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Com construção da usina Alta Floresta sobe de 49 mil para 65 mil habitantes


A construção da Usina Hidrelétrica Teles Pires, iniciada em 2012, tem gerado impacto negativo em Alta Floresta (a 812 km de Cuiabá), de acordo com o prefeito Asiel Bezerra (PMDB). Por conta da obra, o número de habitantes no município saltou de 49 mil em 2010 para 65 mil em 2013. Mas o peemedebista alega que apesar disso não houve aumento significativo no orçamento. Para o Exercício de 2014, o recurso será R$ 12 milhões superior ao do ano passado.
Em 2013, o orçamento do Executivo foi de R$ 95 milhões, já para este ano são R$ 107 milhões. A Educação contará com investimento de R$ 28 milhões, o que representa 26,6% do total. “O maior impacto negativo com a construção da usina foi sentido na secretaria da Educação. Ano passado tivemos que aumentar mais de 100 salas de aula”, delineou Asiel.
O primeiro ano de gestão do peemedebista foi difícil, pelo menos é a avaliação que ele faz. “O repasse do governo estadual é referente ao número de habitantes. E o Censo 2010, o último feito, não condiz com o número real da população, que cresceu muito nos últimos anos. Em 2013 muita gente se mudou para Alta Floresta por conta da usina”, pontuou o prefeito.
Em setembro, Asiel teve que demitir quase todos os contratados e comissionados e ficar apenas com os concursados. Ao todo foram demitidos 320 funcionários. A única pasta que não teve demissão foi a Educação, já que a maioria dos professores são contratados.
O prefeito explica que as exonerações ocorreram para diminuir a folha de pagamento. Dos R$ 107 milhões previstos para este ano está incluso a despesa com a Previdência. O peemedebista diz que procurou o governador Silval Barbosa (PMDB) na tentativa de conseguir mais repasse ao município, mas o que conseguiu foi apenas uma sugestão. “De conseguir complementação com convênios e emendas”, detalhou.
Asiel também disse que tem tentado junto a União liberação de recurso do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “O montante seria de R$ 15 milhões a R$ 20 milhões é uma parceria entre os governos federal e estadual”. O dinheiro seria para projetos na área da saúde e infraestrutura. A previsão é que as obras comecem ainda este ano, de acordo com o gestor.
Apesar de questionar o repasse estadual e afirmar que administrar a cidade ano passado foi complicado, Asiel revela que nem tudo foi ruim. “Apesar de todas as dificuldades conseguimos fechar o ano de forma positiva”. Para 2014, ainda está previsto concurso para médicos e dentistas. “Até o meio do ano será realizado o concurso”, concluiu.

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Cidades

“Gilmarmendelândia” : Cúpula política de MT lança novo distrito que pode se tornar cidade

Um evento de “grosso calibre” político marcou a manhã deste sábado (21) no interior de Mato Grosso. Autoridades de diversas esferas se reuniram para o lançamento oficial do distrito de “Gilmarlândia”, batizado em homenagem ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, este natural de Diamantino (a 182 km de Cuiabá).

O lançamento atendeu a um chamado direto do megaempresário do agronegócio Eraí Maggi. Através de um áudio, divulgado via WhatsApp, Eraí convocou as principais lideranças do estado para prestigiar o empreendimento, que já conta com planejamento e mapa definidos.

A lista de autoridades presentes no evento reflete a influência do homenageado e do organizador,. O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o secretário-chefe da Casa Civil, Fabio Garcia (União), e o deputado estadual Max Russi (PSB) já estavam no local do lançamento pela manhã. E aguardavam as chegadas do próprio ministro Gilmar Mendes e do governador Mauro Mendes (União).

ONDE FICA?

O novo distrito será situado após o Trevo da Libra, entre os municípios de Diamantino e Campo Novo do Parecis. O território é estratégico para o setor produtivo, sendo habitado em grande parte por funcionários dos grupos de Eraí e Blairo Maggi, que possuem extensas propriedades rurais na localidade.

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