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Senar leva capacitação em derivados do leite para Buriti

Com objetivo de preparar profissionais para a preparação de alimentos derivados do leite, utilizando equipamentos, utensílios, instrumentos e controle de qualidade de produtos e de processos na indústria de alimentos, o Sistema FAET/SENAR realizou no município de Buriti do Tocantins, o curso de Trabalhador na Produção de Derivados do Leite. Durante uma semana, produtores e trabalhadores rurais da região aprenderam técnicas para atuar na produção desses alimentos para um mercado em crescimento e cada vez exigente.

Hoziel Pereira do Nascimento estava desempregado e viu no curso uma chance de conquistar uma vaga no mercado de trabalho e até mesmo empreender no ramo. “Eu vi esse curso como uma grande oportunidade em minha vida, estou sem trabalhar acho que de agora em diante, com um certificado do Senar nas mãos, a coisa vai mudar. Para o aluno do curso, enquanto não surgem empregos, com o que ele aprendeu já dá pra buscar uma renda pra família. Ele pretende fazer algumas produções caseiras e vender na cidade, porque acredita que a procura por derivados do leite tem crescido bastante.

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O curso é uma alternativa de fonte de renda para o trabalhador e o pequeno produtor, conforme destacou a instrutora do Senar, Merilene Damasceno. Para ela, o curso oportuniza novos caminhos e dissemina técnicas que garantem mais qualidade e segurança sanitária para os consumidores. “Neste curso de derivados do leite, estamos repassando técnicas para a fabricação de queijo minas-frescal, minas-padrão, mussarela, iogurte e doce de leite pastoso”, explicou a instrutora. Ela acredita que caprichando na produção, os clientes vão surgir sem dificuldade.

Para a presidente do Sindicato Rural de Augustinópolis, Cássia Cayres, que responde pela região de Buriti do Tocantins, iniciativas como essa visam fomentar novas práticas no setor rural da região. Para ela, a região tem uma produção crescente de leite e, ao oportunizar capacitações como a que foi oferecida pelo Senar, o sindicato e com o apoio da prefeitura local, os produtores poderão agregar valor à produção, melhorando a os ganhos na atividade e gerando novas perspectivas de renda no campo. A presidente destacou que novos cursos e capacitações serão oferecidas ao longo do ano.

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Fonte: CNA Brasil

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União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

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A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

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Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

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