Cidades
Internado, candidato é levado para fazer o Enem em ambulância em MT: ‘Tinha que fazer a prova’
Após fazer uma cirurgia de emergência, no sábado (9), o candidato Breno Faustino de Assis, de 16 anos, foi levado de ambulância para fazer a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), neste domingo (10), em Sinop, a 503 km de Cuiabá.
Mesmo convalescente, ele não quis deixar de fazer o exame. Dessa forma, o candidato foi levado de ambulância até o local de prova. “Tinha que fazer a prova”, disse ele depois do exame
Um vídeo feito pela equipe do hospital, mostra o paciente sendo colocado na maca, depois, sendo na ambulância e conduzido ao local de prova.
Breno fez a prova em uma sala separada e teve apoio de duas enfermeira, uma do Enem e outra do hospital onde ele estava internado. A segunda ficou responsável por ministrar a medicação que Breno estava tomando, até o término da prova.
O candidato fez Enem na tentativa de ingressar em uma faculdade de medicina.
Dores abdominais
A mãe de Breno, Marisa Dias relatou que ele passou mal na sexta-feira (8), após tomar um caldo de cana. Em princípio, ela achou que fosse apenas um desconforto estomacal, mas ele passou mal novamente durante a madrugada de sábado.
Ao ser levado para o Pronto Atendimento, o médico diagnosticou a apendicite e disse que ele precisava de uma cirurgia de emergência.
Breno não queria e perguntou se tinha como adiar o procedimento, mas o médico disse que não. No domingo, após a cirurgia e se sentindo bem, ele pediu que o médico o liberasse para a prova.
O médico fez inúmeras recomendações e Breno fez a prova em uma sala separada e sobre a maca.
Motivação para esforço
O pai de Breno, o advogado Francisco Assis Dias de Freitas, de 52 anos, foi assassinado em março deste ano. Ele estava em casa quando foi atingido por vários disparos e morreu na frente dos filhos.
De acordo com a mãe, desde a morte do pai, Breno vem se esforçando para se sair bem no exame e assim, superar o ano difícil que a família vem enfrentando.
G1
Cidades
“Beatificação do padre Nazareno torna região Oeste de MT referência religiosa no país”, afirma governador

O governador Otaviano Pivetta afirmou que a beatificação do padre Nazareno Lanciotti projeta Jauru e a região Oeste de Mato Grosso para o país, transformando o município em uma referência para o turismo religioso.
Otaviano participou, neste sábado (13.6), da cerimônia de beatificação realizada em Jauru. O evento reuniu milhares de fiéis, peregrinos e caravanas de diversas regiões do Brasil e da Itália.
“Mato Grosso ganha com esse reconhecimento. A região ganha e Jauru passa a ter uma referência importante para o país. É uma alegria ver esse acontecimento histórico acontecer em Mato Grosso”, afirmou.
Segundo o governador, além do significado para a comunidade católica, a beatificação também contribui para ampliar a visibilidade da região Oeste.
“A região tem vocação para isso. É uma região muito bonita, cheia de belezas naturais, próxima ao Pantanal. Tem vocação para o turismo e, por que não, para o turismo religioso. Isso vai depender muito dos interesses locais e da dedicação da própria região, mas o Estado tem interesse em apoiar as iniciativas dos municípios e de todas as igrejas, de modo geral”, destacou.
Para Otaviano Pivetta, a beatificação reconhece a trajetória de um religioso que dedicou a vida ao atendimento da população e deixou um legado que permanece vivo na região.
“É o reconhecimento de um mártir da Igreja Católica, de alguém que doou a própria vida para fazer o bem. Para nós, cristãos, é um momento muito importante. A Igreja tem critérios rigorosos para conceder esse reconhecimento e, para mim, é uma alegria e uma feliz coincidência que esse acontecimento histórico esteja acontecendo durante o meu mandato”, ressaltou o governador.
Durante mais de três décadas de atuação em Jauru, padre Nazareno se dedicou ao trabalho pastoral e a ações voltadas ao atendimento da população, tornando-se uma das principais referências religiosas da região.
Padre Nazareno Lanciotti
Nascido na Itália, padre Nazareno Lanciotti chegou ao Brasil na década de 1970 e se estabeleceu em Jauru, onde atuou por mais de 30 anos. Ao longo desse período, desenvolveu ações religiosas, sociais e comunitárias voltadas ao atendimento da população.
Em 2001, foi vítima de um atentado e morreu dias depois. O Vaticano reconheceu oficialmente seu martírio, abrindo caminho para a beatificação realizada neste sábado, em Jauru. A decisão o torna beato da Igreja Católica, etapa que antecede a canonização.
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