Agro Notícias
FAESP/SENAR-SP recebe caravanas de Sindicatos Rurais na Agrishow

Na última terça-feira (26/04), o Sistema FAESP/SENAR-SP recebeu em seu estande na Agrishow 2022, em Ribeirão Preto (SP), cerca de mil produtores e trabalhadores rurais de vários municípios do Estado de São Paulo, que chegaram em 23 caravanas organizadas em parceria com a rede de Sindicatos Rurais. Os visitantes foram recepcionados pela diretoria da FAESP/SENAR-SP e pelos técnicos, instrutores e demais profissionais que participam do evento.
A Agrishow 2022 se estende até a próxima sexta-feira (29), apresentando novidades e tendências em produtos, serviços e tecnologia agrícola para os mais diferentes segmentos do agronegócio. “Levar ao homem do campo a oportunidade de acessar todo esse conhecimento e inovações, que a Agrishow proporciona, gera crescimento, desenvolvimento e novas oportunidades para todos”, declarou o presidente do Sistema FAESP/SENAR-SP, Dr. Fábio de Salles Meirelles.
O presidente do Sindicato Rural de Itapeva, Joan Kleber Rodrigues Polidora, ao lado de sua esposa, destacou a importância de um dos projetos de grande sucesso promovido pelo Sistema FAESP/SENAR-SP, o Jovem Agricultor do Futuro (JAF).
Polidora foi recebido pelo engenheiro José Francisco Ramos, no estande do Sistema FAESP/SENAR-SP no evento, onde, assim como outros presidentes de Sindicatos Rurais da rede, foi convidado a apresentar as atividades realizadas pelo SR município de Itapeva, ao qual ele está vinculado há mais de 20 anos. Segundo Polidora, o JAF é um dos projetos que maior sucesso na região. “É fantástica a oportunidade que esses jovens ligados ao campo têm de trocar experiências, conhecer novas formas de atuar na área rural e, depois, aplicar esses conhecimentos ao seu dia a dia”, salientou.
No SR de Itapeva, o JAF também mantém parceria com o SEBRAE-SP, a prefeitura municipal e a ONG Planeta Terra, sendo realizado em um grande projeto de espaço verde. “Quando criamos o Jovem Agricultor do Futuro já imaginávamos que teria essa repercussão, e que conseguiríamos preparar e formar novos apaixonados pela nossa agricultura, pela nossa área rural”, declarou o presidente do Sistema FAESP/SENAR-SP, Dr. Fábio de Salles Meirelles.
A estudante universitária Roseli Mendes de Souza foi recebida no estande do Sistema FAESP/SENAR-SP por Isabela Oliveira, técnica da Promoção Social do SENAR-SP. A jovem compareceu ao evento por meio das 23 caravanas organizadas pelos Sindicatos Rurais de várias cidades do Estado de São Paulo.
Cursando Produção Agropecuária da FATEC de Presidente Prudente, Roseli aproveitou a oportunidade para conhecer melhor os programas oferecidos pelo SENAR-SP. Ela declarou que os cursos de Olericultura e de Meliponicultura, que realizou por meio do SR de sua cidade, foram muito importantes e a deixaram fascinada. “Esses e outros cursos de formação profissional são ministrados pelos nossos instrutores em parceria com os Sindicatos Rurais. São gratuitos e capacitam os alunos para atuarem em diferentes segmentos da área rural”, afirmou Teodoro Miranda Neto, chefe da Formação Profissional do SENAR SP.
Produtora rural da cidade de Presidente Bernardes, Elis Prestes Carneiro não teve dúvidas sobre a opção de curso oferecido pelo SENAR-SP que poderia contribuir para ampliar conhecimentos no segmento do agro em que atua: o Pró-leite. Participando da Agrishow 2022, na última terça-feira (26/04), em Ribeirão Preto (SP), ela foi recebida no estande do Sistema FAESP/SENAR-SP pela técnica de Promoção Social do SENAR, Isabela Oliveira.
A produtora rural aproveitou para conhecer outros programas do SENAR-SP e acompanhar as novidades apresentadas do evento com uma ampla gama de tendências em produtos, serviços e tecnologia agrícola para os mais diferentes segmentos do agro.
Elis, que também é técnica do SENAR em Mato Grosso do Sul, explicou que o Programa Bovinocultura Leiteira (Pró-Leite) tem duração de 402 horas, com 16 módulos e é realizado em uma propriedade demonstrativa, com o objetivo de agregar mais conhecimento e capacitar os participantes no manejo intensivo de produção de leite a pasto, visando aumentar a produção e diminuir os custos da propriedade.
A Agrishow 2022 se estende até a próxima sexta-feira (29), apresentando novidades e tendências em produtos, serviços e tecnologia agrícola para os mais diferentes segmentos do agronegócio.
Agro Notícias
União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.
Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).
Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.
Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.
As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.
A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.
A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.
Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.
A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.
Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.
Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.
Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.
Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.
Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.
A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.
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