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Pesquisadores desenvolvem aplicativo para mapear nascentes do Cerrado com apoio do Governo de MT

Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus Araguaia, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), criou uma ferramenta inovadora para catalogar, diagnosticar e monitorar a qualidade ambiental das nascentes do Cerrado Brasileiro. Utilizando tecnologias emergentes como sensoriamento remoto, aprendizado de máquinas e coleta de dados geoespacializados, o projeto visa melhorar a gestão desses recursos hídricos.
O aplicativo, denominado EcoNascentes, permite que qualquer pessoa indique se uma nascente necessita de recuperação, facilitando o trabalho dos órgãos ambientais responsáveis. Esse sistema utiliza sensoriamento remoto e técnicas de ecologia de paisagem para identificar áreas com maior probabilidade de existência de nascentes e avaliar sua qualidade ambiental.
A proteção e recuperação dos recursos hídricos no Cerrado são cruciais para o desenvolvimento econômico, a saúde da população e a preservação do ecossistema. Uma gestão adequada envolve uma abordagem integrada e multidisciplinar, visando à sustentabilidade. A Lei das Águas, que atualiza o gerenciamento desses recursos, busca garantir sua disponibilidade, quantidade e qualidade. O desmatamento e o manejo inadequado do solo podem reduzir a disponibilidade de água, afetando a produção e a qualidade de vida das pessoas.
Leandro Schlemmer Brasil, coordenador do projeto e doutor em Biodiversidade e Conservação, destacou a importância de tornar a experiência mais acessível. “Queremos que todos possam usar essa estratégia para conhecer e ajudar a identificar e informar o estado de conservação das nascentes, se necessitam de recuperação. Todo o material estará disponível na plataforma do Google para acesso de toda a sociedade, governo, comitês de bacias, estudantes e pesquisadores. Nosso objetivo é mapear todo o bioma do Cerrado Brasileiro”, afirmou.
Inicialmente, os esforços estão concentrados na Bacia do Rio Araguaia, que se junta ao Rio Tocantins e deságua no arquipélago do Marajó, na Amazônia. As nascentes de outros importantes rios amazônicos, como o Tapajós e Xingu, também estão ou estarão na área de atuação do projeto. O Rio das Mortes, outro exemplo importante, gera energia e é utilizado para irrigação, além de abastecer territórios indígenas.
O projeto de pesquisa, intitulado “Diagnóstico e Monitoramento na Palma das Mãos: Integrando Ecologia e Tecnologia na Avaliação da Qualidade Ambiental de Nascentes do Cerrado”, faz parte do Edital FAPEMAT 018-2022 – Biológicas, da Fapemat, coordenado pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT, e com parceria do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT).
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Do agro ao petróleo: empresa arremata bloco de exploração em Nova Mutum

Uma empresa arrematou um bloco de exploração de petróleo e gás em Nova Mutum (MT) e iniciou os preparativos para testes em campo. A previsão é realizar cerca de 500 coletas de amostras entre junho e julho, como parte da fase inicial de análise do potencial da área.

O prefeito Leandro Félix informou que se reuniu nesta terça-feira (14) com representantes da Dillianz Petro, responsável pelo bloco, para alinhar os próximos passos do projeto.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o gestor destacou que a iniciativa faz parte de um planejamento estratégico de crescimento do município. “É um momento muito importante para Nova Mutum. Estamos vivendo um planejamento bem definido de desenvolvimento e queremos avançar com esse projeto”, afirmou.

De acordo com a empresa, as coletas devem ocorrer em diferentes áreas do município, incluindo propriedades rurais. Por isso, a orientação é que produtores e proprietários estejam atentos à passagem das equipes nos próximos meses.

“Entre junho e julho, as equipes estarão em campo para realizar as coletas. É uma etapa fundamental para entender o potencial da região”, explicou o prefeito.

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Ainda segundo a gestão municipal, o projeto pode representar uma mudança no perfil econômico da cidade, tradicionalmente baseada no agronegócio. A expectativa é que a possível exploração de petróleo e gás atraia investimentos, gere empregos e abra novas oportunidades.

Apesar do avanço, esta fase ainda é inicial e voltada à coleta de dados técnicos. A exploração comercial dependerá dos resultados das análises e do cumprimento das etapas de licenciamento ambiental e viabilidade econômica. Veja abaixo o vídeo divulgado pelo prefeito:

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