Cidades
Deputado Ságuas Moraes quer PF agindo no caso de piloto desparecido
A Polícia Federal vai passar a investigar o desaparecimento do piloto Paulo Cézar Bertocini, visto pela última vez em Juína (735 km a noroeste da Capital), no domingo (1º). Ele sumiu junto com a aeronave que pilotava momentos antes de transportar 3 pessoas da cidade para Cuiabá. A suspeita mais forte é que o avião foi roubado e o piloto seqüestrado, os 2 levados para a Bolívia.
O autor do pedido é o deputado federal Ságuas Moraes (PT), que encaminhou a solicitação à direção da PF e ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. “Até prova em contrário, avião e piloto foram seqüestrados. Estava em Juína no dia do crime e, da forma como ocorreu, tudo indica que houve um sequestro”.
Moraes ressalta que a região já viveu problemas semelhantes. Nos últimos 10 anos pelo menos 5 aeronaves sumiram nas mesmas condições apenas no município. “É uma situação difícil de controlar e ocorre em muitas cidades. Ainda que tenhamos um sistema de radares, eles voam propositalmente em baixa altitude para não serem flagrados”.
Para o deputado, tais crimes estão invariavelmente ligados ao tráfico internacional de drogas e este motivo justifica uma ação por parte da PF. “Exatamente por isso é que pedi o auxílio da Polícia Federal, que tem atuado na região de fronteira”.
Investigações:
Começa a ganhar desfecho o desaparecimento do piloto de avião Paulo Cesar Azoia Bertoncini, 30 anos, popular Paulinho “Pium”, que decolou nesse domingo (01) do aeroporto de Juína sem realizar procedimentos de segurança e nem comunicar plano de voo.
Paulinho pode ter ido para a Bolívia, já que seu celular da operadora Tim foi rastreado e deu sinal em Vilhena e Alta Floresta do Oeste/RO. Com isso aumentam as chances dele ter sido sequestrado e levado para o país vizinho. Há ainda a possibilidade de um possível envolvimento com o tráfico de drogas ou mesmo a negociação da aeronave na Bolívia, entretanto, nada concreto.
A informação desse possível sequestro foi passada à polícia por uma pessoa conhecida e amiga da vítima. A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e a Polícia Federal auxiliam nas investigações.
Três pessoas já foram ouvidas pelo Delegado da Polícia Civil de Juína, Dr Rodrigo Rufato. Um homem que teria visto Paulinho entrar na aeronave e decolar, a mãe dele que informou teria deixado o filho no aeroporto e o proprietário da aeronave, Edson Piovesan, prefeito de Juara.
Piovesan, em entrevista, declarou que Paulinho trabalhava com ele havia 20 meses e que era um pessoa de confiança. A aeronave é de 2008, com poucas horas de voo, chegando até mesmo a ficar parada em Juara, e últimamente estava sendo usada para fretes.
Nesse último Paulinho levaria algumas pessoas e um corpo para o Estado de São Paulo. “Ele sempre vinha ver sua mãe, seus sobrinhos e me comunicava disso, eu não importava, dessa vez eu estava na minha fazenda no Pará e fui comunicado por uma pessoa de moto, já que lá não pega telefone”, disse.
Nessa viagem Paulinho não o comunicou que viria para Juína, mas avisou seu filho. O prefeito de Juara disse ainda acreditar que possa mesmo ter sido um sequestro e que ele foi levado para a Bolívia. “Eu não queria ter vindo aqui nessas condições, mas fazer o que não é mesmo?”, lamentou.
Cenário MT
Cidades
Vereador apresenta projeto para proibir competições de “Farmar Aura” em espaços públicos

Foi lido oficialmente durante a 69ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Cáceres, realizada nesta segunda-feira (3), o Projeto de Lei nº 01/2026, de autoria do vice-presidente da Casa, vereador Isaías Bezerra (Republicanos). A proposta pretende proibir a realização de campeonatos, disputas e eventos competitivos da prática conhecida como “aura farming” (“farmar aura”) em praças, parques, ginásios e demais espaços públicos do município.
Segundo o texto, a restrição tem como foco principal eventos que envolvam a participação, a presença ou a exposição de crianças e adolescentes.
De acordo com o projeto, considera-se “aura farming” a prática popularizada nas redes sociais em que pessoas realizam poses, gestos ou atitudes encenadas para ganhar prestígio e repercussão na internet, especialmente quando organizadas em formato de competição.
A proposta também proíbe a concessão de alvarás, autorizações, patrocínios e a cessão de espaços públicos para esse tipo de evento. No entanto, o projeto deixa claro que a vedação não se aplica a manifestações culturais, religiosas, artísticas ou esportivas tradicionais, nem a condutas individuais espontâneas que não tenham caráter competitivo.
Penalidades
Caso a lei seja aprovada, os organizadores que descumprirem as regras poderão sofrer penalidades que incluem desde advertência por escrito, multa de 10 Unidades Fiscais de Cáceres (UFICs/MT) cerca R$ 717,20, dobrada em caso de reincidência ou quando houver envolvimento de menores. Além da possível suspensão ou cassação do alvará de funcionamento de estabelecimentos envolvidos.
O projeto também determina que, sempre que forem constatadas crianças ou adolescentes em eventos proibidos, os órgãos de fiscalização comuniquem imediatamente o Conselho Tutelar e o Ministério Público de Mato Grosso (MPE) para adoção das medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Incentivo a atividades educativas
Como alternativa, a proposta autoriza o Poder Executivo a desenvolver campanhas de conscientização sobre os riscos de modismos virais e a ampliar projetos voltados ao contraturno escolar.
Entre as ações previstas estão a expansão de escolinhas esportivas nos bairros, oficinas de música, dança e teatro com valorização da cultura pantaneira, além de cursos de tecnologia e qualificação profissional.
Na justificativa do projeto, Isaías Bezerra cita um episódio ocorrido em Cuiabá, onde um encontro relacionado à prática foi proibido administrativamente no Parque das Águas. Segundo o parlamentar, a intenção é fazer de Cáceres um dos primeiros municípios a estabelecer uma legislação específica sobre o tema.
Após a leitura em plenário, o Projeto de Lei nº 01/2026 segue para análise das comissões permanentes da Câmara antes de ser votado pelos vereadores.
O que é “aura farming”?
O termo “aura farming” ganhou popularidade nas redes sociais e refere-se à prática de realizar ações, poses, desafios ou comportamentos com o objetivo de ganhar popularidade, admiração ou repercussão na internet. Em alguns locais, essas práticas passaram a ser organizadas em disputas e competições, especialmente entre jovens, com gravações para plataformas digitais. O projeto de lei não proíbe a prática individual, mas busca impedir a realização de eventos competitivos em espaços públicos municipais, sobretudo quando envolvam crianças e adolescentes.
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