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Em Diamantino: dupla filma execução de homem num lava-jato

Um vídeo, gravado com um smartphone, mostrando uma execução a sangue-frio viralizou em aplicativos de mensagem instantânea como WhatsApp e Telegram na manhã desta sexta-feira (17), quando a gravação começou a circular. Nele, o assassino filmou em primeira pessoa o momento em que atira contra sua vítima, Wellington dos Anjos Soares, 27 anos, dentro do lava a jato dele localizado no bairro Vila Conceição em Diamantino.

Nas imagens, é possível ver uma dupla chegando no que parece ser uma moto Honda Bros e a placa JZU 8705. Numa ação que dura precisos 36 segundos, aparece as costas do condutor da moto e a sombra da cabeça do algoz. No movimento de descer da moto, ele revela a placa da mesma.

Momentos antes, o piloto diz “e aí, cara de lontra”, mas só ouve de seu garupa “o outro conhece você?”. Em ato contínuo, os dois chegam armados e encontram outros dois homens. Um deles grita “não faz não, não faz não” e ouve como resposta “sai daí, sai daí”. Ao mesmo tempo, o piloto manda o outro homem “vaza daqui, vaza” e diz ao que vai morrer: “fica de boa aí, fica de boa”.

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O primeiro disparo é ouvido e gritos de dor em meio a súplicas, “para, pai, para”, silenciadas por frases ditas com ódio e dentes cerrados: “Cala a boca, desgraçado, cala a boca”, e dá mais três tiros.

A gravação é interrompida em meio aos uivos de “ai ai ai” da vítima e o celular vai ao chão.

INVESTIGAÇÃO

Depois que tudo terminou, populares chamaram a Polícia Militar e contaram que os dois homens chegaram mesmo numa moto Honda Bros, fizeram tudo que foi relatado e gravado e mesmo assim, saíram tranquilamente da cena do crime tomando o sentido rumo ao centro de Diamantino. As pessoas disseram ainda que um dos dois assassinos também é suspeito de outro crime, uma tentativa de homicídio.

A Polícia Judiciária Civil e a Politec foram até o local em busca de provas. O Instituto Médico Legal da cidade retirou o corpo.

Folha Max

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Cidades

“Beatificação do padre Nazareno torna região Oeste de MT referência religiosa no país”, afirma governador

O governador Otaviano Pivetta afirmou que a beatificação do padre Nazareno Lanciotti projeta Jauru e a região Oeste de Mato Grosso para o país, transformando o município em uma referência para o turismo religioso.

Otaviano participou, neste sábado (13.6), da cerimônia de beatificação realizada em Jauru. O evento reuniu milhares de fiéis, peregrinos e caravanas de diversas regiões do Brasil e da Itália.

“Mato Grosso ganha com esse reconhecimento. A região ganha e Jauru passa a ter uma referência importante para o país. É uma alegria ver esse acontecimento histórico acontecer em Mato Grosso”, afirmou.

Segundo o governador, além do significado para a comunidade católica, a beatificação também contribui para ampliar a visibilidade da região Oeste.

“A região tem vocação para isso. É uma região muito bonita, cheia de belezas naturais, próxima ao Pantanal. Tem vocação para o turismo e, por que não, para o turismo religioso. Isso vai depender muito dos interesses locais e da dedicação da própria região, mas o Estado tem interesse em apoiar as iniciativas dos municípios e de todas as igrejas, de modo geral”, destacou.

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Para Otaviano Pivetta, a beatificação reconhece a trajetória de um religioso que dedicou a vida ao atendimento da população e deixou um legado que permanece vivo na região.

“É o reconhecimento de um mártir da Igreja Católica, de alguém que doou a própria vida para fazer o bem. Para nós, cristãos, é um momento muito importante. A Igreja tem critérios rigorosos para conceder esse reconhecimento e, para mim, é uma alegria e uma feliz coincidência que esse acontecimento histórico esteja acontecendo durante o meu mandato”, ressaltou o governador.

Durante mais de três décadas de atuação em Jauru, padre Nazareno se dedicou ao trabalho pastoral e a ações voltadas ao atendimento da população, tornando-se uma das principais referências religiosas da região.

Padre Nazareno Lanciotti
Nascido na Itália, padre Nazareno Lanciotti chegou ao Brasil na década de 1970 e se estabeleceu em Jauru, onde atuou por mais de 30 anos. Ao longo desse período, desenvolveu ações religiosas, sociais e comunitárias voltadas ao atendimento da população.

Em 2001, foi vítima de um atentado e morreu dias depois. O Vaticano reconheceu oficialmente seu martírio, abrindo caminho para a beatificação realizada neste sábado, em Jauru. A decisão o torna beato da Igreja Católica, etapa que antecede a canonização.

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