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Governador visita Tangará da Serra e destaca avanços com lei beneficiando agricultura familiar

O governador Mauro Mendes foi a Tangará da Serra onde fez a 2ª Feira Estadual MT Horticultura fortalecendo a importância da agricultura familiar para o setor econômico do Estado. “Temos hoje em Mato Grosso mais de 100 mil famílias que vivem da agricultura familiar.

Quando você investe nesse setor, o dinheiro passa a circular mais aqui, porque o produto é produzido e comercializado na nossa região, não precisa vir de fora [outros Estados]. Isso é muito importante para o desenvolvimento sócio-econômico, ampliando as cadeias produtivas, o que irá contemplar diretamente quem necessita desse apoio público”, afirmou.

Mauro ressaltou as ações que o Governo realiza em prol da agricultura familiar. Um exemplo disso foi a regulamentação da lei que criou o Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar e de Pequeno Porte (Susaf). “Em Mato Grosso, por exemplo, nós não podíamos comercializar um queijo produzido aqui em Tangará na cidade vizinha. Porque não tinha regulamentação. Ou seja, quem produzia em um município não tinha a liberdade de vender para outro município pela falta desse sistema estadual unificado. Isso é inconcebível, inimaginável. Conseguimos regulamentar isso e agora o sistema está criado e vamos avançar ainda mais com as prefeituras para que seja possível a sua efetivação, favorecendo as famílias que sobrevivem da agricultura familiar”, explicou.

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Para os participantes da feira, o governador também destacou que o governo trabalha, por meio da secretaria de Agricultura Familiar, para o desenvolvimento de cadeias produtivas, como é o exemplo do café e da cadeia do leite.

“Nós vamos apoiar para que esses pequenos municípios possam ganhar mais em escala fora de seus municípios. É um desenvolvimento que leva tempo, mas já estamos alocando recursos para 2020”, ressaltou. O evento é realizado no campus da Unemat, em Tangará, com o objetivo de promover a difusão de tecnologia em horticultura a produtores rurais, além de técnicos, estudantes e pessoas interessadas no setor.

Vários temas foram abordados, como alternativas de renda e a comercialização dos produtos, mercado de frutas, hortaliças e flores tropicais, além de tecnologia para o setor de hortifruti.

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União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

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A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

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Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

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