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Guerra entre Israel, EUA e Irã preocupa setor de frango e Cidinho diz que conflito “nunca é bom para ninguém”

O ex-senador e empresário Cidinho Santos (PP) afirmou que o confronto envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã traz preocupação não apenas no campo geopolítico, mas também para a economia brasileira. Um dos principais nomes do setor avícola no país, ele avaliou que a guerra “nunca é boa para ninguém” e destacou os reflexos nas exportações.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Cidinho lamentou a escalada militar iniciada no fim de fevereiro e reforçou o apelo por paz. “Só de pensar o quanto a guerra é ruim. O preço sempre é desigual e injusto”, declarou.

O conflito ganhou novos contornos após ataques coordenados contra instalações iranianas e a reação do Irã, que incluiu o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. A instabilidade já provoca impactos no mercado internacional de energia e eleva a preocupação com cadeias logísticas globais.

No campo econômico, o Oriente Médio é destino relevante das exportações brasileiras. No ano passado, a região respondeu por US$ 3 bilhões em carne de frango, o equivalente a 34,8% das vendas externas do produto. Também foram exportados US$ 2,7 bilhões em milho, representando 32,4% do total embarcado.

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A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que monitora possíveis gargalos logísticos e estuda rotas alternativas, embora não haja, neste momento, embarques significativos de frango ao Irã.

Para Cidinho, porém, o aspecto mais grave vai além da economia. “É muito triste ver escolas sendo atingidas, crianças perdendo a vida. Precisamos orar para que a paz volte”, concluiu.

Fonte Olhar Agro

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Milho dispara 12% em Sorriso e saca chega a R$ 47 com oferta limitada

 

O preço do milho registrou forte valorização em Sorriso, um dos maiores polos agrícolas de Mato Grosso. Em agosto, a saca do cereal alcançou média de R$ 47 no município, representando alta de aproximadamente 12% no período.

Os números constam no Agro Mensal, levantamento que acompanha o comportamento das principais commodities agrícolas. A valorização ocorre em meio à redução da disponibilidade do produto no mercado interno e às incertezas no cenário internacional.

Mesmo após a colheita da segunda safra, produtores seguem cautelosos nas negociações. Parte dos agricultores prefere manter o cereal armazenado, aguardando preços melhores, enquanto compradores encontram dificuldade para adquirir grandes volumes.

A menor presença de vendedores no mercado contribuiu para sustentar as cotações e ampliar a disputa pelo milho disponível. O movimento ganha importância em Sorriso, município que ocupa posição estratégica na produção nacional de grãos.

Mercado externo preocupa

Além da oferta limitada dentro do país, o mercado acompanha as oscilações internacionais, o comportamento do dólar e as condições das lavouras nos Estados Unidos. Esses fatores podem influenciar diretamente os preços praticados no Brasil.

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As exportações brasileiras também permanecem no radar. Quando os embarques avançam, o volume disponível no mercado interno diminui, aumentando a pressão sobre compradores, especialmente indústrias de ração, frigoríficos e produtores de proteína animal.

Apesar da alta registrada em agosto, especialistas avaliam que o mercado ainda pode apresentar forte volatilidade. O comportamento dos preços dependerá do ritmo das vendas dos produtores, da demanda interna e externa, do câmbio e das perspectivas para a próxima safra.

Em Sorriso, a valorização para R$ 47 por saca representa uma recuperação importante para os produtores, mas também pode elevar os custos de setores que utilizam o milho como matéria-prima.

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