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Exportações de soja de Mato Grosso cresce em março e tendência é China reduzir negócios

O Imea – Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária- apontou aumento na exportação de soja referentes a março, com base nos dados divulgados pelo governo federal. O Brasil exportou 9,09 milhões de toneladas no mês e Mato Grosso representou 27,43% deste total com um volume de 2,49milhões de toneladas. Em relação ao mês de fevereiro, Mato Grosso exportou 7,13% a mais em março, porém, se comparado ao mesmo período do ano passado, houve uma diminuição de 26,89% nas exportações.

No acumulado até março, Mato Grosso exportou 5,20 milhões de toneladas, 7,71% a mais que o mesmo período em 2018. A China foi o principal destino da oleaginosa produzida pelo estado, sendo o país asiático responsável por 50,33% do total exportado por Mato Grosso, seguido pela Espanha, com 10,95% de participação.

Para 2019 a expectativa é que o volume se soja exportada seja menor que o ano passado, devido entre outros fatores, pela menor demanda chinesa, aponta o instituto.

O Imea atualizou as estimativas de oferta e demanda da soja em grão em Mato Grosso, consolidando os dados para a safra 2017/18 e trazendo as perspectivas para a safra 2018/19. Na safra anterior houve uma atualização na oferta devido à consolidação da produção no Estado que, somada aos estoques iniciais, resultou em uma oferta de 33,03 milhões de toneladas, informou, ontem, no boletim semanal.

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“Enquanto que a demanda foi atualizada em 32,92 milhões de toneladas, pautada pelas exportações recordes e esmagamento maior em 2018, ficando assim os estoques na ordem de 110 mil toneladas. Já em relação à safra 2018/19, teve sua oferta projetada em 32,61 milhões de toneladas em reflexo dos reajustes da safra anterior, e pelo lado da demanda, com perspectivas de exportações menores para o ano, ficou em 32,39 milhões de toneladas, com estoques estimados na ordem de 220 mil toneladas”, informa o instituto.

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União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

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A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

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Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

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