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Cuiabá deixa de ser capital de Mato Grosso e governo volta para Vila Bela, só por hoje

Oficialmente, pelo menos hoje, a capital de Mato Grosso é Vila Bela da Santíssima Trindade, que completa 267 anos, e não Cuiabá. A transferência de sede do Estado é uma determinação da lei 10.377 de 2016 determinando que em todo dia 19 de março a cidade do oeste mato-grossense volte a ser capital estadual, como era antes de o governo ser fixado em Cuiabá.

Para celebrar a data, o “governo itinerante” vai dar expediente no Palácio dos Capitães Generais com a presença do vice-governador Otaviano Pivetta e de secretários de Estado que vão atender aos prefeitos das cidades da região.

A programação prevê uma reunião com todas as autoridades às 10h15. Antes haverá atos cívicos, apresentação de fanfarra, da Guarda Mirim e uma missa comemorativa na Igreja Matriz, que fica na Praça Central.

Ontem à noite, houve uma sessão solene da Assembleia Legislativa de Mato Grosso na Câmara Municipal e os vereadores já adiantaram que uma das principais reivindicações a Pivetta deve ser a construção de 1,5 quilômetros de asfalto até um frigorífico em construção, que promete gerar 500 empregos diretos na região.

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Vila Bela da Santíssima Trindade é uma das cidades mais antigas de Mato Grosso e foi a primeira capital do estado. Foi fundada há 267 anos para defender os interesses nacionais nas disputas territoriais que o Brasil tinha com a Bolívia e foi importante para a preservação do Acre e parte de Rondônia e Mato Grosso no território brasileiro.

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“Beatificação do padre Nazareno torna região Oeste de MT referência religiosa no país”, afirma governador

O governador Otaviano Pivetta afirmou que a beatificação do padre Nazareno Lanciotti projeta Jauru e a região Oeste de Mato Grosso para o país, transformando o município em uma referência para o turismo religioso.

Otaviano participou, neste sábado (13.6), da cerimônia de beatificação realizada em Jauru. O evento reuniu milhares de fiéis, peregrinos e caravanas de diversas regiões do Brasil e da Itália.

“Mato Grosso ganha com esse reconhecimento. A região ganha e Jauru passa a ter uma referência importante para o país. É uma alegria ver esse acontecimento histórico acontecer em Mato Grosso”, afirmou.

Segundo o governador, além do significado para a comunidade católica, a beatificação também contribui para ampliar a visibilidade da região Oeste.

“A região tem vocação para isso. É uma região muito bonita, cheia de belezas naturais, próxima ao Pantanal. Tem vocação para o turismo e, por que não, para o turismo religioso. Isso vai depender muito dos interesses locais e da dedicação da própria região, mas o Estado tem interesse em apoiar as iniciativas dos municípios e de todas as igrejas, de modo geral”, destacou.

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Para Otaviano Pivetta, a beatificação reconhece a trajetória de um religioso que dedicou a vida ao atendimento da população e deixou um legado que permanece vivo na região.

“É o reconhecimento de um mártir da Igreja Católica, de alguém que doou a própria vida para fazer o bem. Para nós, cristãos, é um momento muito importante. A Igreja tem critérios rigorosos para conceder esse reconhecimento e, para mim, é uma alegria e uma feliz coincidência que esse acontecimento histórico esteja acontecendo durante o meu mandato”, ressaltou o governador.

Durante mais de três décadas de atuação em Jauru, padre Nazareno se dedicou ao trabalho pastoral e a ações voltadas ao atendimento da população, tornando-se uma das principais referências religiosas da região.

Padre Nazareno Lanciotti
Nascido na Itália, padre Nazareno Lanciotti chegou ao Brasil na década de 1970 e se estabeleceu em Jauru, onde atuou por mais de 30 anos. Ao longo desse período, desenvolveu ações religiosas, sociais e comunitárias voltadas ao atendimento da população.

Em 2001, foi vítima de um atentado e morreu dias depois. O Vaticano reconheceu oficialmente seu martírio, abrindo caminho para a beatificação realizada neste sábado, em Jauru. A decisão o torna beato da Igreja Católica, etapa que antecede a canonização.

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