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Diamantino pede em Cuiabá o fim da escravidão moderna e reforça a luta da ONU

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A secretária municipal de Assistência Social de Diamantino, Thérèse Silva, e a coordenadora do Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) de Diamantino, Marecine Queiroz, participaram do “Dia contra a Exploração Sexual e o Tráfico de Pessoas”, promovido pela Superintendência Estadual de Políticas Públicas para Mulheres. O pedido da secretária ecoou o ensejo da ONU para o fim da escravidão moderna.

“Parafraseio o  secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e repito o pedido  da renovação de nosso compromisso em acabar com a escravidão moderna, para que nossos filhos vivam em um mundo livre de racismo e preconceito”, disse Thérèse.

A secretária abordou sobre temas com foco na atualidade e lembrou que o Estado de Mato Grosso não pode ficar alijado do diálogo latente na comunidade internacional em que a prática insidiosa de escravidão forçada continua ressoando por todo o mundo em várias formas – a partir de trabalho forçado e tráfico para fins de exploração sexual e de cativeiro em condições semelhantes à escravidão.

“Essas práticas desprezíveis não poderiam existir sem o racismo enraizado”, lembrou em recente entrevista o secretário-geral da ONU.

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O tema deste ano, “Mulheres e Escravidão”, presta homenagem e celebra a força das muitas mulheres escravizadas que enfrentaram sofrimentos insuportáveis, incluindo a exploração sexual, bem como aquelas que lutaram pela liberdade da escravidão e defenderam a sua abolição.

Segundo a ONU, estima-se que um terço das 15 milhões de pessoas que foram deportadas da África através do comércio transatlântico de escravos eram mulheres.

“Temos que estar em alerta e prontos para o combate diário, quando vemos essas mazelas nos noticiários não podemos pensar que está ocorrendo longe de nós, que não é nosso problema. São nossas causas sociais, nosso trabalho tem que ser efetivo e contínuo para execrar a escravidão e a exploração”, advertiu a representante de Diamantino.

Assessoria de Imprensa (com informações da ONU)

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Cidades

“Beatificação do padre Nazareno torna região Oeste de MT referência religiosa no país”, afirma governador

O governador Otaviano Pivetta afirmou que a beatificação do padre Nazareno Lanciotti projeta Jauru e a região Oeste de Mato Grosso para o país, transformando o município em uma referência para o turismo religioso.

Otaviano participou, neste sábado (13.6), da cerimônia de beatificação realizada em Jauru. O evento reuniu milhares de fiéis, peregrinos e caravanas de diversas regiões do Brasil e da Itália.

“Mato Grosso ganha com esse reconhecimento. A região ganha e Jauru passa a ter uma referência importante para o país. É uma alegria ver esse acontecimento histórico acontecer em Mato Grosso”, afirmou.

Segundo o governador, além do significado para a comunidade católica, a beatificação também contribui para ampliar a visibilidade da região Oeste.

“A região tem vocação para isso. É uma região muito bonita, cheia de belezas naturais, próxima ao Pantanal. Tem vocação para o turismo e, por que não, para o turismo religioso. Isso vai depender muito dos interesses locais e da dedicação da própria região, mas o Estado tem interesse em apoiar as iniciativas dos municípios e de todas as igrejas, de modo geral”, destacou.

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Para Otaviano Pivetta, a beatificação reconhece a trajetória de um religioso que dedicou a vida ao atendimento da população e deixou um legado que permanece vivo na região.

“É o reconhecimento de um mártir da Igreja Católica, de alguém que doou a própria vida para fazer o bem. Para nós, cristãos, é um momento muito importante. A Igreja tem critérios rigorosos para conceder esse reconhecimento e, para mim, é uma alegria e uma feliz coincidência que esse acontecimento histórico esteja acontecendo durante o meu mandato”, ressaltou o governador.

Durante mais de três décadas de atuação em Jauru, padre Nazareno se dedicou ao trabalho pastoral e a ações voltadas ao atendimento da população, tornando-se uma das principais referências religiosas da região.

Padre Nazareno Lanciotti
Nascido na Itália, padre Nazareno Lanciotti chegou ao Brasil na década de 1970 e se estabeleceu em Jauru, onde atuou por mais de 30 anos. Ao longo desse período, desenvolveu ações religiosas, sociais e comunitárias voltadas ao atendimento da população.

Em 2001, foi vítima de um atentado e morreu dias depois. O Vaticano reconheceu oficialmente seu martírio, abrindo caminho para a beatificação realizada neste sábado, em Jauru. A decisão o torna beato da Igreja Católica, etapa que antecede a canonização.

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