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Soja já é vendida a R$ 71 no interior

De acordo com a T&F Consultoria Agroeconômica, o preço da soja no interior do Brasil já está ao redor de R$ 71,00/saca, caindo do patamar de R$ 75,00 verificado há apenas algumas semanas. “Naquela época, os agricultores queriam R$ 80,00. Hoje aceitariam o preço anterior, se lhes fosse oferecido, mostrando que não tem convicção sobre o que estão fazendo, tomando decisões depois que a oportunidade passa e não antes”, aponta o analista Luiz Fernando Pacheco.

“Uma das características de alguns agricultores brasileiros é perder o timming do negócio de soja. Todos os anos isto acontece e todos tem alguma história de vizinho ou parente para cotar a respeito. E qual a causa disto? Falta de planejamento anual da lucratividade da lavoura, apenas isto. Se o agricultor sentasse para planejar o seu ano comercial, que vai desde a compra de insumos até a venda da safra, ele certamente não perderia certas oportunidades que o mercado todos os anos oferece”, alerta Pacheco.

De acordo com o especialista, planejar a safra é perfeitamente possível e aconselhável para aumentar a lucratividade, capitalizar o seu negócio, remunerar os sócios e fazer investimentos. Segundo ele, isso exige mais ou menos um dia inteiro e pode ser feito numa reunião de agricultores locais. “Quem comparecer a uma dessas reuniões, nunca mais perde oportunidade, nem fica ao sabor do que os outros dizem ou fazem. E ganha dinheiro”, conclui.

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CLIMA

De acordo com os mapas climáticos analisados pela Consultoria AgResource, no Brasil as chuvas seguem bastante favoráveis para o desenvolvimento da safrinha, principalmente nos estados de Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais. “Volumes menos intensos (de 10 a 30 mm) são esperados no Paraná e Mato Grosso do Sul nos próximos cinco dias, mesmo assim não são esperados impactos negativos as lavouras até o momento”, projeta a ARC Mercosul.

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Agro Notícias

Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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