Agro Notícias
Pesquisa de monitoramento de pragas e plantas daninhas em lavouras em MT será apresentado em encontro
O segundo Seminário Mato-grossense de Manejo da Resistência será dias 23 e 24 em Cuiabá e vai abordar os resultados de monitoramento da suscetibilidade de pragas, doenças e plantas daninhas aos produtos fitossanitários, bem como discutir problemas de resistência e boas práticas nos tratos culturais. O seminário será realizado na sede da Famato. Durante os dois dias de evento os seminaristas terão a oportunidade de participar de diversos debates e discussões. Consultores técnicos, agricultores e profissionais de empresas de agroquímicos vão participar.
O Instituto IMAmt, ligado a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (AMPA), abordará temas como visão holística sobre resistência, monitoramento da suscetibilidade do bicudo do algodoeiro aos inseticidas, ações de manejo e monitoramento da suscetibilidade de capim pé de galinha conduzidas pelo IMAmt, UFMT e HRAC e controle de tiguera e soqueira de algodão resistente a herbicidas.
De acordo com o pesquisador do IMAmtm Edson de Andrade Junior, o principal objetivo do seminário é divulgar e discutir os resultados de estudos que são conduzidos em Mato Grosso. O primeiro seminário ocorreu em agosto de 2018, em Sinop e, conforme o pesquisador houve manifestações de interesse de continuidade. “A realização anual dos seminários visa a construção e manutenção de uma rede estadual de colaboração científica para monitorar e propor soluções a fim de mitigar os prejuízos causados pela resistência. Com a colaboração de técnicos atuantes em todas as regiões do estado e intercâmbio de informações entre pesquisadores será possível estabelecer um mapa de ocorrências e planejar ações de manejo com antecedência, considerando as particularidades de cada região produtora”, diz Edson, através da assessoria.
O evento é organizado pela Embrapa e conta com a parceria com o Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt) e a Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT).
Só Notícias
Agro Notícias
Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.
A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.
O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.
Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.
Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.
Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.
No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.
O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.
“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.
Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.
“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.
Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima
Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.
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