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Presidente da CNA se reúne com Comissões Nacionais


Brasília (27/04/2022) – O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, se reuniu na quarta (27) com os presidentes e vices das 17 Comissões Nacionais da entidade.

Foi o primeiro encontro na nova gestão da atual Diretoria Executiva com as lideranças representativas que serão responsáveis por discutir as demandas dos segmentos do agro na CNA em 2022. 

Na abertura, João Martins falou das suas expectativas em relação ao trabalho das comissões e destacou a importância dos colegiados na defesa dos interesses dos produtores rurais e no fortalecimento da representatividade dos setores específicos da agropecuária.

Segundo ele, um dos pontos fundamentais que os presidentes e vices devem ter é o compromisso com o segmento em que atuam.

Em seguida, os novos integrantes se apresentaram e falaram um pouco sobre desafios e perspectivas de atuação.

João Martins e Bruno Lucchi

Na sequência, o diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi, falou sobre algumas demandas prioritárias para o setor, como a retomada de contratação de crédito para o Plano Safra atual (2021/2022), por meio do PLN 1/2022 (que prevê R$ 868,5 milhões para equalização de juros), além da busca por recursos para o Plano safra 2022/2023, da garantia orçamentária para o seguro rural, e das propostas da Jornada CNA – Eleições 2022 para os candidatos à Presidência da República.

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A CNA definiu os novos presidentes e vice-presidentes das Comissões Nacionais em março. Os colegiados são vinculados à Diretoria Técnica da CNA e, além dos presidentes e vice-presidentes, são compostas por representantes das Federações de Agricultura e Pecuária dos Estados, por entidades civis e por assessores técnicos.

As comissões são consideradas as “caixas de ressonância” das demandas dos produtores rurais atuando junto aos Poderes Executivo, Legislativo, Judiciário, além de representar os interesses dos agricultores e pecuaristas em fóruns, audiências e congressos no Brasil e no exterior.

Presidentes, vices e assessores técnicos das comissões

Participaram da reunião os diretores José Mário Schreiner (GO), José Zeferino Pedroso (SC), Mário Borba (PB), Muni Lourenço (AM), o diretor-geral do Senar, Daniel Carrara, o presidente da Federação da Agricultura, Pecuária e Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Faerj), Rodolfo Tavares, presidentes e assessores técnicos das comissões.  

Veja os nomes dos presidentes e vice-presidentes das Comissões Nacionais

Fotos da reunião

Assessoria de Comunicação CNA
Fotos: Wenderson Araújo 
Telefone: (61) 2109-1419
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Fonte: CNA Brasil

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União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

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A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

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Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

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