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Culinária

Da Coreia ao Japão: onde provar os sabores asiáticos em Cuiabá

A culinária asiática tem ganhado cada vez mais espaço em Cuiabá, impulsionada tanto pela curiosidade do público por novos sabores quanto pelo fortalecimento de movimentos culturais ligados ao Japão e à Coreia do Sul. No bairro Coophema, por exemplo, o Kimura
Izakaya, que abriu às portas no início deste ano, tem chamado atenção por resgatar o conceito do churrasco japonês, no qual a churrasqueira fica no centro da mesa e os próprios clientes preparam as carnes.

O restaurante é comandado por Renato tomohira Kimura, que vê no fogo um elemento de conexão social. Segundo ele, a dinâmica tem aproximado as pessoas, reduzido o tempo no celular e incentivado a conversa. No cardápio do churrasco japonês, servido mediante
reserva pelo valor de R$ 70, estão cortes como alcatra, contra filé e maminha, além de yakitori, língua, coração, peixe e legumes como berinjela, abobrinha, cebola e repolho.

O arroz japonês é servido à vontade e os molhos seguem as linhas tradicional japonesa, mais agridoce, e coreana, mais picante, com adaptações pontuais, como a inclusão de hambúrguer. Além do churrasco, o Kimura trabalha com pratos fixos e rotativos ao longo da
semana.

Há dias dedicados ao lámen, ao karê, ao gyudon e ao katsudon, além do sobá e do zaru sobá, versão fria e vegana do prato, comum no verão japonês. Renato também mantém uma proposta fiel à tradição no sushi, priorizando peixes como o atum e evitando combinações consideradas gourmetizadas. Para ele, valorizar a comida que aprendeu com a avó é uma forma de preservar uma cultura que corre o risco de se perder com o tempo.

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A história do Kimura Izakaya se mistura à trajetória de imigração da família do proprietário, cujos avós chegaram ao Brasil no início do século passado. Objetos como uma panela de arroz herdada da bisavó e documentos do Consulado Geral do Japão expostos no
restaurante reforçam esse vínculo com o passado. A experiência de Renato como trabalhador no Japão, para onde migrou ainda jovem, também influenciou a visão que hoje aplica no negócio, conciliando tradição, identidade e adaptação à realidade cuiabana.

Outro exemplo dessa conexão entre cultura e gastronomia é o Japan Food, comandado por Jorge Katagiri, de 58 anos, descendente de japoneses que se estabeleceram em Mato Grosso após chegarem ao Brasil pelo porto de São Paulo. O negócio surgiu inicialmente
como delivery, motivado tanto pelo incentivo de amigos quanto pela popularização da cultura pop asiática, especialmente a chamada “onda coreana”.

No cardápio do Japan Food, receitas típicas da Coreia do Sul como corn dog, topokki e kimbap dividem espaço com pratos japoneses tradicionais preparados da mesma forma há gerações pela família de Katagiri, como katsudon, oniguiri e lámen. O lámen, por exemplo, é tratado como um prato central da cultura alimentar asiática e é preparado apenas aos sábados, devido à complexidade e ao longo tempo de cozimento do caldo, que começa dias antes. Mesmo sendo um prato associado ao frio, ele tem boa saída em Cuiabá, com cerca de 80 unidades vendidas por edição.

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A maior parte dos clientes do Japan Food não é oriental, mas formada por cuiabanos interessados em experimentar sabores que conheceram pela internet, por animes ou por dramas asiáticos. Para Katagiri, manter a originalidade é essencial. Ingredientes importados do Japão e técnicas tradicionais ajudam a garantir que o sabor remeta à experiência de quem já esteve no país asiático.

Além desses dois empreendimentos, outros espaços vêm fortalecendo a presença da culinária asiática na capital. O Kazoku Food aposta em um cardápio que mistura pratos japoneses e coreanos, com opções como frango coreano, sobá, yakisoba e tempurá,
atraindo tanto quem busca refeições mais completas quanto quem quer compartilhar porções.

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Culinária

Ovo cru: ‘Egg coffee’ conquista fãs, mas preocupa especialistas

Com aparência sofisticada e textura cremosa, o chamado “egg coffee”, ou café com ovo, vem conquistando espaço nas redes sociais e despertando curiosidade entre amantes de café ao redor do mundo. A bebida, porém, também acendeu um alerta entre especialistas em segurança alimentar por causa do uso de gema crua em parte das receitas.

Criado no Vietnã na década de 1940, o café com ovo combina café forte com um creme preparado à base de gema batida, leite condensado e açúcar. O resultado é uma bebida espumosa, doce e com consistência semelhante à de sobremesas servidas em cafeterias artesanais.

Apesar da popularidade crescente, especialistas ouvidos pela revista People chamaram atenção para os riscos relacionados ao consumo de ovos crus ou mal aquecidos.

Segundo os especialistas, a utilização da gema sem cozimento adequado pode aumentar o risco de contaminação por Salmonella, bactéria associada a intoxicações alimentares que podem causar febre, vômitos, diarreia e dores abdominais.

Outro ponto destacado envolve o valor nutricional da bebida. Dependendo da receita, o café pode apresentar altos índices de açúcar e gordura saturada devido ao uso de leite condensado e gemas de ovo.

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Os especialistas recomendam atenção principalmente para grupos considerados mais vulneráveis, como idosos, crianças, gestantes e pessoas com baixa imunidade.

Mesmo com os alertas, o egg coffee continua atraindo consumidores pelo sabor intenso e pela experiência diferente em relação ao café tradicional.

A versão mais popular da receita utiliza café recém-passado, gema de ovo, leite condensado e açúcar. Após bater os ingredientes até formar um creme espesso e claro, a mistura é colocada sobre o café quente.

Para reduzir riscos, especialistas recomendam utilizar ovos pasteurizados ou aquecer o creme em banho-maria antes do consumo.

Além da receita tradicional vietnamita, também existem adaptações feitas com leite vegetal, creme batido e até aquafaba — líquido do grão-de-bico — para substituir o ovo cru e manter a textura cremosa da bebida.

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