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Em quatro anos, apoio à cultura cai em Mato Grosso

Mato Grosso sofreu uma queda de aproximadamente 12% no número de equipamentos culturais (cinemas, teatros, bibliotecas, museus, etc.) disponíveis para a população entre os anos de 2014 e 2018. O dado, que foi divulgado nesta quarta-feira (25), faz parte da Pesquisa de Informações Básicas Municipais e Estaduais (Munic), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o levantamento, em quatro anos os municípios do estado pouco avançaram no setor da cultura. Em 2014, Mato Grosso tinha 94 equipamentos culturais ao todo, número que caiu para 83 em 2018. Destes, 69 eram bibliotecas públicas, que passaram a ser 65 em 2018 e 15 teatros que passaram a 11. A maior diferença foi no número de centros culturais, que passaram de 29 a 20, uma queda de mais de 30%.

Entre os equipamentos culturais que registraram aumento estão as bibliotecas comunitárias, que passaram de três a 11 e os museus, que tiveram a pequena variação de  11 para 15, em quatro anos.

O apoio municipal à cultura também parece tímido, segundo o estudo. Dos 141 municípios de Mato Grosso, apenas 31 possuem um fundo municipal de cultura e somente 22, cerca de 15%, têm legislação de proteção ao patrimônio cultural. Além disso, a pesquisa revelou que a maior parte dos municípios, 51%, executou somente 10% ou menos do orçamento previsto para o setor em 2017.

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SOS Museu

Em Mato Grosso, artistas e produtores culturais comandam uma campanha intitulada ‘SOS Museus MT’, que exige uma efetiva retomada das atividades de museus e espaços culturais atualmente fechados ou sem programação no estado. Além disso, acusam a Secretaria do Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) de não ter propósitos claros para a cultura.

A principal pauta da campanha ‘SOS Museus MT’ é a atual situação do Museu Histórico de Mato Grosso, fechado há alguns anos e sem previsão para reabertura. Além disso, a campanha cobra do Governo do Estado que seja estruturado um Sistema Estadual de Museu de Mato Grosso, e a reativação do edital para a gestão do Museu de Arte de Mato Grosso. O Palácio do Paiaguás alega falta de recurso.

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“Beatificação do padre Nazareno torna região Oeste de MT referência religiosa no país”, afirma governador

O governador Otaviano Pivetta afirmou que a beatificação do padre Nazareno Lanciotti projeta Jauru e a região Oeste de Mato Grosso para o país, transformando o município em uma referência para o turismo religioso.

Otaviano participou, neste sábado (13.6), da cerimônia de beatificação realizada em Jauru. O evento reuniu milhares de fiéis, peregrinos e caravanas de diversas regiões do Brasil e da Itália.

“Mato Grosso ganha com esse reconhecimento. A região ganha e Jauru passa a ter uma referência importante para o país. É uma alegria ver esse acontecimento histórico acontecer em Mato Grosso”, afirmou.

Segundo o governador, além do significado para a comunidade católica, a beatificação também contribui para ampliar a visibilidade da região Oeste.

“A região tem vocação para isso. É uma região muito bonita, cheia de belezas naturais, próxima ao Pantanal. Tem vocação para o turismo e, por que não, para o turismo religioso. Isso vai depender muito dos interesses locais e da dedicação da própria região, mas o Estado tem interesse em apoiar as iniciativas dos municípios e de todas as igrejas, de modo geral”, destacou.

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Para Otaviano Pivetta, a beatificação reconhece a trajetória de um religioso que dedicou a vida ao atendimento da população e deixou um legado que permanece vivo na região.

“É o reconhecimento de um mártir da Igreja Católica, de alguém que doou a própria vida para fazer o bem. Para nós, cristãos, é um momento muito importante. A Igreja tem critérios rigorosos para conceder esse reconhecimento e, para mim, é uma alegria e uma feliz coincidência que esse acontecimento histórico esteja acontecendo durante o meu mandato”, ressaltou o governador.

Durante mais de três décadas de atuação em Jauru, padre Nazareno se dedicou ao trabalho pastoral e a ações voltadas ao atendimento da população, tornando-se uma das principais referências religiosas da região.

Padre Nazareno Lanciotti
Nascido na Itália, padre Nazareno Lanciotti chegou ao Brasil na década de 1970 e se estabeleceu em Jauru, onde atuou por mais de 30 anos. Ao longo desse período, desenvolveu ações religiosas, sociais e comunitárias voltadas ao atendimento da população.

Em 2001, foi vítima de um atentado e morreu dias depois. O Vaticano reconheceu oficialmente seu martírio, abrindo caminho para a beatificação realizada neste sábado, em Jauru. A decisão o torna beato da Igreja Católica, etapa que antecede a canonização.

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