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Agro Notícias

Mais de 2 mil crianças vão conhecer o agro com a Norte Show Kids


Com objetivo de gerar conhecimento, despertar interesse e aproximar o setor produtivo da comunidade escolar, a terceira edição da Norte Show, que acontecerá de 19 a 22 de abril, em Sinop, traz uma parceria nova com o movimento Agroligadas, que proporcionará a visitação de aproximadamente 2 mil crianças do 4º ano, aos estandes, vitrines tecnológicas e exposições de máquinas e animais. A ação conta com apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT) e da Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja-MT).

A coordenadora regional do grupo Agroligadas, Edenize Perin, conta que o projeto Norte Show Kids é para crianças de escolas públicas e privadas que estudam nos períodos matutino e vespertino. A proposta quer complementar o conhecimento das crianças com conteúdo atualizado sobre o agro, propondo uma mudança futura da visão da sociedade sobre o setor produtivo.

“Ao final do roteiro desejamos que as crianças tenham assimilado quais são os principais produtos da região, as tecnologias, a sustentabilidade no setor e gerar um conhecimento mais atualizado do que eles costumam receber nas escolas, porque vivenciarão na prática, de perto. Precisamos agricultar hoje a visão que o mundo vai ter do agro no futuro”, afirmou a coordenadora.

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Os estandes a serem visitados serão previamente selecionados pela equipe organizadora e cada parada será projetada para o público alvo. De acordo com a organização, a escolha por alunos do 4º ano é para que ao longo do tempo, em cada edição da feira, várias crianças tenham acesso ao projeto. “Nosso propósito é levar informação da feira, gerar conhecimento, sentimento de pertencimento através de visitas guiadas aos expositores. Estamos contactando antecipadamente cada expositor que será visitado para prepararmos na linguagem deles e organizarmos uma visitação”, explicou Edenize.

O projeto é de responsabilidade da Norte Show, sob organização da Agroligadas. Além do patrocínio da Aprosoja-MT e Senar-MT, o projeto conta ainda com apoio de produtores rurais e empresários, bem como da prefeitura municipal de Sinop. Além das visitas, palestras e contemplações, as crianças vão receber um lanche e um material didático lúdico, sobre o setor agropecuário.

“A importância de projetos como esse é justamente comunicar o nosso agro para fora. Essa é a missão das Agroligadas e a Norte Show Kids será uma grande oportunidade de exercer nossa missão enquanto movimento”, finaliza Edenize.

A FEIRA – Com pilares baseados na pecuária, agricultura comercial e agricultura familiar, a terceira edição da Norte Show estima que mais de 40 mil pessoas passem pelo local durante os quatro dias de evento. Além disso, um dos focos é ultrapassar os números da última edição, que atingiu R $1 bilhão em negociações entre os parceiros e expositores.

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Já estão confirmados 230 expositores entre demonstração de produtos e serviços, novidades em tecnologia, genética animal, máquinas e implementos, dentre outros. Os visitantes poderão acompanhar 35 vitrines tecnológicas de plantios com culturas como soja, milho, sorgo, café, hortifrutigranjeiros e jardinagem. Vão ainda visitar estandes que proporcionarão as transações financeiras. Participar de palestras, leilões e workshops oficiais, bem como das programações e atrativos dos parceiros e expositores.

Os patrocinadores e apoiadores desta edição são: Inpasa e EuroChem – Fertilizantes Tocantis, Blindex, Agroinsumos, Guarapari – Construção e acabamentos, Machado Supermercados, Sicredi, Cervejaria Severa, Jhonrob, Mineradora Tapajós, Senar-MT, Aprosoja Mato Grosso, Ucayali Hotel, EcoPower Energia Solar, Unimed Norte de Mato Grosso. E ainda conta com apoio da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Câmara Municipal e Prefeitura de Sinop.

Fonte: Assessoria Norte Show

Fonte: CNA Brasil

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Agro Notícias

União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

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A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

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Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

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