Cidades
Projeto que proíbe cobrança por repetência em universidades particulares vai a sanção de Mendes
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) encaminhou para a sanção do governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM) um projeto de lei de autoria do deputado estadual Doutor João (MDB) no qual proíbe as universidades e faculdades particulares no Estado cobrarem taxa extra do estudante por repetência, disciplina eletiva e na aplicação de provas.
A proposta se baseou em uma recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou por unanimidade uma lei semelhante no Rio de Janeiro, no qual impedia as instituições de ensino superior de fazer cobrança classificada como abusiva.
O projeto de lei recebeu parecer favorável das comissões de Fiscalização e Acompanhamento da Execução orçamentária (CFAEO) e Constituição, Justiça e Redação (CCJR), além disso foi aprovada em dois turnos pelos parlamentares da casa.
De acordo com o deputado estadual, a casa tomou conhecimento de que as instituições de ensino superior particulares do Estado, passaram a cobrar dos matriculados diversos tipos de valores além da mensalidade já contratada pelos mesmos, o deputado reiterou ainda que a cobrança é injusta e que além disso é um prática abusiva por parte das universidades e faculdades e que isso fere o direito do consumidor.
A Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup) entrou com uma ação de inconstitucionalidade contra a lei aprovada no Rio de Janeiro, mas foi julgada improcedente por unanimidade pela ação.
O Mato Grosso
Cidades
Vereador apresenta projeto para proibir competições de “Farmar Aura” em espaços públicos

Foi lido oficialmente durante a 69ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Cáceres, realizada nesta segunda-feira (3), o Projeto de Lei nº 01/2026, de autoria do vice-presidente da Casa, vereador Isaías Bezerra (Republicanos). A proposta pretende proibir a realização de campeonatos, disputas e eventos competitivos da prática conhecida como “aura farming” (“farmar aura”) em praças, parques, ginásios e demais espaços públicos do município.
Segundo o texto, a restrição tem como foco principal eventos que envolvam a participação, a presença ou a exposição de crianças e adolescentes.
De acordo com o projeto, considera-se “aura farming” a prática popularizada nas redes sociais em que pessoas realizam poses, gestos ou atitudes encenadas para ganhar prestígio e repercussão na internet, especialmente quando organizadas em formato de competição.
A proposta também proíbe a concessão de alvarás, autorizações, patrocínios e a cessão de espaços públicos para esse tipo de evento. No entanto, o projeto deixa claro que a vedação não se aplica a manifestações culturais, religiosas, artísticas ou esportivas tradicionais, nem a condutas individuais espontâneas que não tenham caráter competitivo.
Penalidades
Caso a lei seja aprovada, os organizadores que descumprirem as regras poderão sofrer penalidades que incluem desde advertência por escrito, multa de 10 Unidades Fiscais de Cáceres (UFICs/MT) cerca R$ 717,20, dobrada em caso de reincidência ou quando houver envolvimento de menores. Além da possível suspensão ou cassação do alvará de funcionamento de estabelecimentos envolvidos.
O projeto também determina que, sempre que forem constatadas crianças ou adolescentes em eventos proibidos, os órgãos de fiscalização comuniquem imediatamente o Conselho Tutelar e o Ministério Público de Mato Grosso (MPE) para adoção das medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Incentivo a atividades educativas
Como alternativa, a proposta autoriza o Poder Executivo a desenvolver campanhas de conscientização sobre os riscos de modismos virais e a ampliar projetos voltados ao contraturno escolar.
Entre as ações previstas estão a expansão de escolinhas esportivas nos bairros, oficinas de música, dança e teatro com valorização da cultura pantaneira, além de cursos de tecnologia e qualificação profissional.
Na justificativa do projeto, Isaías Bezerra cita um episódio ocorrido em Cuiabá, onde um encontro relacionado à prática foi proibido administrativamente no Parque das Águas. Segundo o parlamentar, a intenção é fazer de Cáceres um dos primeiros municípios a estabelecer uma legislação específica sobre o tema.
Após a leitura em plenário, o Projeto de Lei nº 01/2026 segue para análise das comissões permanentes da Câmara antes de ser votado pelos vereadores.
O que é “aura farming”?
O termo “aura farming” ganhou popularidade nas redes sociais e refere-se à prática de realizar ações, poses, desafios ou comportamentos com o objetivo de ganhar popularidade, admiração ou repercussão na internet. Em alguns locais, essas práticas passaram a ser organizadas em disputas e competições, especialmente entre jovens, com gravações para plataformas digitais. O projeto de lei não proíbe a prática individual, mas busca impedir a realização de eventos competitivos em espaços públicos municipais, sobretudo quando envolvam crianças e adolescentes.
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