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Força Tática abate cão para salvar idosa e socorre criança de 5 anos em MT

Uma tarde que deveria ser de tranquilidade em família transformou-se em um cenário de horror no bairro Jardim do Trevo, em Cáceres. Uma criança de 5 anos e sua avó, e idosa de 80 anos, foram atacadas por dois cães da família, um Pitbull e um Rottweiler, dentro da própria residência na Rua Izolina Atala.

A equipe da Força Tática (Força 90) foi acionada via Ciosp com a informação de que vizinhos não conseguiam entrar no imóvel para ajudar, devido à ferocidade dos animais. Ao chegarem, os policiais depararam-se com o Pitbull bloqueando o portão. Foi necessário o uso de munição de impacto controlado (elastômero) para afastar o cão e permitir a entrada da equipe.

Ao entrarem no quintal, os policiais depararam-se com o cão da raça Rottweiler arrastando a menina de 5 anos pelo pescoço. A criança já apresentava diversas perfurações graves nas costas e, principalmente, na região cervical. Em meio ao ataque brutal, um detalhe paralisou os agentes por um segundo: entre o choro e a dor, o pequeno orava em voz alta.

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Após novas tentativas com munição não letal, os policiais conseguiram afastar o animal momentaneamente para retirar a criança. No entanto, o cão voltou a avançar com violência contra a idosa.

Diante da ameaça iminente à vida da senhora Maria, os policiais precisaram efetuar disparos de munição letal contra o Rottweiler, que morreu no local. O Pitbull foi isolado em um quarto da residência.

A tragédia só não foi maior devido à tentativa desesperada da senhora, avó da criança. Com mais de 80 anos e severas dificuldades de locomoção, a idosa mal consegue andar sozinha, ela tentou intervir para salvar o neto, sendo também atacada pelo animal.

O estado da criança de 5 anos era crítico, com ferimentos graves e sangramento intenso na região do pescoço. Percebendo que cada segundo era vital, a equipe da Força Tática decidiu não aguardar a chegada da ambulância. A criança foi colocada na viatura e levada às pressas para o Hospital Regional de Cáceres. Segundo informações médicas, a menina teve o sangramento contido, foi estabilizado e encaminhado diretamente para o centro cirúrgico.

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A avó foi atendida no local pelo Corpo de Bombeiros e não precisou de internação. O proprietário dos animais, que é filho da idosa e mora na residência, chegou ao local após o ocorrido e realizou a contenção do Pitbull que restou no imóvel.

O impacto emocional do resgate foi visível na guarnição militar. “Essa foi díficil para segurar a emoção”, relatou um dos militares ao ouvir as súplicas da criança.

A ocorrência foi registrada e o estado de saúde da criança segue sendo acompanhado pela equipe médica do hospital Regional Dr. Antônio Fontes.

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Animais

Ministério Público conclui que Cão Orelha não morreu por agressões de adolescentes e pede o arquivamento

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) anunciou, nesta terça-feira (12/5), que as evidências periciais refutam a possibilidade de que os adolescentes em investigação tenham agredido o cão comunitário Orelha, que foi encontrado ferido na Praia Brava, no norte de Florianópolis (SC).

Após revisar quase 2 mil arquivos, o MPSC concluiu que a morte do animal está relacionada a uma condição pré-existente e grave, e não a qualquer agressão por parte de humanos.

Com base nas investigações, a procuradoria solicitou na última sexta-feira (8/5) o arquivamento do caso referente à morte de Orelha.

Conforme o MP, relatórios policiais indicavam que o jovem suspeito e o animal haviam estado juntos na praia por aproximadamente 40 minutos, mas a perícia revelou um descompasso de cerca de 30 minutos entre os horários registrados pelas câmeras de um condomínio e pelo sistema de monitoramento público, conhecido como Bem-Te-Vi.

As imagens evidenciam que, enquanto o adolescente estava nas proximidades do deck da praia, Orelha se encontrava a cerca de 600 metros de distância.

“O estudo revelou que nos momentos em que o adolescente esteve na área do deck, o cão estava situado a aproximadamente 600 metros. Portanto, a suposição de que ambos compartilharam o mesmo espaço por cerca de 40 minutos não é válida”, ressaltou o MPSC.

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Adicionalmente, as análises periciais mostraram que o cão mantinha plena mobilidade e um padrão normal de locomoção quase uma hora após o momento em que se acredita que a suposta agressão teria ocorrido, o que afasta a hipótese de que ele teria retornado da praia já debilitado por agressões.

Saúde do cão Orelha

Os laudos veterinários anexados ao processo excluíram a possibilidade de traumatismo recente passível de maus-tratos. Segundo o perito que realizou a exumação, todos os ossos do animal foram analisados e não foram encontradas fraturas ou lesões relacionadas à ação humana.

Os exames revelaram sinais de osteomielite na região do maxilar esquerdo — uma infecção óssea crônica e grave, possivelmente associada a doenças periodontais avançadas.

Imagens do crânio anexadas ao processo mostram uma lesão profunda e antiga, com perda de pelos, descamação e inflamação, compatíveis com uma infecção de longo prazo. A localização da ferida, abaixo do olho esquerdo, corresponde ao edema observado pelo veterinário que atendeu o animal.

O MPSC também destacou que a fotografia obtida durante o atendimento veterinário mostrava apenas inchaço no olho esquerdo do cão, sem outros sinais evidentes de violência.

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De acordo com as Promotorias de Justiça, o conjunto de provas demonstra que Orelha faleceu devido a um quadro clínico grave que levou à eutanásia.

O órgão ainda mencionou a morte da cadela Pretinha, companheira de Orelha, ocorrida poucos dias depois, em decorrência da doença do carrapato, ressaltando a situação de vulnerabilidade sanitária dos animais.

Conclusão

Além do arquivamento do caso, o Ministério Público solicitou que cópias do processo fossem enviadas à Corregedoria da Polícia Civil de Santa Catarina para investigar possíveis irregularidades na apuração.

O órgão também pleiteou a investigação sobre eventuais vazamentos de informações sigilosas relacionadas ao adolescente investigado e anunciou a abertura de uma apuração específica sobre a possível monetização de conteúdos falsos relacionados ao caso nas redes sociais, com o suporte do CyberGAECO.

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