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Mais de 1300 servidores do Executivo estadual se aposentaram em 2019

Por meio do processo de aposentadoria digital do Mato Grosso Previdência (MT Prev), 1302 servidores estaduais passaram para a inatividade entre os meses de janeiro e dezembro de 2019. O órgão estadual que mais teve aposentadorias registradas foi a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), com 535, seguida da Polícia Militar, com 282, e da Secretaria de Estado de Saúde (SES), com 186 servidores aposentados.

A maioria dos benefícios foi concedida de forma voluntária,1016 servidores preencheram os pré-requisitos de idade e tempo de contribuição. Ao todo, 256 aposentadorias foram por invalidez, e 30 de forma compulsória, ou seja, quando o servidor alcança 75 anos – a idade é o limite permitido para o exercício da função no serviço público.

A aposentadoria digital permite que um processo de aposentadoria que antes demorava até um ano, possa ser concluído entre 15 e 90 dias. Implantado há dez anos no Estado, o processo digital vem sendo aprimorado para melhorar a agilidade e a confiabilidade da gestão das aposentadorias.

Conforme o diretor-presidente do MT Prev, Elliton Oliveira de Souza, a expansão dos serviços oferecidos de forma digital, como a aposentadoria por invalidez, a pensão por morte, a certidão por tempo de contribuição e a informatização de laudos médicos, estão previstos para o ano que vem. Cerca de 90% dos serviços serão digitais até o primeiro semestre de 2020.

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Enfrentamento do déficit previdenciário

No ano de 2019, Mato Grosso alcançou um déficit de R$ 1,4 bilhão em recursos que precisaram ser retirados do caixa do Estado para arcar com os aposentados e pensionistas. Com o objetivo de diminuir este déficit, a equipe do MT Prev elaborou uma série de estudos apontando uma reforma da previdência como medida urgente para garantir as aposentadorias. “Temos tido apoio e respaldo do Governo para realizar estudos para encontrar alternativas para equalizar o déficit da previdência”, afirma o presidente.

“Estamos fechando o ano com um déficit financeiro, que é a diferença entre tudo que se arrecada e que se paga em aposentadorias durante o exercício, em torno de R$ 1,350 bilhão, e com a previsão de  R$ 1,450 bilhão para 2020. Se nada for feito, ele vai dobrar em 2024, e em 2029 ele vai atingir a casa dos 5 bilhões ao ano”, explica o gestor.

“Temos ainda o déficit atuarial, que é a projeção dos aposentados dos próximos 75 anos, trazidos para os valores presentes. São 57 bilhões, o que representa quase 50% do Produto Interno Bruto”.

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O aumento da alíquota previdenciária de 11% para 14% foi aprovada pelo Conselho da Previdência e encaminhada para a Assembleia Legislativa (AL-MT). “É algo que a própria constituição prevê, que os entes federados não podem praticar uma alíquota menor que a da União. Automaticamente os estados tem que elevar a no mínimo 14%. Temos o prazo até 31 de julho para ter essa Lei aprovada”.

Segundo o gestor, sem essa aprovação, Mato Grosso ficará inadimplente e sem o Certificado de Regularidade Previdenciária, o que inviabiliza transferências voluntárias, firmar convênios, e ter a União como aval dos seus empréstimos, e nem adquirir novas operações de crédito.

“Seria um impacto muito grande para as finanças do Estado, temos que fazer a adequação da alíquota previdenciária. E as outras medidas como a mudança de regras e de idade é uma proposta de Emenda Constitucional e está em discussão do Conselho da Previdência”.

O Mato Grosso Previdência possui cerca de 28 mil aposentados e 7 mil pensionistas. A autarquia é a Unidade Gestora responsável pelo Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) dos servidores públicos estaduais.

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“Beatificação do padre Nazareno torna região Oeste de MT referência religiosa no país”, afirma governador

O governador Otaviano Pivetta afirmou que a beatificação do padre Nazareno Lanciotti projeta Jauru e a região Oeste de Mato Grosso para o país, transformando o município em uma referência para o turismo religioso.

Otaviano participou, neste sábado (13.6), da cerimônia de beatificação realizada em Jauru. O evento reuniu milhares de fiéis, peregrinos e caravanas de diversas regiões do Brasil e da Itália.

“Mato Grosso ganha com esse reconhecimento. A região ganha e Jauru passa a ter uma referência importante para o país. É uma alegria ver esse acontecimento histórico acontecer em Mato Grosso”, afirmou.

Segundo o governador, além do significado para a comunidade católica, a beatificação também contribui para ampliar a visibilidade da região Oeste.

“A região tem vocação para isso. É uma região muito bonita, cheia de belezas naturais, próxima ao Pantanal. Tem vocação para o turismo e, por que não, para o turismo religioso. Isso vai depender muito dos interesses locais e da dedicação da própria região, mas o Estado tem interesse em apoiar as iniciativas dos municípios e de todas as igrejas, de modo geral”, destacou.

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Para Otaviano Pivetta, a beatificação reconhece a trajetória de um religioso que dedicou a vida ao atendimento da população e deixou um legado que permanece vivo na região.

“É o reconhecimento de um mártir da Igreja Católica, de alguém que doou a própria vida para fazer o bem. Para nós, cristãos, é um momento muito importante. A Igreja tem critérios rigorosos para conceder esse reconhecimento e, para mim, é uma alegria e uma feliz coincidência que esse acontecimento histórico esteja acontecendo durante o meu mandato”, ressaltou o governador.

Durante mais de três décadas de atuação em Jauru, padre Nazareno se dedicou ao trabalho pastoral e a ações voltadas ao atendimento da população, tornando-se uma das principais referências religiosas da região.

Padre Nazareno Lanciotti
Nascido na Itália, padre Nazareno Lanciotti chegou ao Brasil na década de 1970 e se estabeleceu em Jauru, onde atuou por mais de 30 anos. Ao longo desse período, desenvolveu ações religiosas, sociais e comunitárias voltadas ao atendimento da população.

Em 2001, foi vítima de um atentado e morreu dias depois. O Vaticano reconheceu oficialmente seu martírio, abrindo caminho para a beatificação realizada neste sábado, em Jauru. A decisão o torna beato da Igreja Católica, etapa que antecede a canonização.

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