Destaque
Com calamidade financeira decretada, governo de MT pode reivindicar verba extraordinária à União
O estado de calamidade pública decretado pelo governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), permite ao estado reivindicar do governo federal a liberação de crédito extraordinário, conforme o previsto nos artigos 167 e 62 da Constituição Federal. Esse é um dos benefícios que o decreto, assinado nessa quinta-feira (17), pode trazer ao governo.
O governo tem dívidas de aproximadamente R$ 4 milhões e ainda não pagou parte do 13º salário, férias, e nem o salário de dezembro dos servidores estaduais.
O decreto permite:
- Renegociar os contratos com fornecedores
- Suspender os serviços considerados não essenciais e de concursos
- Alongar o prazo para pagamento de dívidas com bancos e com o governo federal.
- Ultrapassar os mais de 60%, limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, com a folha de pagamento
Conforme o decreto, que foi encaminhado à Assembleia Legislativa para votação, a Secretaria Estadual de Fazenda deve priorizar os repasses de recursos para o custeio das atividades essenciais à segurança, saúde, educação e assistência social do cidadão, em especial a alimentação de policiais e de reeducandos, combustíveis e as locações de veículos essenciais à consecução das atividades finalísticas das unidades.
No entanto, antes disso, deve fazer o pagamento da folha de pessoal, as transferências constitucionais e legais para os municípios e o Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), o repasse dos duodécimos aos poderes, dos precatórios, das obrigações tributárias e previdenciárias, do pagamento da dívida pública e das tarifas de serviços públicos.
A crise financeira do estado se agravou pela falta de repasse do Fundo de Auxílio à Exportação (FEX), que deveria ter sido liberado pelo governo federal em 2018 e que ainda não chegou ao estado. Nesta semana, Mauro Mendes foi a Brasília para cobrar a liberação desse dinheiro.
O descontrole financeiro, segundo dados divulgados pelo governo, começou há pelo menos 15 anos. De 2003 a 2017, a despesa com a folha de pagamentos, em Mato Grosso, cresceu quase o dobro da arrecadação. De R$ R$ 1,6 bilhão para R$ R$ 11,7 bilhão. O déficit mensal nas contas chega a R$ 200 milhões.
No decreto, o governo argumenta que houve expressiva perda da capacidade do estado em manter os serviços públicos, por causa do crescimento em mais de 400% das despesas com pessoal em relação ao custeio dos serviços públicos, “o que trouxe ao poder público a atual incapacidade de sustentar, minimamente, a prestação de serviços de qualidade ao cidadão”.
Cortes
Além disso, o novo governo quer aumentar impostos sobre a exportação de produtos agrícolas, com o projeto que institui o novo Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), quer cortar 3 mil cargos comissionados, implantar uma Lei de Responsabilidade Fiscal estadual e extinguir nove secretarias e seis autarquias.
G1 MT
Cidades
“Gilmarmendelândia” : Cúpula política de MT lança novo distrito que pode se tornar cidade

Um evento de “grosso calibre” político marcou a manhã deste sábado (21) no interior de Mato Grosso. Autoridades de diversas esferas se reuniram para o lançamento oficial do distrito de “Gilmarlândia”, batizado em homenagem ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, este natural de Diamantino (a 182 km de Cuiabá).
O lançamento atendeu a um chamado direto do megaempresário do agronegócio Eraí Maggi. Através de um áudio, divulgado via WhatsApp, Eraí convocou as principais lideranças do estado para prestigiar o empreendimento, que já conta com planejamento e mapa definidos.
A lista de autoridades presentes no evento reflete a influência do homenageado e do organizador,. O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o secretário-chefe da Casa Civil, Fabio Garcia (União), e o deputado estadual Max Russi (PSB) já estavam no local do lançamento pela manhã. E aguardavam as chegadas do próprio ministro Gilmar Mendes e do governador Mauro Mendes (União).
ONDE FICA?
O novo distrito será situado após o Trevo da Libra, entre os municípios de Diamantino e Campo Novo do Parecis. O território é estratégico para o setor produtivo, sendo habitado em grande parte por funcionários dos grupos de Eraí e Blairo Maggi, que possuem extensas propriedades rurais na localidade.
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