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Senar leva capacitação em derivados do leite para Buriti

Com objetivo de preparar profissionais para a preparação de alimentos derivados do leite, utilizando equipamentos, utensílios, instrumentos e controle de qualidade de produtos e de processos na indústria de alimentos, o Sistema FAET/SENAR realizou no município de Buriti do Tocantins, o curso de Trabalhador na Produção de Derivados do Leite. Durante uma semana, produtores e trabalhadores rurais da região aprenderam técnicas para atuar na produção desses alimentos para um mercado em crescimento e cada vez exigente.

Hoziel Pereira do Nascimento estava desempregado e viu no curso uma chance de conquistar uma vaga no mercado de trabalho e até mesmo empreender no ramo. “Eu vi esse curso como uma grande oportunidade em minha vida, estou sem trabalhar acho que de agora em diante, com um certificado do Senar nas mãos, a coisa vai mudar. Para o aluno do curso, enquanto não surgem empregos, com o que ele aprendeu já dá pra buscar uma renda pra família. Ele pretende fazer algumas produções caseiras e vender na cidade, porque acredita que a procura por derivados do leite tem crescido bastante.

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O curso é uma alternativa de fonte de renda para o trabalhador e o pequeno produtor, conforme destacou a instrutora do Senar, Merilene Damasceno. Para ela, o curso oportuniza novos caminhos e dissemina técnicas que garantem mais qualidade e segurança sanitária para os consumidores. “Neste curso de derivados do leite, estamos repassando técnicas para a fabricação de queijo minas-frescal, minas-padrão, mussarela, iogurte e doce de leite pastoso”, explicou a instrutora. Ela acredita que caprichando na produção, os clientes vão surgir sem dificuldade.

Para a presidente do Sindicato Rural de Augustinópolis, Cássia Cayres, que responde pela região de Buriti do Tocantins, iniciativas como essa visam fomentar novas práticas no setor rural da região. Para ela, a região tem uma produção crescente de leite e, ao oportunizar capacitações como a que foi oferecida pelo Senar, o sindicato e com o apoio da prefeitura local, os produtores poderão agregar valor à produção, melhorando a os ganhos na atividade e gerando novas perspectivas de renda no campo. A presidente destacou que novos cursos e capacitações serão oferecidas ao longo do ano.

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Fonte: CNA Brasil

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Agro Notícias

Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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