Animais
Pedreiro é preso suspeito de enforcar cachorro em árvore de MT
Animal foi visto pela última vez em uma região próxima seguindo duas pessoas, por volta das 21h20 do dia anterior ao crime.
Um homem, de 63 anos, foi preso nesta quinta-feira (16) suspeito de enforcar um cachorro em uma árvore em Sorriso, a 420 km de Cuiabá. O animal foi encontrado já sem vida e parcialmente pendurado por uma corda.
O suspeito atua como pedreiro na região. Ele foi levado até a delegacia e responde por maus-tratos com resultado morte.
A PM foi acionada após os moradores encontrarem o corpo do animal.
De acordo com informações da Polícia Militar, a prisão foi efetuada por uma equipe da Força Tática após o vídeo do crime circular nas redes sociais. O suspeito foi localizado enquanto trabalhava e, ao ser abordado, afirmou que o episódio teria ocorrido após ser atacado pelo animal.
Durante entrevista, o homem alegou ter agido em legítima defesa e negou ter tido a intenção de matar o cachorro.
“O cachorro era enorme, aí eu tentei defender o meu cachorro. Eu segurei ele e, com medo de ser mordido — porque é um tibu, né —, ele não largava e eu não conseguia dominar o cachorro”, relatou. Questionado sobre o motivo de ter deixado o animal preso, ele respondeu: “Ele atacou eu e o meu cachorro. Fiquei com medo dele me pegar e morder. Eu não fiz pra ele morrer, na verdade não foi a intenção dele morrer.”
O homem afirmou ainda que estava sozinho no momento do ocorrido e que não conseguiu pedir ajuda. “Não tinha ninguém. Já era 10 horas, passavam uns carros lá, mas ninguém parava. Eu não conseguia sair, e quando eu ia sair, o cachorro voltava”, disse.
O caso está sendo apurado pela Polícia Civil de Sorriso.
Animais
Ministério Público conclui que Cão Orelha não morreu por agressões de adolescentes e pede o arquivamento

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) anunciou, nesta terça-feira (12/5), que as evidências periciais refutam a possibilidade de que os adolescentes em investigação tenham agredido o cão comunitário Orelha, que foi encontrado ferido na Praia Brava, no norte de Florianópolis (SC).
Após revisar quase 2 mil arquivos, o MPSC concluiu que a morte do animal está relacionada a uma condição pré-existente e grave, e não a qualquer agressão por parte de humanos.
Com base nas investigações, a procuradoria solicitou na última sexta-feira (8/5) o arquivamento do caso referente à morte de Orelha.
Conforme o MP, relatórios policiais indicavam que o jovem suspeito e o animal haviam estado juntos na praia por aproximadamente 40 minutos, mas a perícia revelou um descompasso de cerca de 30 minutos entre os horários registrados pelas câmeras de um condomínio e pelo sistema de monitoramento público, conhecido como Bem-Te-Vi.
As imagens evidenciam que, enquanto o adolescente estava nas proximidades do deck da praia, Orelha se encontrava a cerca de 600 metros de distância.
“O estudo revelou que nos momentos em que o adolescente esteve na área do deck, o cão estava situado a aproximadamente 600 metros. Portanto, a suposição de que ambos compartilharam o mesmo espaço por cerca de 40 minutos não é válida”, ressaltou o MPSC.
Adicionalmente, as análises periciais mostraram que o cão mantinha plena mobilidade e um padrão normal de locomoção quase uma hora após o momento em que se acredita que a suposta agressão teria ocorrido, o que afasta a hipótese de que ele teria retornado da praia já debilitado por agressões.
Saúde do cão Orelha
Os laudos veterinários anexados ao processo excluíram a possibilidade de traumatismo recente passível de maus-tratos. Segundo o perito que realizou a exumação, todos os ossos do animal foram analisados e não foram encontradas fraturas ou lesões relacionadas à ação humana.
Os exames revelaram sinais de osteomielite na região do maxilar esquerdo — uma infecção óssea crônica e grave, possivelmente associada a doenças periodontais avançadas.
Imagens do crânio anexadas ao processo mostram uma lesão profunda e antiga, com perda de pelos, descamação e inflamação, compatíveis com uma infecção de longo prazo. A localização da ferida, abaixo do olho esquerdo, corresponde ao edema observado pelo veterinário que atendeu o animal.
O MPSC também destacou que a fotografia obtida durante o atendimento veterinário mostrava apenas inchaço no olho esquerdo do cão, sem outros sinais evidentes de violência.
De acordo com as Promotorias de Justiça, o conjunto de provas demonstra que Orelha faleceu devido a um quadro clínico grave que levou à eutanásia.
O órgão ainda mencionou a morte da cadela Pretinha, companheira de Orelha, ocorrida poucos dias depois, em decorrência da doença do carrapato, ressaltando a situação de vulnerabilidade sanitária dos animais.
Conclusão
Além do arquivamento do caso, o Ministério Público solicitou que cópias do processo fossem enviadas à Corregedoria da Polícia Civil de Santa Catarina para investigar possíveis irregularidades na apuração.
O órgão também pleiteou a investigação sobre eventuais vazamentos de informações sigilosas relacionadas ao adolescente investigado e anunciou a abertura de uma apuração específica sobre a possível monetização de conteúdos falsos relacionados ao caso nas redes sociais, com o suporte do CyberGAECO.
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