Agro Notícias
FAESP/SENAR-SP recebe visita de Ministro do TCU e do Secretário de Turismo do Estado em seu estande na Agrishow 2022

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes, esteve no estande do sistema FAESP/SENAR-SP na Agrishow 2022, em Ribeirão Preto (SP), evento que se estende até a próxima sexta-feira (29). Ele se reuniu com o vice-presidente da entidade, Tirso Meirelles, também presidente do SEBRAE-SP. A pauta do encontro abordou temas como créditos de carbono, sustentabilidade e novas oportunidades para o agronegócio. “O ministro Nardes foi presidente da bancada ruralista, articulador da securitização e traz o fomento do crédito de carbono para o país e o mundo”, declarou Meirelles. O ministro também apresentou uma palestra para uma plateia formada por produtores rurais, autoridades, profissionais do Sistema FAESP/SENAR-SP e SEBRAE-SP, além da imprensa.
Selo Arte
Também passou pelo estande da Federação o Secretário de Turismo do Estado de São Paulo, Vinícius Lummertz, que foi recebido por Tirso Meirelles e por Maurílio Biagi Filho, presidente de honra da Agrishow. Eles se reuniram para tratar de questões relacionadas ao Selo Arte e de outros projetos que estão em andamento. “O Vinicius é um amigo que estimamos muito, e que tem feito um trabalho de suma importância para o desenvolvimento de todos os municípios paulistas”, afirmou Meirelles.
Além da reunião, Ingrid Gruber Ferreira Lima, Coordenadora de Fomento à Produção Agroalimentar Artesanal, apresentou uma palestra, ao lado do diretor técnico do SEBRAE-SP, Ivan Hussini, e da assessora técnica da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Fernanda Regina Silva. O evento comemorou o marco conquistado por esses produtores, instituído através de decreto do Governo do Estado de São Paulo.
Parcerias
O estande recebeu, ainda, a visita do empresário Alessandro Veronezi, da Universidade de Santo Amaro (Unisa), que está alinhando uma parceria com o Sistema FAESP/SENAR-SP, com vistas à oferta de programas de capacitação em EaD. Outra presença de destaque foi Mark Najam, diretor da Lynk do Brasil, Brasil, multinacional norte-americana da área de tecnologia, que também está firmando parceria com a rede de Sindicatos Rurais vinculada à Federação.
Agro Notícias
Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.
A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.
O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.
Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.
Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.
Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.
No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.
O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.
“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.
Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.
“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.
Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima
Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.
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