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Diamantino: Alunos do IFMT tem curso para uso de drones em lavouras, veja o vídeo:

O IFMT – Campus Diamantino foi notícia neste domingo (04), no programa MT RURAL, na TV Centro América, afiliada da Rede Globo, sobre estudantes e técnico agrícolas recebem capacitação para operar drones. Veja a notícia no link: Matéria em vídeo

Os estudantes do Campus do IFMT de Diamantino puderam conhecer as funções dos veículos aéreos não tripulados para o uso em lavouras de algodão. O curso foi possível por conta de uma parceria ente o Instituto Federal e o IMA durante projeto de extensão.

Produtores e técnicos da cadeia do algodão da região de Diamantino (no médio-norte mato-grossense) terão a oportunidade de fazer um curso prático de capacitação para uso de Veículos aéreos não tripulados (VANTs) na agricultura.

O curso é fruto de um projeto de extensão do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (IFMT) com o Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt) e teve duração de dois dias (carga horária de 16 horas).

Os alunos são colaboradores de grupos produtores de algodão e estão divididos em duas turmas, sendo que a primeira tiveram aulas nos dias 23 e 24, e a segunda nos dias 25 e 26. O curso aconteceu no Campus avançado do IFMT em Diamantino.

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De acordo com os organizadores, o curso tem por objetivo apresentar a teoria e a prática do mapeamento aéreo com drones, além de trabalhar com os alunos o processamento das imagens capturadas. “Serão estudados os tipos de sensores que podem ser embarcados no drone, bem como os resultados obtidos com cada modelo de equipamento. O curso envolverá a prática em campo com a execução de uma missão para a coleta de imagens”, informa o professor Fernando Brandão, coordenador do curso técnico em Agricultura do IFMT e professor da área de Engenharia Agrícola do campus de Diamantino.

Os instrutores são os irmãos Mikael e Bruno Timóteo Rodrigues, que são bacharéis em Geografia pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e consultores na área de sensoriamento remoto e mapeamento aéreo por drones/VANTs. O primeiro é doutor em Agronomia (Energia na Agricultura) pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp) e Bruno está concluindo seu doutoramento em Agronomia (Energia na Agricultura) pela Unesp.

Assessoria Ampa

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Agro Notícias

Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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