme o documento, no dia 1º de outubro encerrava o prazo para início das obras no trecho e os indígenas declararam que só vão liberar o local quando a pavimentação da via iniciar.
Muitos motoristas que precisam passar pelo trecho estão revoltados com a situação. Uma mulher que prefere não se identificar, relatou que passou duas vezes pela rodovia neste fim de semana e teve que pagar R$ 200. “É um absurdo, não podemos aceitar isso. No próximo final de semana preciso passar pelo trecho novamente e vou ter que desembolsar mais R$200 entre a ida e a volta. Isso é um assalto e custa muito no meu orçamento”, frisou.
A motorista contou também que os indígenas bloquearam a rodovia com toras de madeira, pedras e galhos de árvore. Além disso, estariam abordando os veículos com arco e flecha para intimidar os motoristas.
G1 MT
Cidades
“Gilmarmendelândia” : Cúpula política de MT lança novo distrito que pode se tornar cidade

Um evento de “grosso calibre” político marcou a manhã deste sábado (21) no interior de Mato Grosso. Autoridades de diversas esferas se reuniram para o lançamento oficial do distrito de “Gilmarlândia”, batizado em homenagem ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, este natural de Diamantino (a 182 km de Cuiabá).
O lançamento atendeu a um chamado direto do megaempresário do agronegócio Eraí Maggi. Através de um áudio, divulgado via WhatsApp, Eraí convocou as principais lideranças do estado para prestigiar o empreendimento, que já conta com planejamento e mapa definidos.
A lista de autoridades presentes no evento reflete a influência do homenageado e do organizador,. O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o secretário-chefe da Casa Civil, Fabio Garcia (União), e o deputado estadual Max Russi (PSB) já estavam no local do lançamento pela manhã. E aguardavam as chegadas do próprio ministro Gilmar Mendes e do governador Mauro Mendes (União).
ONDE FICA?
O novo distrito será situado após o Trevo da Libra, entre os municípios de Diamantino e Campo Novo do Parecis. O território é estratégico para o setor produtivo, sendo habitado em grande parte por funcionários dos grupos de Eraí e Blairo Maggi, que possuem extensas propriedades rurais na localidade.
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