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Com 11 mil presos, MT tem déficit de 5 mil vagas no sistema prisional

penitenciariaO déficit no sistema penitenciário de Mato Grosso chega a cinco mil vagas. Atualmente 11 mil pessoas estão presas em cadeias e penitenciárias no estado. O sistema tem capacidade para seis mil. A superlotação traz consequências para quem trabalha nas unidades e para quem cumpre a pena.

Segundo o governador Pedro Taques, não houve investimento nem ampliação das unidades penitenciárias nos últimos anos. “Retomamos a obra do sistema penitenciário de Várzea Grande, que [conta com] 1.080 vagas, podendo a chegar 1,5 mil. Retomamos [as obras de unidades em] Porto Alegre do Norte, Peixoto de Azevedo e Sapezal. Nesses municípios estamos construindo novas penitenciárias”, declarou Taques em entrevista à TV Centro América.

A Penitenciária Major Eldo Sá Corrêa, a Mata Grande, em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, tem mais presos do que a capacidade suporta: atualmente são 1,3 presos em uma capacidade de 828 detentos. Essa lotação acaba comprometendo algumas atividades dos presos. Segundo o Sindicato dos Agentes Penitenciários, seriam necessários, pelo menos, mais 100 servidores pra suprir a essa demanda.

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“A quantidade de reeducando aqui na Penitenciária Mata Grande tem demandado uma quantidade considerável de mão de obra. Isso traz, em consequência para o servidor, uma sobrecarga física e psicológica, onde os afastamentos são muito frequentes”, disse José Magno Maximino, representante do sindicato em Rondonópolis.

Em Mato Grosso, outras unidades prisionais enfrentam a mesma situação. Em Água Boa, no leste do estado, a capacidade é para 326 presos, mas tem hoje 491. No nortão, em Sinop, a Penitenciária Osvaldo Florentino Leite Ferreira (Ferrugem) está com o dobro da capacidade: são 783 pessoas, quando deveriam ser 326.

Na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, são quase 2,1 mil presos pra 851 vagas. A exceção é em Santo Antônio do Leverger, onde estão presos 40 homens, sendo que a capacidade é para 100.

Novas unidades
De acordo com a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), o estado está gastando R$ 64 milhões na construção de quatro unidades penitenciárias. Em Várzea Grande, na região metropolitana, deveá ser erguida o maio prédio do sistema prisional de Mato Grosso, com 1.008 vagas que poderão ser ampliadas para 1,5 mil.

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Também devem ser entregues novas unidades em Peixoto de Azevedo, Sapezal e Porto Alegre do Norte, municípios distantes 692 km, 473 km e 1.143 km da capital, respectivamente.

G1 MT

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Cidades

“Gilmarmendelândia” : Cúpula política de MT lança novo distrito que pode se tornar cidade

Um evento de “grosso calibre” político marcou a manhã deste sábado (21) no interior de Mato Grosso. Autoridades de diversas esferas se reuniram para o lançamento oficial do distrito de “Gilmarlândia”, batizado em homenagem ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, este natural de Diamantino (a 182 km de Cuiabá).

O lançamento atendeu a um chamado direto do megaempresário do agronegócio Eraí Maggi. Através de um áudio, divulgado via WhatsApp, Eraí convocou as principais lideranças do estado para prestigiar o empreendimento, que já conta com planejamento e mapa definidos.

A lista de autoridades presentes no evento reflete a influência do homenageado e do organizador,. O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o secretário-chefe da Casa Civil, Fabio Garcia (União), e o deputado estadual Max Russi (PSB) já estavam no local do lançamento pela manhã. E aguardavam as chegadas do próprio ministro Gilmar Mendes e do governador Mauro Mendes (União).

ONDE FICA?

O novo distrito será situado após o Trevo da Libra, entre os municípios de Diamantino e Campo Novo do Parecis. O território é estratégico para o setor produtivo, sendo habitado em grande parte por funcionários dos grupos de Eraí e Blairo Maggi, que possuem extensas propriedades rurais na localidade.

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