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Cidades

TCU aponta falhas graves na ampliação do “aeroporto de milhões”

O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas graves na fiscalização das obras de ampliação do Aeroporto Regional de Sorriso, empreendimento considerado estratégico para o escoamento da produção agrícola no maior polo de grãos do país. Mesmo com orçamento de R$ 25 milhões e cronograma acelerado, a ampliação tem sido acompanhada pela Infraero à distância, sem fiscal presencial em tempo integral — situação que, segundo a auditoria, compromete o controle de qualidade e aumenta o risco de problemas na execução.

Os auditores visitaram o canteiro entre 11 de abril e 24 de junho deste ano, analisando o contrato firmado com a São Paulo Engenharia Ltda., vencedora da licitação eletrônica realizada em julho de 2024.

A obra inclui a reforma e ampliação do pátio de aeronaves, a construção de novas pistas de táxi e a abertura de acessos viários para o futuro terminal de passageiros. O investimento integra um pacote maior da Infraero, que prevê mais de R$ 100 milhões em intervenções no aeroporto até 2026.

Fiscal remoto, obra complexa
O ponto mais sensível identificado pelo TCU foi a ausência de fiscalização presencial contínua. O servidor designado para acompanhar os trabalhos está lotado em Mossoró (RN), a mais de 3 mil quilômetros de Sorriso. Para o Tribunal, a prática fragiliza o monitoramento de uma obra de alta complexidade, ainda mais num aeroporto em expansão que se prepara para receber aeronaves de maior porte, como Airbus A320 e Boeing 737.

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O TCU propõe que a Infraero seja ouvida e avalie a necessidade de manter um fiscal no canteiro em tempo integral, diante do volume de serviços e do risco de prejuízos futuros.

Planilhas com inconsistências
A auditoria também apontou problemas na análise das planilhas de preços apresentadas pela construtora. Os auditores encontraram composições de custos incompatíveis com referências oficiais, como produtividade subdimensionada e inclusão de materiais sem relação com o serviço — entre eles, enxofre, adubo NPK e grama batatais.

Embora as discrepâncias não tenham elevado o valor final da proposta, o TCU afirma que a falha demonstra deficiências nos controles internos da Infraero e descumprimento de exigências da Lei das Estatais (Lei 13.303/2016) sobre verificação da exequibilidade das propostas.

Obra atrasada
O relatório também registrou atraso no cronograma: até abril de 2025, o planejado era executar 40,85% da obra, mas apenas 32,64% foram concluídos. A Infraero atribuiu o problema ao excesso de chuvas na região e ao impacto da colheita, que elevou a demanda por caminhões e comprometeu o transporte de insumos.

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Medidas corretivas foram adotadas, como reforço de equipamentos e instalação de uma usina de asfalto no local. Para o TCU, o atraso foi justificado e não exige medidas adicionais.

Com importância estratégica para o agronegócio mato-grossense, o aeroporto registrou em 2024 quase 43 mil passageiros, 558 pousos e decolagens e mais de 237 toneladas de carga — alta de 35% em relação ao ano anterior. A auditoria reforça que a expansão da infraestrutura é essencial, mas destaca que os riscos identificados precisam de resposta rápida da Infraero para evitar impactos futuros.

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Cidades

Famílias de Cuiabá, Sorriso e Nova Mutum recebem títulos durante Semana Solo Seguro Favela em MT

A Semana Nacional de Mobilização Solo Seguro – Favela e Comunidades 2026 segue transformando a realidade de famílias mato-grossenses por meio da regularização fundiária urbana. Em Cuiabá, Novo Mutum e Sorriso, moradores receberam títulos definitivos que garantem oficialmente o direito à propriedade.

A iniciativa realizada nacionalmente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Mato Grosso, é promovida pela Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ/TJMT), em parceria com municípios, cartórios e órgãos estaduais. O programa busca ampliar o acesso à Regularização Fundiária Urbana (Reurb), garantindo cidadania e inclusão social por meio do reconhecimento formal da propriedade.

Na Comarca de Sorriso foram entregues 127 títulos definitivo de propriedade a famílias do bairro Boa Esperança II. A solenidade de entrega ocorreu no último dia 21 de maio, na Escola Municipal Flor do Amanhã e contou com a participação da Comissão de Assuntos Fundiários da Comarca de Sorriso.

A ação além de integrar atividades da Semana Nacional de Mobilização Solo Seguro – Favela e Comunidades 2026 faz parte do programa de Regularização Fundiária Urbana (Reurb), que garante segurança jurídica às famílias, reconhecendo oficialmente o direito à moradia e assegurando a documentação definitiva dos imóveis.

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Em Novo Mutum, uma cerimônia simbólica foi realizada no dia 12 de maio, para a entrega de 46 títulos definitivos decorrentes da regularização fundiária do Loteamento Curió. O evento ocorreu no Centro de Formação da Educação de Nova Mutum (CFENM) e marcou o encerramento de uma espera de 18 anos pela regularização da área.

Na Capital, entre os dias 1º e 25 de maio, o cartório do 6º Ofício de Cuiabá registrou 26 títulos definitivos de moradores de bairros como CPA II, CPA III, CPA IV, Dr. Fábio Leite, Renascer, Canjica II-B e Bela Vista. Os títulos registrados durante a mobilização da Semana Solo Seguro foram remetidos ao Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat).

Solo Seguro – A Semana Nacional de Mobilização Solo Seguro – Favela e Comunidades 2026 ocorre entre os dias 25 e 29 de maio em todo o país. Em Mato Grosso, a iniciativa é promovida pela Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ/TJMT).

O programa permanente “Solo Seguro – Favela”, instituído pelo Provimento nº 158/2023 da Corregedoria Nacional de Justiça, busca fomentar ações sociais, urbanísticas, jurídicas e ambientais voltadas à Regularização Fundiária Urbana (Reurb). A ação tem como objetivo incorporar núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e garantir segurança jurídica às famílias por meio do registro formal dos imóveis.

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Com informações Prefeituras de Sorriso e Nova Mutum

Autor: Larissa Klein

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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