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MT deixa de arrecadar R$ 65 milhões com a venda ilegal de cigarros em 2018; 56% do produto comercializado é contrabandeado

Aproximadamente R$ 65 milhões deixaram de ser arrecadados pelo estado em 2018 com o comércio ilegal de cigarro. O mercado ilegal do produto movimentou cerca de R$ 155 milhões no estado no ano passado, sem o recolhimento de Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), segundo levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO).

De todos os cigarros que circulam em Mato Grosso, 56% são contrabandeados. No Brasil, esse percentual é de 54% e no Centro Oeste, de 58%. Do total comercializado no estado, 50% foram contrabandeados do Paraguai e 5% foram produzidos por empresas que operam irregularmente no país.

Em 2018, foram comercializadas 699 milhões de unidades de cigarros frutos de contrabando, sendo que mais de 90% do Paraguai, e 557 milhões do mercado formal.

O levantamento, que é feito em parceria com o Ibope, aponta que mais de 70% do mercado ilegal de cigarros concentram-se em 10 municípios mato-grossenses. São eles: Cuiabá, Várzea Grande, Barra do Garças, Sorriso, Rondonópolis, Sinop, Paranaíta, Alta Floresta, Nova Mutum e Canarana.

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Segundo a pesquisa, 82% dos estabelecimentos que vendem cigarros também comercializam o produto contrabandeado, principalmente em bares (46%), mercados e mercearias (20) e ambulantes, cujo percentual não foi divulgado.

As 10 marcas mais vendidas no estado são de origem paraguaia. Segundo o ETCO, a alta carga tributária do país é um dos fatores que contribuem com o mercado ilegal. No Brasil, é cobrado em média 71% de impostos sobre o cigarro produzido legalmente no país, enquanto no Paraguai, de 18%.

O preço mínimo de uma carteira de cigarros estabelecido pela legislação brasileira é de R$ 5 e, no ano passado, o valor médio cobrado no mercado formal foi de R$ 7,74 e no mercado informal, de R$ 4,43.

Em Mato Grosso, são 150 fiscais nos postos de fiscalização para evitar a evasão fiscal e 34 nas operações volantes, que trabalham em regime de escala e revezamento.

G1 MT

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“Beatificação do padre Nazareno torna região Oeste de MT referência religiosa no país”, afirma governador

O governador Otaviano Pivetta afirmou que a beatificação do padre Nazareno Lanciotti projeta Jauru e a região Oeste de Mato Grosso para o país, transformando o município em uma referência para o turismo religioso.

Otaviano participou, neste sábado (13.6), da cerimônia de beatificação realizada em Jauru. O evento reuniu milhares de fiéis, peregrinos e caravanas de diversas regiões do Brasil e da Itália.

“Mato Grosso ganha com esse reconhecimento. A região ganha e Jauru passa a ter uma referência importante para o país. É uma alegria ver esse acontecimento histórico acontecer em Mato Grosso”, afirmou.

Segundo o governador, além do significado para a comunidade católica, a beatificação também contribui para ampliar a visibilidade da região Oeste.

“A região tem vocação para isso. É uma região muito bonita, cheia de belezas naturais, próxima ao Pantanal. Tem vocação para o turismo e, por que não, para o turismo religioso. Isso vai depender muito dos interesses locais e da dedicação da própria região, mas o Estado tem interesse em apoiar as iniciativas dos municípios e de todas as igrejas, de modo geral”, destacou.

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Para Otaviano Pivetta, a beatificação reconhece a trajetória de um religioso que dedicou a vida ao atendimento da população e deixou um legado que permanece vivo na região.

“É o reconhecimento de um mártir da Igreja Católica, de alguém que doou a própria vida para fazer o bem. Para nós, cristãos, é um momento muito importante. A Igreja tem critérios rigorosos para conceder esse reconhecimento e, para mim, é uma alegria e uma feliz coincidência que esse acontecimento histórico esteja acontecendo durante o meu mandato”, ressaltou o governador.

Durante mais de três décadas de atuação em Jauru, padre Nazareno se dedicou ao trabalho pastoral e a ações voltadas ao atendimento da população, tornando-se uma das principais referências religiosas da região.

Padre Nazareno Lanciotti
Nascido na Itália, padre Nazareno Lanciotti chegou ao Brasil na década de 1970 e se estabeleceu em Jauru, onde atuou por mais de 30 anos. Ao longo desse período, desenvolveu ações religiosas, sociais e comunitárias voltadas ao atendimento da população.

Em 2001, foi vítima de um atentado e morreu dias depois. O Vaticano reconheceu oficialmente seu martírio, abrindo caminho para a beatificação realizada neste sábado, em Jauru. A decisão o torna beato da Igreja Católica, etapa que antecede a canonização.

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