Agro Notícias
FAESP/SENAR-SP oficializará na Agrishow criação do Centro de Excelência da Cana em Ribeirão Preto

O Sistema Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo / Serviço de Aprendizagem Rural (Faesp/Senar-SP) oficializará na Agrishow a implantação do Centro de Excelência da Cana-de-Açúcar. A instituição, que propiciará o desenvolvimento de novas tecnologias para o setor, é uma parceria da Federação com a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR). O local de funcionamento será o Centro de Treinamento do SENAR-SP, também em Ribeirão.
“A cidade é ideal para o funcionamento do novo organismo, pois é um grande cluster de cana-de-açúcar e agrega o que há de mais moderno na área no País”, afirma o presidente da Federação, Fábio de Salles Meirelles. O anúncio se soma a diversas atividades da Federação durante a Agrishow, que ocorrerá entre de 25 e 29 de abril.
De acordo com o gerente técnico do SENAR-SP, Jair Kaczinski, Ribeirão já é um grande polo produtor e tecnológico de cana-de-açúcar e o Centro de Excelência reforçará ainda mais essa posição. “A Agrishow, maior feira de tecnologia agrícola no Brasil, é o local ideal para oficializarmos a importante iniciativa”, ressalta ele. A previsão é de que de que o órgão comece a funcionar em dois anos, prevê o gerente técnico.
Outra grande atividade da Faesp na Agrishow será com a Comissão Especial Semeadoras do Agro, que lançou em 8 de março. Trata-se de um colegiado de caráter consultivo, vinculado à Presidência da Federação, com o objetivo de congregar mulheres, direta ou indiretamente ligadas ao campo, para subsidiar a entidade na implantação de ferramentas de valorização e empreendedorismo feminino do campo. Um café-de-manhã, com a presença de 110 empreendedoras do setor agropecuário, está previsto para o evento.
A FAESP/SENAR-SP também promoverá palestra sobre o Selo Arte, criado para identificar e permitir o comércio nacional de alimentos de origem animal feitos de maneira artesanal. O Governo do Estado de São Paulo anunciou, no dia 23 de fevereiro último, o decreto de regulamentação da Lei de Produtos Artesanais de Origem Animal, aprovada em novembro do ano passado. “O decreto incluiu pontos que foram reivindicados pela Faesp, em sintonia com a demanda dos produtores paulistas, por normas modernas e simplificadas, que permitam a ampla regularização da atividade e ampliem as possibilidades de comercialização dos produtos artesanais”, destacou o presidente da entidade.
Técnicos do Senar-SP estarão presentes ao evento para dar orientações sobre temas como Treinamentos, Programas de Digitalização no Meio Rural, Meio Ambiente, Alfabetização e sobre todo o trabalho desenvolvido pela federação em prol da agropecuária paulista.
Kaczinski está otimista com a realização da 27ª edição da Agrishow, que retoma a presença do público, após dois anos de intervalo por causa da pandemia de Covid-19. “Com a ampla adesão à vacinação, acredito que a feira receberá grande público. O evento é a consolidação do agro como um setor essencial para o desenvolvimento econômico do País”, afirma o gerente técnico.
Mais informações:
AGRISHOW 2022 – 27ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação
Data: 25 a 29 de abril
Local: Rodovia Antônio Duarte Nogueira, Km 321 - Ribeirão Preto (SP)
Horário: das 8 às 18 horas
Acesse Agrishow
Outras informações acesse o Portal FAESP/SENAR-SP
Agro Notícias
União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.
Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).
Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.
Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.
As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.
A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.
A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.
Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.
A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.
Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.
Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.
Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.
Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.
Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.
A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.
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