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Diamantino é uma das únicas cidades que sobreviveram ao garimpo

Nas antigas regiões de garimpos de diamantes no estado, como Poxoreu, Guiratinga, General Carneiro, Tesouro, Alto Paraguai, Nortelândia e Arenápolis o PIB per capita e o IDH estão abaixo da média estadual e os problemas atuais de todas localidades são quase idênticos. Diamantino e Alto Garças estão em situação diferente por terem terras para a agricultura extensiva.

A distância entre um município garimpeiro antigo e os do agro cresce cada dia mais. E tende a aumentar pelo próprio uso do Fethab que beneficia mais as regiões agrícolas.

O principal problema daqueles municípios é a falta de empregos. A pauta principal dessas localidades deveria ser como encontrar meios para gerar emprego e renda. Existem alternativas, algumas em andamentos e outras tentadas, que talvez ajude regiões de garimpo nessa busca.

A pecuária é possível em terras acidentadas. De preferência a pecuária leiteira que, segundo estudos, é o setor que mais gera empregos no campo. Tem que haver laticínios e a realidade mostra que o trabalho conjunto em cooperativas seria o caminho mais sensato.

Plantar frutas, fumo, castanha, café e outras culturas perenes também podem ser alternativos em terras acidentadas. Peixe em cativeiro seria outro caminho.

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O primeiro passo de uma localidade interessada em dar um empurrão nessas áreas na economia local seria buscar o apoio técnico da Embrapa em Sinop. Ela tem feito esse trabalho pelo Brasil afora, por que não na região de antigos garimpos?

Tem ONGs no Brasil e no exterior que trabalham nessa direção também. BID e o FCO podem ser onde buscar recursos e incentivos para melhorar qualidade de vida desses lugares.

Gemas semipreciosas têm aos montes naqueles municípios e ainda não são exploradas. A Metamat quem sabe poderia ser o lugar para dar apoios para exploração e a transformação delas em joias.

Outro item dessa pauta seria o turismo. São lugares com serras, quedas de água, lagos, que podem ser explorados. Quem sabe o setor de turismo, seja no estado ou em Brasília, possa dar suporte e mostrar caminhos sobre esse assunto. O problema maior a ser enfrentado seria a infraestrutura hoteleira necessária para receber turistas.

Dizem gentes desses lugares que o garimpo antigo de enxada e picareta e da draga não tirou 30% dos diamantes existentes ali. Se verdade, não daria para abrir espaço para empresas mineradoras nacionais ou do exterior, com máquinas e apetrechos apropriados, atuarem numa busca maior ao diamante?

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Talvez possa ser feito, não custa nada sonhar, um plano de ação conjunto dessas localidades para enfrentar problemas quase idênticos. Ou, senão por aí, que cada município criasse o seu, em torno dessa ou daquela alternativa, para gerar empregos. Num ano eleitoral poderia ser produzido um documento para ser entregue aos candidatos.

Não ficar, como agora, sendo engambelados por emendas parlamentares. Ao invés de emendas que tentem ajudar essas regiões a encontrarem meios que gere mais empregos. Você não acha que as pessoas desses municípios, se os políticos não se comprometerem de forma concreta, deveriam mandá-los cantar em outra freguesia?

ALFREDO DA MOTA MENEZES é cientista político

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“Beatificação do padre Nazareno torna região Oeste de MT referência religiosa no país”, afirma governador

O governador Otaviano Pivetta afirmou que a beatificação do padre Nazareno Lanciotti projeta Jauru e a região Oeste de Mato Grosso para o país, transformando o município em uma referência para o turismo religioso.

Otaviano participou, neste sábado (13.6), da cerimônia de beatificação realizada em Jauru. O evento reuniu milhares de fiéis, peregrinos e caravanas de diversas regiões do Brasil e da Itália.

“Mato Grosso ganha com esse reconhecimento. A região ganha e Jauru passa a ter uma referência importante para o país. É uma alegria ver esse acontecimento histórico acontecer em Mato Grosso”, afirmou.

Segundo o governador, além do significado para a comunidade católica, a beatificação também contribui para ampliar a visibilidade da região Oeste.

“A região tem vocação para isso. É uma região muito bonita, cheia de belezas naturais, próxima ao Pantanal. Tem vocação para o turismo e, por que não, para o turismo religioso. Isso vai depender muito dos interesses locais e da dedicação da própria região, mas o Estado tem interesse em apoiar as iniciativas dos municípios e de todas as igrejas, de modo geral”, destacou.

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Para Otaviano Pivetta, a beatificação reconhece a trajetória de um religioso que dedicou a vida ao atendimento da população e deixou um legado que permanece vivo na região.

“É o reconhecimento de um mártir da Igreja Católica, de alguém que doou a própria vida para fazer o bem. Para nós, cristãos, é um momento muito importante. A Igreja tem critérios rigorosos para conceder esse reconhecimento e, para mim, é uma alegria e uma feliz coincidência que esse acontecimento histórico esteja acontecendo durante o meu mandato”, ressaltou o governador.

Durante mais de três décadas de atuação em Jauru, padre Nazareno se dedicou ao trabalho pastoral e a ações voltadas ao atendimento da população, tornando-se uma das principais referências religiosas da região.

Padre Nazareno Lanciotti
Nascido na Itália, padre Nazareno Lanciotti chegou ao Brasil na década de 1970 e se estabeleceu em Jauru, onde atuou por mais de 30 anos. Ao longo desse período, desenvolveu ações religiosas, sociais e comunitárias voltadas ao atendimento da população.

Em 2001, foi vítima de um atentado e morreu dias depois. O Vaticano reconheceu oficialmente seu martírio, abrindo caminho para a beatificação realizada neste sábado, em Jauru. A decisão o torna beato da Igreja Católica, etapa que antecede a canonização.

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