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Agro Notícias

Soluções para cultivo e manejo da soja são tema de evento em Nova Mutum/MT

Realizado pela Fundação MT, o dia de campo acontece nesta quarta-feira, 17, e vai levar a produtores, consultores, técnicos e tomadores de decisão debates sobre adubação, manejo de doenças e plantas daninhas, além do Circuito do Conhecimento de Cultivare.

A Fundação MT em Campo Safra 2024, realizado pela Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT), chega a Nova Mutum nesta quarta-feira (17). Com foco em soluções para o cultivo e manejo da cultura da soja, o dia de campo acontece a partir de 07h30 no Centro de Aprendizagem e Difusão (CAD), localizado na Fazenda Três Irmãos, na BR 163, km 614.

Conduzido por pesquisadores da instituição e especialistas convidados, neste ano recebe um novo formato, sendo dividido em duas partes. A primeira etapa da programação contará com o inédito Circuito do Conhecimento de Cultivares, com a Vitrine de Cultivares de Soja e temas sobre: cultivares e épocas de semeadura na ocorrência de podridão de grãos e vagens, e incidência de pragas no cenário da safra atual.

O público também poderá acompanhar as estações técnicas das áreas de conhecimento da Fundação MT. Essas vão abranger o manejo de adubação no sistema soja/milho, escolha de produtos no manejo de doenças e podridões e controle de vassourinha de botão. O evento ainda contempla conteúdo de patrocinadores, que vão levar informações e tecnologias para o produtor rural.

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Luís Carlos Oliveira, gestor comercial e de marketing da Fundação MT, destaca que além de Sorriso, onde o evento aconteceu no dia 13, e Novam Mutum, o CAD de Itiquira também receberá o dia de campo nos dias 24 e 25. A programação dos três locais dá início ao Programa de Difusão do Conhecimento (PDT) 2024 da instituição e são uma oportunidade neste que está sendo um ano desafiador.

“Mais do que nunca as informações de qualidade e imparciais serão aliadas do produtor diante dos desafios da safra. Esses eventos oferecem oportunidades valiosas para que eles possam interagir com especialistas, pesquisadores e outros produtores, sendo assim, a troca de experiências cria um espaço de aprendizado prático e permite que fiquem cientes das melhores práticas para enfrentar problemas específicos do ciclo”, coloca.

Foto: Divulgação

Evento Fundação MT

Inscrições

O Fundação MT em Campo Safra 2024 está com as inscrições abertas, através do www.fundacaomt.com.br, elas são importantes para garantir a participação. Neste ano, a entrada terá uma contribuição solidária de R$ 60,00, onde R$ 15,00 serão revertidos para doação a uma instituição filantrópica do município onde acontece o evento. A iniciativa visa não somente levar conhecimento, mas também contribuir com a comunidade. Os outros R$ 45,00 vão custear parte do almoço junto com a Fundação MT. Durante os eventos, são servidos café de boas-vindas, almoço e café da tarde.

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Fundação MT: Criada em 1993, a instituição tem um importante papel no desenvolvimento da agricultura, servindo de suporte ao meio agrícola na missão de prover informação técnica, imparcial e confiável que oriente a tomada de decisão do produtor. A sede está situada em Rondonópolis-MT, contando com três laboratórios e casas de vegetação, e cinco Centros de Aprendizagem e Difusão (CAD) distribuídos pelo Estado nos municípios de Sapezal, Sorriso, Nova Mutum, Itiquira e Primavera do Leste. Para mais informações acesse www.fundacaomt.com.br e baixe o aplicativo da instituição.

Da Redação

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Agro Notícias

União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

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A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

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Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

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