Agro Notícias
Região de Água Boa se destaca na produção agrícola e reforça a importância do engenheiro agrônomo
A cidade de Água Boa, bem como Nova Nazaré, Querência, Canarana e Gaúcha, localizadas no Vale do Araguaia, no norte do estado de Mato Grosso, foram destaque em um estudo recente da Fundação Getúlio Vargas (FGV), intitulado “Mapa da Riqueza,” que avaliou o crescimento econômico das cidades brasileiras entre 2019 e 2020.
No período analisado, Água Boa por exemplo, se destacou entre as sete cidades com maior crescimento econômico, apresentando um aumento de 46,45% na comparação entre os dois anos. Além disso, a cidade conquistou a segunda posição na região do Médio Araguaia, figurando ao lado de Querência e Nova Nazaré no seleto grupo das 10 cidades que mais enriqueceram no Brasil.
O estudo da FGV utilizou como base de dados o Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) de 2020, combinado com informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para estabelecer a média de renda per capita dos cidadãos.
Além destas, outras cidades mato-grossenses da mesma região, também se destacaram no ranking de enriquecimento econômico durante o período, consolidando o potencial de desenvolvimento da região. Os números refletem o dinamismo econômico de Água Boa e outras cidades mato-grossenses e reforçam o compromisso de fortalecer suas economias e melhorar a qualidade de vida de seus cidadãos.
AGRÔNOMOS – A base econômica do município de Água Boa é composta principalmente pela pecuária de corte e agricultura, com predominância de arroz,soja, milho e feijão e destaca-se como referência em comercialização de bovinos, com o maior leilão de gado do mundo, da Estância Bahia.
Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, essa consolidação, não apenas de Água Boa, como polo regional no Vale do Araguaia, mas de toda a região se deve principalmente à atuação dos engenheiros agrônomos. “Estamos comemorando 90 anos da regulamentação da profissão e o desenvolvimento dessa região é um bom exemplo do resultado da atuação desses profissionais, que atuam ao lado do homem do campo, buscando melhorar produção, baixar custos, aumentar produtividade etc”, explica o presidente.
José Otávio Vicentin Filho, eleito presidente e seu vice, Angelo Antonio Cadore assumem em janeiro
ELEIÇÃO – Para Rezende, o fortalecimento da profissão de engenheiro agrônomo é a melhor forma de garantir que o agronegócio mato-grossense se continue fazendo de Mato Grosso o destaque nacional. “E o fortalecimento da profissão se faz, como fez a Associação dos Engenheiros Agrônomos de Água Boa (AEAAB) durante a 1ª Assembleia Geral Ordinária de 2023, realizada na noite de 20 de outubro, quando elegeu sua nova diretoria”, frisou o presidente do IA.
O novo presidente da AEAAB é o engenheiro agrônomo José Otávio Vicentin Filho, eleito por unanimidade. Ele assume a partir de 1º de janeiro de 2024 para um mandato de um ano – até 31 de dezembro de 2024.
A nova diretoria eleita é composta ainda pelos engenheiros agrônomos Angelo Antonio Cadore, que é o atual presidente e ocupará o cargos de vice-presidente. Além disso, Cristiano Morgan Zamboni foi eleito Diretor de Eventos, e Aline Bertol assume a função de Secretária.
Durante a Assembleia, também foi constituído o novo Conselho Fiscal, composto pelos engenheiros agrônomos Diane Cristina Stefanoski Zamboni, Anderson Fernando Nicolettie Fernando Dellosbel como membros titulares, e Bruno Possebom Schuler, Cláudio Sérgio Pretto e Larissa Alves de Souza como suplentes.
A nova Diretoria assume um papel essencial na promoção e fortalecimento da profissão de Engenheiro Agrônomo na região e continuará o legado de trabalho dedicado da gestão anterior. A posse oficial está programada para o início do próximo ano.
Fonte: Pensar Agro
Agro Notícias
União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.
Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).
Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.
Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.
As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.
A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.
A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.
Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.
A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.
Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.
Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.
Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.
Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.
Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.
A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.
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