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SENAR-PR busca instrutores para cursos de tratorista agrícola

O SENAR-PR está com edital aberto para credenciamento de novos instrutores, por meio de pessoas jurídicas, para ministrarem os cursos “Operação e manutenção de colhedora de forragem” e “Operação e manutenção de conjunto de fenação”. As inscrições devem ser realizadas por envio de formulário preenchido e documentação específica, de acordo com os editais e anexos disponíveis na seção Editais do site do Sistema FAEP/SENAR-PR (sistemafaep.org.br). O prazo para inscrições termina dia 31 de maio. O resultado final está previsto para ser divulgado no dia 1º de setembro.

As capacitações fazem parte da Formação Profissional Rural (FPR), cujos instrutores selecionados serão responsáveis por treinar produtores e trabalhadores rurais no emprego de técnicas seguras e eficazes na operação e manutenção de colhedoras de forragens e conjuntos de fenação.

O processo de credenciamento será realizado de acordo com as seguintes etapas eliminatórias: inscrições, seleção de currículos, prova pedagógica classificatória (via EaD), prova técnica classificatória (via EaD), capacitação técnica presencial dos profissionais e avaliação técnico-pedagógica por meio de apresentação de aula demonstrativa. Os pré-requisitos são ensino superior completo, preferencialmente em Engenharia Agrícola, Engenharia Agronômica, Medicina Veterinária e/ou Zootecnia. É desejável experiência comprovada em máquinas agrícolas, forragicultura e/ou docência.

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Somente poderão ser credenciadas empresas do ramo de prestação de serviços, como cursos, treinamentos, palestras, entre outros. Empresas individuais, microempreendedores individuais (MEI), Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (Eireli) e cooperativas não estão autorizadas a participar da seleção.

A remuneração dos profissionais selecionados será feita à empresa contratada conforme carga-horária das ações ou atividades realizadas (número de horas/aula), de acordo com regras e valores definidos pelo SENAR-PR.

Cursos

A programação do curso “Tratorista agrícola – operação e manutenção de colhedoras de forragens” vai abordar tipos e constituições de colhedoras de forragens, mecanismo de corte e alimentação, tubo de descarga, roda de apoio, regulagens, acoplamento da
máquina ao trator, operação, aspectos de segurança e manutenção. Em “Tratorista agrícola – operação e manutenção de conjunto de fenação”, os instrutores vão capacitar os participantes em máquinas para corte de forragem, máquinas para enleiramento e revolvimento, ancinho de discos, ancinho rotativo, enfardadoras, enfardadoras de fardos retangulares, enfardadora de fardos cilíndrico e manutenção.

A carga-horária prevista para ambos os cursos é de 24 horas e os instrutores poderão ser convocados para atuar em todos os municípios do Paraná, conforme demanda.

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Fonte: CNA Brasil

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União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

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A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

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Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

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