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Prefeitura de Colíder retira 2,6 milhões de várias áreas para gastar em festa de exposição
A prefeitura de Colíder, a 631 km de Cuiabá, não divulgou os detalhes da contratação dos shows artísticos da Expolider, a feira agropecuária que este ano está sendo bancada com recursos públicos e será realizada entre os dias 9 e 12 de julho. As principais atrações musicais anunciadas pela organização do evento são as duplas do sertanejo universitário Hugo e Guilherme, Israel e Rodoldo, Guilherme e Santiago, e Cleber e Cauan. Em março, a Câmara Municipal aprovou um Decreto do Executivo que autoriza o município a investir R$ 2,6 milhões para contratação de shows, mas previa a publicidade total das ações. Sem informações precisas, a boataria corre solta e o caso deve chegar ao Ministério Público.
Além dos custos com shows artísticos, há outras despesas sem respostas. Existe também dúvidas em relação à cobrança para entrada na Feira. Bancada com recurso público, a Expolíder tem o acesso gratuito da população, mas a organização estaria cobrando ‘à parte’ para o acesso a bangalôs e camarotes.
O Decreto aprovado pela Câmara, porém, não faz referência a qualquer tipo de cobrança. “Os eventos deverão garantir acesso gratuito à população, podendo ser estabelecidas áreas reservadas para patrocinadores e apoiadores da iniciativa privada, desde que a maior parte da estrutura esteja disponível ao público geral”, traz o artigo 4º, parágrafo III do documento.
A única exceção plausível pode estar no artigo 4º. “A parceria como fomento à iniciativa privada deverá prever a destinação de espaços para entidades filantrópicas, associações e cooperativas locais, possibilitando a arrecadação de fundos para projetos sociais, mediante a comercialização de produtos e alimentos durante os eventos”. O item fala em produtos e alimentos e não em cobrança para acesso.
O caso deve ser encaminhado ao Ministério Público. Pelo menos um vereador de oposição ao prefeito, como o próprio secretário de Administração admitiu, também está incomodado com a situação.
Essa a primeira vez que a prefeitura de Colíder decide bancar com recursos públicos a contratação dos shows da Expolíder. As edições anteriores foram patrocinadas pela iniciativa privada, apenas com o apoio do executivo municipal.
Para destinar recursos públicos municipais à feira, a prefeitura está retirando dinheiro de 20 áreas do orçamento municipal de 2025. Entre as áreas estão infraestrutura, responsável por obras e manutenção de estradas, no valor de R$ 387 mil; limpeza urbana, com renúncia orçamentária de R$ 100 mil; manutenção da coleta de resíduos sólidos, com retirada de R$ 123 mil; reforma e ampliação da rodoviária, com anulação orçamentária de R$ 150 mil; manutenção da fanfarra, banda e coral, retirada de R$ 50 mil, e cancelamento de R$ 50 mil para Guarda Municipal.
Completam as renúncias orçamentárias a retirada de R$ 200 mil do Meio Ambiente, R$ 300 mil do Planejamento, R$ 50 mil de Feiras, R$ 25 mil do programa ‘Qualidade de Vida do Servidor’, R$ 120 mil de Publicação de Atos, R$ 650 mil do Gabinete do prefeito, R$ 100 mil da Secretaria de Gestão, R$ 50 mil do setor de Assuntos Fundiários, R$ 45 mil de Iluminação Pública, R$ 50 mil Indústria e Comércio (SMINDIC) e R$ 150 mil do item feiras, festas e exposições.
A política do pão e circo resiste ao tempo
““Panem et circenses” do latim que significa Política do Pão e Circo é uma expressão que tem origem histórica na Roma Antiga, em um momento específico da História e consistia no fato de distrair e silenciar a população para que ela não se revoltasse contra sua péssimas condições de vida. Entre essas medidas para apaziguar a população estavam os grandes espetáculos que para o seu desenvolvimento era necessário à construção de arenas.” Intelectual Orgânico, ciência, política e socialismo.
A grande diferença hoje e já há estudos nesse sentido, é que grande parte da população sabe disso. E mesmo assim aceita participar do jogo, pois acredita que esta é (infelizmente) a única maneira de sanar, mesmo que temporariamente, suas necessidades.

Cidades
Estradas destruídas: prefeito decreta emergência e podera investir quase 3 milhões sem licitação

O prefeito de Colíder, Rodrigo Benassi, decretou nesta segunda-feira (9) situação de emergência no município pelo período de 180 dias, em razão dos danos causados pelas intensas chuvas registradas nos últimos quarenta dias. A medida consta no Decreto nº 022/2026 e tem como base um relatório técnico elaborado pelo Departamento de Projetos da Prefeitura.
De acordo com o levantamento, o alto índice pluviométrico provocou o transbordamento de rios e córregos, saturação do solo, formação de atoleiros, erosões profundas e deslizamentos de terra, comprometendo seriamente a trafegabilidade em áreas urbanas e rurais do município.
O relatório aponta que aproximadamente 956 quilômetros da malha viária rural foram afetados, com registro de danos em estradas vicinais, pontes, bueiros e pontilhões, além de alagamentos que resultaram no isolamento de comunidades rurais dentre elas Marco de Cimento, estrada Mogno, São Lázaro, São Miguel Arcanjo, São Pedro, Cavalo Preto, Santo Antônio da Cacique, São Mateus, Santa Luzia do Pinheirinho e estrada Planalto. Entre os principais impactos estão dificuldades no transporte escolar, no acesso a serviços de saúde e no escoamento da produção agrícola, especialmente em período de colheita.
Segundo os dados técnicos, o município já contabiliza R$ 992.110,57 em gastos emergenciais, utilizados em ações imediatas para minimizar os danos. No entanto, a estimativa é de que sejam necessários aproximadamente R$ 2,5 milhões adicionais para a recuperação, readequação e normalização das estradas vicinais atingidas.

Com o decreto, fica autorizada a mobilização de todos os órgãos municipais para atuação conjunta nas ações de resposta ao desastre, reabilitação das áreas afetadas e reconstrução da infraestrutura danificada. O documento também permite, em situações de risco iminente, a adoção de medidas emergenciais de proteção à população.
Além disso, o decreto autoriza a dispensa de licitação para contratação de serviços, obras e aquisição de materiais estritamente necessários ao enfrentamento da situação emergencial, conforme previsto na legislação vigente, respeitando os limites legais e o prazo máximo de um ano.
A prefeitura reforça que a decretação da situação de emergência é fundamental para agilizar a liberação de recursos e garantir respostas mais rápidas, visando restabelecer a segurança, a mobilidade e os serviços essenciais à população de Colíder.
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