Cidades
Estudante de MT que fez ‘chá DNA’ para provar paternidade da filha cria grupo em aplicativo de celular para ajudar outras mulheres
Depois de divulgar nas redes sociais o fato de ter feito um ‘chá DNA’ para revelar o resultado do exame de paternidade da filha, Rafaela Silva Lima, de 24 anos, criou um grupo de WhatsApp em que troca mensagens e ajuda outras mães em situação semelhante à dela.
Rafaela, que mora em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, decidiu fazer a brincadeira porque disse estar cansada da desconfiança do ex-namorado que duvidava que a menina de 1 ano e 7 meses fosse filha dele.
Segundo ela, o grupo, intitulado ‘unidas pelo DNA’, que conta com cerca de 90 participantes, tem vários relatos de pais que negam a paternidade dos filhos, seja por falta de semelhança física, seja para não pagar pensão.
“Tem relatos, inclusive, de mulheres que são casadas e o marido não aceita ser o pai da criança e que vivem em torno da cobrança. Esses mesmos pais, muitas vezes, também fogem do exame para não arcar com as responsabilidade, caso o resultado seja positivo”, contou ela.
Ao G1, Rafaela relatou que se mudou para Rondonópolis após ser aprovada no curso de letras na Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat). Conheceu o pai da filha quando estava buscando alguém para dividir o aluguel.
Ele também é estudante do curso de engenharia agrícola. Os dois foram morar juntos e começaram a se relacionar. Cerca de um mês depois, Rafaela descobriu que estava grávida.
Ela conta que os dois ficaram felizes com a notícia e chegaram a fazer planos, mas depois de um tempo, ele passou a questionar a paternidade.
Depois que a menina nasceu, a desconfiança aumentou porque o pai achava que a criança não se parecia com ele fisicamente.
Por fim, ela decidiu fazer o exame de DNA e, como tinha certeza que ele era o pai, resolver fazer a brincadeira.
Em nota enviada ao G1, o pai da criança informou, por meio da advogada, que não autorizou e nem tinha conhecimento da realização do chá de revelação do exame de DNA. Além disso, ele afirmou que está triste com a atitude da ex, por expor a vida da filha.
“Sempre foi um bom pai e sempre honrou com o seu compromisso afetivo e alimentício da criança, inclusive desde a gestação da mãe”, diz em trecho da nota.
G1
Cidades
“Beatificação do padre Nazareno torna região Oeste de MT referência religiosa no país”, afirma governador

O governador Otaviano Pivetta afirmou que a beatificação do padre Nazareno Lanciotti projeta Jauru e a região Oeste de Mato Grosso para o país, transformando o município em uma referência para o turismo religioso.
Otaviano participou, neste sábado (13.6), da cerimônia de beatificação realizada em Jauru. O evento reuniu milhares de fiéis, peregrinos e caravanas de diversas regiões do Brasil e da Itália.
“Mato Grosso ganha com esse reconhecimento. A região ganha e Jauru passa a ter uma referência importante para o país. É uma alegria ver esse acontecimento histórico acontecer em Mato Grosso”, afirmou.
Segundo o governador, além do significado para a comunidade católica, a beatificação também contribui para ampliar a visibilidade da região Oeste.
“A região tem vocação para isso. É uma região muito bonita, cheia de belezas naturais, próxima ao Pantanal. Tem vocação para o turismo e, por que não, para o turismo religioso. Isso vai depender muito dos interesses locais e da dedicação da própria região, mas o Estado tem interesse em apoiar as iniciativas dos municípios e de todas as igrejas, de modo geral”, destacou.
Para Otaviano Pivetta, a beatificação reconhece a trajetória de um religioso que dedicou a vida ao atendimento da população e deixou um legado que permanece vivo na região.
“É o reconhecimento de um mártir da Igreja Católica, de alguém que doou a própria vida para fazer o bem. Para nós, cristãos, é um momento muito importante. A Igreja tem critérios rigorosos para conceder esse reconhecimento e, para mim, é uma alegria e uma feliz coincidência que esse acontecimento histórico esteja acontecendo durante o meu mandato”, ressaltou o governador.
Durante mais de três décadas de atuação em Jauru, padre Nazareno se dedicou ao trabalho pastoral e a ações voltadas ao atendimento da população, tornando-se uma das principais referências religiosas da região.
Padre Nazareno Lanciotti
Nascido na Itália, padre Nazareno Lanciotti chegou ao Brasil na década de 1970 e se estabeleceu em Jauru, onde atuou por mais de 30 anos. Ao longo desse período, desenvolveu ações religiosas, sociais e comunitárias voltadas ao atendimento da população.
Em 2001, foi vítima de um atentado e morreu dias depois. O Vaticano reconheceu oficialmente seu martírio, abrindo caminho para a beatificação realizada neste sábado, em Jauru. A decisão o torna beato da Igreja Católica, etapa que antecede a canonização.
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