Cidades
MT é responsável por 74,6% da produção de etanol de milho do país
Mato Grosso se tornou o maior produtor de etanol derivado do milho no Brasil, conforme os dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta terça-feira (7). O estado produziu 203,491 milhões de etanol anidro e 387,503 milhões do etanol hidratado, somando um total de 590,994 milhões de litros do biocombustível na safra 2018/2019.
Atualmente, o estado tem duas usinas que produzem exclusivamente etanol de milho, situada em Lucas do Rio Verde e Sorriso. Existem projetos para a instalação de outras unidades, em Nova Mutum, Campo Novo do Parecis e Primavera do Leste.
Apenas Mato Grosso, Goiás e Paraná produzem o etanol de milho no país. A produção total desse biocombustível no Brasil na safra 2018/2019 foi de 791,431 milhões de litros.
Enquanto Mato Grosso produziu 590,9 milhões, Goiás 190,8 milhões e Paraná, 9,5 milhões.
Do total de milho produzido em Mato Grosso, 5% são destinados à fabricação de etanol.
A maior usina do estado está localizada em Lucas do Rio Verde. Ela foi responsável pela produção de 220 milhões de litros de etanol, em 2018.
Estimativa de safra
A estimativa para a safra 2019/2020, segundo os dados da Conab, é que Mato Grosso produza 1,055 bilhão de litros de etanol à base do cereal.
A Conab estima que sejam produzidos 254,99 milhões do etanol anidro, tendo uma variação de 24,9% se comparado à safra anterior. Em relação ao etanol hidratado, estima-se uma produção de 800,756 milhões de litros, o que resulta em um aumento de 106,6% em relação a safra 2018/19.
Produção
Para produzir o etanol de milho, primeiro é feita a trituração do grão. Depois são adicionadas água e enzimas criando uma pasta, que é fervida em caldeirões.
Por fim, o produto passa por processos de fermentação e destilação, separando o etanol de outros componentes.
De acordo com o Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras de Mato Grosso (Sindalcool), o processo demora cerca de 40 horas.
G1 MT
Cidades
“Beatificação do padre Nazareno torna região Oeste de MT referência religiosa no país”, afirma governador

O governador Otaviano Pivetta afirmou que a beatificação do padre Nazareno Lanciotti projeta Jauru e a região Oeste de Mato Grosso para o país, transformando o município em uma referência para o turismo religioso.
Otaviano participou, neste sábado (13.6), da cerimônia de beatificação realizada em Jauru. O evento reuniu milhares de fiéis, peregrinos e caravanas de diversas regiões do Brasil e da Itália.
“Mato Grosso ganha com esse reconhecimento. A região ganha e Jauru passa a ter uma referência importante para o país. É uma alegria ver esse acontecimento histórico acontecer em Mato Grosso”, afirmou.
Segundo o governador, além do significado para a comunidade católica, a beatificação também contribui para ampliar a visibilidade da região Oeste.
“A região tem vocação para isso. É uma região muito bonita, cheia de belezas naturais, próxima ao Pantanal. Tem vocação para o turismo e, por que não, para o turismo religioso. Isso vai depender muito dos interesses locais e da dedicação da própria região, mas o Estado tem interesse em apoiar as iniciativas dos municípios e de todas as igrejas, de modo geral”, destacou.
Para Otaviano Pivetta, a beatificação reconhece a trajetória de um religioso que dedicou a vida ao atendimento da população e deixou um legado que permanece vivo na região.
“É o reconhecimento de um mártir da Igreja Católica, de alguém que doou a própria vida para fazer o bem. Para nós, cristãos, é um momento muito importante. A Igreja tem critérios rigorosos para conceder esse reconhecimento e, para mim, é uma alegria e uma feliz coincidência que esse acontecimento histórico esteja acontecendo durante o meu mandato”, ressaltou o governador.
Durante mais de três décadas de atuação em Jauru, padre Nazareno se dedicou ao trabalho pastoral e a ações voltadas ao atendimento da população, tornando-se uma das principais referências religiosas da região.
Padre Nazareno Lanciotti
Nascido na Itália, padre Nazareno Lanciotti chegou ao Brasil na década de 1970 e se estabeleceu em Jauru, onde atuou por mais de 30 anos. Ao longo desse período, desenvolveu ações religiosas, sociais e comunitárias voltadas ao atendimento da população.
Em 2001, foi vítima de um atentado e morreu dias depois. O Vaticano reconheceu oficialmente seu martírio, abrindo caminho para a beatificação realizada neste sábado, em Jauru. A decisão o torna beato da Igreja Católica, etapa que antecede a canonização.
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