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Professores que não aderiram à greve em MT têm salários cortados por equívoco e governo diz que vai ressarci-los

Os servidores da educação que não aderiram à greve deflagrada no dia 27 do mês passado e, mesmo assim, tiveram o ponto cortado e descontos nos salários devem ter a situação corrigida por meio de uma folha complementar, que será paga após a liquidação da folha de maio, segundo o governo.

De acordo com o governo, a folha será paga após o dia 10 de junho, devido a tramitação que precisa ser processada na Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e enviada às agências bancárias.

A Secretaria Estadual de Educação (Seduc) esclareceu que o desconto na folha de pagamento será efetuado apenas para os servidores que paralisaram as atividades durante o período de greve.

O desconto dos dias não trabalhados será realizado aos servidores de acordo com decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que trata do corte de grevistas.

Mais de 300 escolas da rede estadual aderiram a greve. Os servidores cobram reajuste salarial de 7,69%, conforme um acordo feito há cinco anos, além de melhores condições de trabalho.

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Situação das creches

As creches do estado Maria Eunice Duarte de Barros e Nasla Joaquim Aschar continuaram atendendo normalmente durante a greve da categoria.

A maioria dos professores e servidores da educação que trabalham nas creches não aderiram ao movimento grevista. No entanto, o Conselho Escolar da unidade aprovou a paralisação das atividades.

Nessa quinta-feira (6) os professores e pais de alunos da creche Maria Eunice Duarte de Barros procuraram o governo para relatar a situação.

Eles afirmam que a greve pode prejudicar o andamento das aulas e que, a reposição de aulas, prejudicaria a interação dos pais com as crianças, visto que as aulas de reposição seriam nos finais de semana.

O governo informou que encaminhará as demandas apresentadas pela creche para análise da Procuradoria Geral do Estado (PGE) e que uma reunião entre os pais e professores deve ser agendada com o procurador-geral do estado, Francisco de Assis da Silva Lopes.

G1 MT

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Cidades

“Beatificação do padre Nazareno torna região Oeste de MT referência religiosa no país”, afirma governador

O governador Otaviano Pivetta afirmou que a beatificação do padre Nazareno Lanciotti projeta Jauru e a região Oeste de Mato Grosso para o país, transformando o município em uma referência para o turismo religioso.

Otaviano participou, neste sábado (13.6), da cerimônia de beatificação realizada em Jauru. O evento reuniu milhares de fiéis, peregrinos e caravanas de diversas regiões do Brasil e da Itália.

“Mato Grosso ganha com esse reconhecimento. A região ganha e Jauru passa a ter uma referência importante para o país. É uma alegria ver esse acontecimento histórico acontecer em Mato Grosso”, afirmou.

Segundo o governador, além do significado para a comunidade católica, a beatificação também contribui para ampliar a visibilidade da região Oeste.

“A região tem vocação para isso. É uma região muito bonita, cheia de belezas naturais, próxima ao Pantanal. Tem vocação para o turismo e, por que não, para o turismo religioso. Isso vai depender muito dos interesses locais e da dedicação da própria região, mas o Estado tem interesse em apoiar as iniciativas dos municípios e de todas as igrejas, de modo geral”, destacou.

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Para Otaviano Pivetta, a beatificação reconhece a trajetória de um religioso que dedicou a vida ao atendimento da população e deixou um legado que permanece vivo na região.

“É o reconhecimento de um mártir da Igreja Católica, de alguém que doou a própria vida para fazer o bem. Para nós, cristãos, é um momento muito importante. A Igreja tem critérios rigorosos para conceder esse reconhecimento e, para mim, é uma alegria e uma feliz coincidência que esse acontecimento histórico esteja acontecendo durante o meu mandato”, ressaltou o governador.

Durante mais de três décadas de atuação em Jauru, padre Nazareno se dedicou ao trabalho pastoral e a ações voltadas ao atendimento da população, tornando-se uma das principais referências religiosas da região.

Padre Nazareno Lanciotti
Nascido na Itália, padre Nazareno Lanciotti chegou ao Brasil na década de 1970 e se estabeleceu em Jauru, onde atuou por mais de 30 anos. Ao longo desse período, desenvolveu ações religiosas, sociais e comunitárias voltadas ao atendimento da população.

Em 2001, foi vítima de um atentado e morreu dias depois. O Vaticano reconheceu oficialmente seu martírio, abrindo caminho para a beatificação realizada neste sábado, em Jauru. A decisão o torna beato da Igreja Católica, etapa que antecede a canonização.

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