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Em manifestação, policiais civis cobram medidas do governo e afirmam que estão ‘pagando para trabalhar’ em MT

Foto: Emerson Sanchez/TVCA

Cerca de 50 servidores da Polícia Civil de Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, fizeram uma manifestação na tarde desta quinta-feira (17) para cobrar do governo de Mato Grosso condições de trabalho.

A Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp) não havia se posicionado até a publicação da reportagem.

O diretor do Sindicato dos Policiais Civis de Rondonópolis (Sinpol), Maciel Oliveira, afirmou que a categoria está “pagando para trabalhar”.

“Nós pagamos a internet que a gente usa, porque a internet que o estado oferece é péssima, usamos nossos celulares para fazer investigações, nós pagamos, muitas vezes, até a água que a gente consome, além de materiais de serviço, como a manutenção das viaturas. Nós estamos pagando para trabalhar e mesmo assim não estamos cogitando greve” afirmou.

O movimento pacífico, que não prejudicou o andamento dos serviços na 1ª Delegacia de Polícia, foi organizado pelos sindicatos dos escrivães e dos policiais civis.

As entidades querem que o governo suspenda o escalonamento na folha de pagamento dos servidores que trabalham na instituição.

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Conforme Olga Eliane Santos, representante dos escrivães, os juros pagos pelos servidores públicos por causa do escalonamento do salário são grandes.

“Com o governo Mauro Mendes nós tivemos um escalonamento ainda maior. Em janeiro ele também escalonou os salários. Então, quem recebia dia 5, vai receber dia 30. E os juros que vamos pagar, o estado vai repor para o servidor público?”, questionou.

Os servidores cobram pagamento em dia e são contrários a uma emenda do governo que, para eles, significa a perda de direitos trabalhistas que foram conquistados ao longo dos últimos anos.

O Sinpol também aproveitou o manifesto para esclarecer à população que hoje os policiais civis estão tirando dinheiro do próprio bolso pra trabalhar.

“Estamos mostrando para a sociedade esse momento ímpar, negativamente, que estamos vivendo. Isso reflete nos nossos bolsos. Nossos boletos estão vencidos. Nossos direitos estão sendo exterminados”, afirmou Maciel.

G1

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“Beatificação do padre Nazareno torna região Oeste de MT referência religiosa no país”, afirma governador

O governador Otaviano Pivetta afirmou que a beatificação do padre Nazareno Lanciotti projeta Jauru e a região Oeste de Mato Grosso para o país, transformando o município em uma referência para o turismo religioso.

Otaviano participou, neste sábado (13.6), da cerimônia de beatificação realizada em Jauru. O evento reuniu milhares de fiéis, peregrinos e caravanas de diversas regiões do Brasil e da Itália.

“Mato Grosso ganha com esse reconhecimento. A região ganha e Jauru passa a ter uma referência importante para o país. É uma alegria ver esse acontecimento histórico acontecer em Mato Grosso”, afirmou.

Segundo o governador, além do significado para a comunidade católica, a beatificação também contribui para ampliar a visibilidade da região Oeste.

“A região tem vocação para isso. É uma região muito bonita, cheia de belezas naturais, próxima ao Pantanal. Tem vocação para o turismo e, por que não, para o turismo religioso. Isso vai depender muito dos interesses locais e da dedicação da própria região, mas o Estado tem interesse em apoiar as iniciativas dos municípios e de todas as igrejas, de modo geral”, destacou.

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Para Otaviano Pivetta, a beatificação reconhece a trajetória de um religioso que dedicou a vida ao atendimento da população e deixou um legado que permanece vivo na região.

“É o reconhecimento de um mártir da Igreja Católica, de alguém que doou a própria vida para fazer o bem. Para nós, cristãos, é um momento muito importante. A Igreja tem critérios rigorosos para conceder esse reconhecimento e, para mim, é uma alegria e uma feliz coincidência que esse acontecimento histórico esteja acontecendo durante o meu mandato”, ressaltou o governador.

Durante mais de três décadas de atuação em Jauru, padre Nazareno se dedicou ao trabalho pastoral e a ações voltadas ao atendimento da população, tornando-se uma das principais referências religiosas da região.

Padre Nazareno Lanciotti
Nascido na Itália, padre Nazareno Lanciotti chegou ao Brasil na década de 1970 e se estabeleceu em Jauru, onde atuou por mais de 30 anos. Ao longo desse período, desenvolveu ações religiosas, sociais e comunitárias voltadas ao atendimento da população.

Em 2001, foi vítima de um atentado e morreu dias depois. O Vaticano reconheceu oficialmente seu martírio, abrindo caminho para a beatificação realizada neste sábado, em Jauru. A decisão o torna beato da Igreja Católica, etapa que antecede a canonização.

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