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Unemat é alvo de crítica após excluir obra de autora de MT

A decisão da Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat), de excluir das obras exigidas para o vestibular 2019/2 a única autora mato-grossense, desagradou escritores e professores do Estado.

 

O edital complementar do vestibular 2019/2, publicado no último dia 25, retirou da lista o livro “Entre Uma Noite e Outra” da escritora Lucinda Persona.

 

Em uma postagem no Facebook, o advogado e escritor Eduardo Mahon lamentou a decisão e fez críticas ao reitor Rodrigo Bruno Zanin.

 

“O quão mais pobre ficou sua lista, Sr. Reitor. O quão menos mato-grossenses estamos ficando, meus amigos”, comentou Mahon.

 

Ele continua a postagem com mais críticas à decisão. “Vossa Magnificência não deve acompanhar os últimos 20 anos de intensa movimentação literária no seu próprio Estado. Não deve conhecer o núcleo Wlademir Dias-Pino da sua própria Unemat”, escreveu.

 

Nos comentários da postagem, várias pessoas, entre elas professores universitários e escritores, também criticaram a decisão.

 

“Agora vamos ver quantas questões de História e Geografia serão cobradas. Aposto que 1 ou 2 e talvez nenhuma. Triste, muito triste”, escreveu uma delas.

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“É preciso ver se a decisão foi do reitor ou se o edital chegou pronto para ele apenas assinar. Quem tomou a decisão de excluir a obra da Lucinda e por quê?”, questinou a escritora Marta Cocco, que também é professora da Unemat.

 

Mahon contou em entrevista ao MidiaNews que o conselho diretor da Unemat havia decidido que dois autores mato-grossenses – um clássico e um contemporâneo – entrariam para a lista de obras do vestibular e a cada dois anos haveria uma troca de obras e escritores.

 

“Constituiu-se uma comissão especial para análise dos autores. E claro, foi escolhido logo de cara Ricardo Guilherme Dicke, que é um ícone de Mato Grosso, e a maior poeta viva daqui, que é a Lucinda Persona”, comenta.

 

Ele atribui a decisão de retirar o título de Lucinda a uma suposta dificuldade em adquirir a obra. “A comissão viu muitas reclamações de que não conseguia encontrar o livro. Na verdade o que o paulista, o carioca, o gaúcho reclama é porque ele não viu isso no Ensino Médio”, disse.

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Ele finaliza criticando mais uma vez a decisão de retirar os autores. “É uma visão – odeio essa expressão – muito colonialista do pensamento. Aqui é o seguinte: só vale o nacional. Isso [a retirada] confirma o descrédito. Acho que a instituição está cedendo ao mais fácil. Ela está se recusando a encarnar a missão institucional para a qual foi criada, que é refletir e ajudar a transformar o Estado de Mato Grosso”, concluiu.

 

Midia News

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Cidades

“Beatificação do padre Nazareno torna região Oeste de MT referência religiosa no país”, afirma governador

O governador Otaviano Pivetta afirmou que a beatificação do padre Nazareno Lanciotti projeta Jauru e a região Oeste de Mato Grosso para o país, transformando o município em uma referência para o turismo religioso.

Otaviano participou, neste sábado (13.6), da cerimônia de beatificação realizada em Jauru. O evento reuniu milhares de fiéis, peregrinos e caravanas de diversas regiões do Brasil e da Itália.

“Mato Grosso ganha com esse reconhecimento. A região ganha e Jauru passa a ter uma referência importante para o país. É uma alegria ver esse acontecimento histórico acontecer em Mato Grosso”, afirmou.

Segundo o governador, além do significado para a comunidade católica, a beatificação também contribui para ampliar a visibilidade da região Oeste.

“A região tem vocação para isso. É uma região muito bonita, cheia de belezas naturais, próxima ao Pantanal. Tem vocação para o turismo e, por que não, para o turismo religioso. Isso vai depender muito dos interesses locais e da dedicação da própria região, mas o Estado tem interesse em apoiar as iniciativas dos municípios e de todas as igrejas, de modo geral”, destacou.

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Para Otaviano Pivetta, a beatificação reconhece a trajetória de um religioso que dedicou a vida ao atendimento da população e deixou um legado que permanece vivo na região.

“É o reconhecimento de um mártir da Igreja Católica, de alguém que doou a própria vida para fazer o bem. Para nós, cristãos, é um momento muito importante. A Igreja tem critérios rigorosos para conceder esse reconhecimento e, para mim, é uma alegria e uma feliz coincidência que esse acontecimento histórico esteja acontecendo durante o meu mandato”, ressaltou o governador.

Durante mais de três décadas de atuação em Jauru, padre Nazareno se dedicou ao trabalho pastoral e a ações voltadas ao atendimento da população, tornando-se uma das principais referências religiosas da região.

Padre Nazareno Lanciotti
Nascido na Itália, padre Nazareno Lanciotti chegou ao Brasil na década de 1970 e se estabeleceu em Jauru, onde atuou por mais de 30 anos. Ao longo desse período, desenvolveu ações religiosas, sociais e comunitárias voltadas ao atendimento da população.

Em 2001, foi vítima de um atentado e morreu dias depois. O Vaticano reconheceu oficialmente seu martírio, abrindo caminho para a beatificação realizada neste sábado, em Jauru. A decisão o torna beato da Igreja Católica, etapa que antecede a canonização.

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