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Patrulhas agrícolas ajudarão 30 famílias de pequenos produtores em Lucas do Rio Verde

Os implementos agrícolas da patrulha mecanizada entregues, na última sexta-feira, beneficiarão 30 famílias de pequenos produtores Comunidade Quatá e 19 famílias da Cedro. A grade aradora com controle remoto, 16 discos de 26 polegadas e 6 mm de espessura e a enxada rotativa, destinadas aos chacareiros do Cedro, totalizaram R$ 32,7 mil e fazem parte do repasse de recursos do convênio firmado com o Ministério do Desenvolvimento Agrário resultante de emendas parlamentares.

Segundo o presidente da Associação Luverdense das Trabalhadoras e Trabalhadores na Agricultura Familiar (Alttaf), José Quichiller, os dois equipamentos se somam a um trator, um pulverizador, uma carreta agrícola metálica e uma roçadeira hidráulica de duas facas entregues anteriormente, num total de R$ 145,4 mil. “Agora chegou o restante que estava faltando para atender nossa comunidade. Tem muita gente que trabalha no campo sem ter condições de comprar essas máquinas e elas vão facilitar a vida dessas pessoas e melhorar seu rendimento”, informou.

A grade niveladora com controle remoto e uma concha dianteira, no valor de R$ 24,5 mil foram adquiridas com recursos próprios da prefeitura. A vice-presidente da Associação Luverdense dos Chacareiros do Projeto Quatá (Alchaca), Adriana Vieira Oliveira, disse que as comunidades do interior dependem de iniciativas como essa para a manutenção das atividades agrícolas. “Servirão de incentivo e vão nos ajudar a mexer com a terra nas chácaras da agricultura familiar e melhorar a produção de alimentos.”

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O prefeito Luiz Binotti acrescentou que a agricultura familiar tem sido responsável pela produção da maior parte dos alimentos que chegam hoje à mesa das demais famílias em todas as regiões do país. “Aqui em Lucas não é diferente e por isso sempre buscamos apoiar as comunidades de chacareiros e pequenos produtores, encontrando meios que possam garantir a sustentabilidade e uma vida digna para todos eles.”

O secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Márcio Albieri, disse que “são duas comunidades importantes para a produção de alimentos, que também são destinados à merenda escolar, e esses equipamentos vão se somar aos outros que já foram entregues anteriormente para melhorar a produção e a renda das famílias desses agricultores”, destacou.

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Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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