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Indígenas são treinados para combater incêndio no Parque do Xingu em MT

Índios do Parque Nacional do Xingu passaram por um treinamento de combate a incêndio em Barra do Garças, a 516 km de Cuiabá. O treinamento foi dado entre abril e maio pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).

Ao final do curso, 62 deles foram contratados para trabalhar como brigadistas. Eles vão atuar nas brigadas de incêndio.

A escolha dos profissionais é feita com base no desempenho durante o curso. São realizadas duas provas para testar a aptidão física e a habilidade na utilização de ferramenta agrícola.

De acordo com o analista ambiental Yougo Marcelo Miyakawa, do Ibama, os indígenas aprendem a identificar e a se portar diante de um incêndio, assim como a classificar os tipos de incêndio, os meios de combate, os equipamentos necessários e noções de primeiros- socorros.

“Os indígenas aprendem tudo o que é necessário para identificar e combater um incêndio. Além disso, são ensinadas ações de prevenção a incêndio, construção de aceiros, monitoramento e ações de educação ambiental nas comunidades indígenas”, contou.

O primeiro treinamento foi dado entre os dias 23 e 27 de abril, no baixo Xingu, e o segundo entre 30 de abril e 4 de maio, no alto Xingu. Em cada região, a capacitação tem duração de cinco dias.

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O Ibama criou o programa de brigadas indígenas federais no Parque Indígena do Xingu em 2012.

“Desde então, todo ano o Ibama promove cursos de capacitação para brigadistas de combate a incêndios florestais e contrata por seis meses os indígenas como brigadistas”, explicou.

Conforme o analista, o curso tem o objetivo de associar o uso do fogo como ferramenta de conservação do ambiente natural.

“Nesse treinamento tem a aplicação do conhecimento tradicional deles quanto a floração e frutificação em períodos de seca e chuvas, incidência de animais para a caça, etc”, disse.

G1 MT

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Cidades

“Beatificação do padre Nazareno torna região Oeste de MT referência religiosa no país”, afirma governador

O governador Otaviano Pivetta afirmou que a beatificação do padre Nazareno Lanciotti projeta Jauru e a região Oeste de Mato Grosso para o país, transformando o município em uma referência para o turismo religioso.

Otaviano participou, neste sábado (13.6), da cerimônia de beatificação realizada em Jauru. O evento reuniu milhares de fiéis, peregrinos e caravanas de diversas regiões do Brasil e da Itália.

“Mato Grosso ganha com esse reconhecimento. A região ganha e Jauru passa a ter uma referência importante para o país. É uma alegria ver esse acontecimento histórico acontecer em Mato Grosso”, afirmou.

Segundo o governador, além do significado para a comunidade católica, a beatificação também contribui para ampliar a visibilidade da região Oeste.

“A região tem vocação para isso. É uma região muito bonita, cheia de belezas naturais, próxima ao Pantanal. Tem vocação para o turismo e, por que não, para o turismo religioso. Isso vai depender muito dos interesses locais e da dedicação da própria região, mas o Estado tem interesse em apoiar as iniciativas dos municípios e de todas as igrejas, de modo geral”, destacou.

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Para Otaviano Pivetta, a beatificação reconhece a trajetória de um religioso que dedicou a vida ao atendimento da população e deixou um legado que permanece vivo na região.

“É o reconhecimento de um mártir da Igreja Católica, de alguém que doou a própria vida para fazer o bem. Para nós, cristãos, é um momento muito importante. A Igreja tem critérios rigorosos para conceder esse reconhecimento e, para mim, é uma alegria e uma feliz coincidência que esse acontecimento histórico esteja acontecendo durante o meu mandato”, ressaltou o governador.

Durante mais de três décadas de atuação em Jauru, padre Nazareno se dedicou ao trabalho pastoral e a ações voltadas ao atendimento da população, tornando-se uma das principais referências religiosas da região.

Padre Nazareno Lanciotti
Nascido na Itália, padre Nazareno Lanciotti chegou ao Brasil na década de 1970 e se estabeleceu em Jauru, onde atuou por mais de 30 anos. Ao longo desse período, desenvolveu ações religiosas, sociais e comunitárias voltadas ao atendimento da população.

Em 2001, foi vítima de um atentado e morreu dias depois. O Vaticano reconheceu oficialmente seu martírio, abrindo caminho para a beatificação realizada neste sábado, em Jauru. A decisão o torna beato da Igreja Católica, etapa que antecede a canonização.

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