Agro Notícias
Presidente da Asbia diz que produtor confia mais na genética
Com um crescimento sem precedentes, a Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) encerra 2019 com excelentes previsões para o próximo ano. O presidente da entidade, Márcio Nery Magalhães Júnior, faz um balanço dos primeiros meses da sua gestão e comemora os resultados alcançados.
“A expectativa é ultrapassar as 18 milhões de doses de sêmen comercializadas em 2019”, revela. O cálculo toma por base o crescimento significativo nas vendas registradas no decorrer do ano. Até setembro, foram 11.450.505 doses, contra 9.701.282 no mesmo período de 2018.
Para 2020, tudo indica que o resultado será ainda mais expressivo. “Trabalhamos com a possibilidade de chegar acima dos 22 milhões de doses comercializadas, abrangendo as vendas diretas para clientes, exportações e prestações de serviço”, comenta.
Se as previsões se concretizarem, o resultado representaria um crescimento de 22 a 24% para o próximo ano. Para explicar esse cenário de aumento rápido, Márcio não tem dúvidas: é a valorização da genética que está orientando o mercado.
“Esse é o principal ponto. O criador realmente acordou para o impacto da genética dentro do negócio dele – não só no aumento da produtividade, mas também na redução dos custos na fazenda. A genética consegue atuar nas duas pontas”, avalia o presidente.
Márcio elenca, ainda, o aumento do uso da genética de corte em vacas de leite – a tecnologia beef on dairy – e o crescimento muito expressivo da utilização da IATF (inseminação artificial em tempo fixo) em rebanhos leiteiros como outros fatores que vêm contribuindo para a evolução do setor.
Por fim, o presidente ressalta o relacionamento entre a Asbia e outras entidades do segmento como uma chave fundamental para consolidar o crescimento nos próximos anos. “Trata-se de associações de raça e, principalmente, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A relação com essas entidades está resultando em diversos novos projetos que estão alavancando o setor da inseminação artificial”, afirma Nery.
Já para 2020, a associação pretende revolucionar a forma como os relatórios trimestrais da Asbia são estruturados. “Além da estratificação já existente, que apresenta os dados organizados em nível de Estado, pretendemos, já no primeiro relatório do ano, descer ao nível do município. Isso vai dar ainda mais força ao Índice Asbia e nos ajudar, seguramente, a incrementar o uso da genética e da IATF no Brasil”, explica.
Agrolink
Agro Notícias
Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.
A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.
O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.
Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.
Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.
Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.
No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.
O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.
“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.
Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.
“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.
Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima
Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.
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