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Senar leva ação de saúde para mulheres rurais de Buriti Bravo

Numa parceria entre o Senar/Sindicato e a prefeitura de Buriti Bravo, foi realizada esta semana mais uma edição do programa Saúde da Mulher Rural, levando às mulheres buriti-bravenses exame de prevenção de câncer de colo do útero, além de embelezamento (corte e cabelo e manicure) e entrega de kit de higiene e beleza. O trabalho do Senar teve à frente a assistente social e coordenadora de Promoção Social, Yolanda Gomes.

O programa visa contribuir com a melhoria de vida e saúde integral das mulheres do meio rural, com a intenção de sensibilizar e proporcionar autonomia para escolhas corretas, a fim de promover a saúde física e mental, bem como mudanças de comportamentos que impactam na qualidade de vida individual e coletiva.

O povoado Angical, além de sediar o evento, também contou com consultas médicas, testes rápidos e exame de eletrocardiograma, conforme encaminhamento médico. Tudo promovido pela prefeitura municipal, dentro do Governo Itinerante.

A idéia, segundo a prefeita Luciana Leocádio,  é levar o mais perto possível da população serviços essenciais voltados para educação ambiental, políticas públicas para as mulheres, assistência social, atendimento às crianças e aos adolescentes, palestras, vacina contra a Febre Aftosa e inúmeros outros.

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Movimento

Além dos cuidados com a mulher, o Senar levou conhecimento ao homem rural daquele município, ministrando palestra voltada aos produtores rurais presentes no movimento. Com o tema: ‘Combate à cigarrinha’, o técnico de campo (engenheiro agrônomo), Juniel Linhares, falou dos aspectos negativos e do controle deste tipo de praga nas pastagens.

“A praga da cigarrinha que tem atingido o município de Buriti Bravo, foi o principal motivo de estarmos aqui, a convite da Secretaria de Agricultura. Uma palestra de suma importância, que certamente estamos tirando muito proveito para aplicarmos em nossas pastagens”, ressaltou o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Buriti Bravo, Cleiton Castro, que apoiou o projeto juntamente com membros de sua diretoria.

A explanação reuniu dezenas de produtores e contou com a participação na abertura, do superintendente do Senar, Luiz Figueiredo, representantes da Agerp, Aged e as Secretarias municipais de  Agricultura e de Meio Ambiente que conduziram os trabalhos.

No entendimento da Coordenadora do programa Yolanda Gomes, as mulheres rurais precisam de incentivo para a realização do exame anualmente. “É muito importante este programa para o Senar, para a comunidade, para a prefeitura e para todo o estado que trabalha a questão da saúde da mulher rural e como complemento a questão da beleza com corte de cabelo, cuidado com as unhas, dentre outros”, disse ela. 

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Segundo Luiz Figueirêdo, as ações do programa Saúde da Mulher Rural são de grande importância para a mulher do campo. “Se já é difícil envolver as mulheres da zona urbana nesse trabalho preventivo, imaginem as mulheres da zona rural, que pouca chance têm de participar de ações como esta, que está sendo oportunizada pelo Senar”, enfatizou ele.

Fonte: CNA Brasil

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União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

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A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

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Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

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